Covid Idosa

Estudo sobre seroprevalência do Covid-19 em todas as ilhas será realizado em breve

Um estudo sobre a seroprevalência do vírus da Covid-19 em Cabo Verde será lançado brevemente, numa parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Estatísticas e universidades. Segundo Artur Correia, Director Nacional da Saúde, essa pesquisa vai permitir às autoridades sanitárias e governamentais terem uma certeza maior sobre a circulação do Sars-cov-2 em todas as ilhas e descobrir como os casos têm estado a surgir, nomeadamente os detectados até o momento no Sal, região que era dado até então como livre do contágio.

Questionado se as autoridades não deveriam ter intensificado a procura pelo vírus no Sal desde Março – tendo em conta o caso do turista inglês infectado na Boa Vista e pelo facto de Sal ser o principal destino turístico -, Correia respondeu que desde o primeiro instante toda a bateria foi acionada para se correr atrás do Covid-19, com o intuito de se impedir uma explosão de casos e a sobrecarga dos serviços de saúde. Para ele, não restam dúvidas que esse esforço teve resultados positivos, tanto assim que foi possível parar a circulação do vírus na Boa Vista, eliminar durante um bom tempo a sua prevalência em S. Vicente e manter um quadro estacionário na ilha de Santiago. O objectivo agora, segundo Artur Correia, é atacar a situação na ilha do Sal. 

Conforme o quadro epidemiológico divulgado hoje, foram detectados mais três positivos de Covid-19 no Sal. Além disso, a cidade da Praia registou mais quatro infectados, sendo um deles uma paciente evacuada da ilha do aeroporto Amilcar Cabral. Deve-se ainda levar em conta que uma grávida evacuada do Sal para S. Vicente é considerada a primeira pessoa contaminada com o vírus e até hoje não foi possível descobrir a fonte de infecção, já que ela não terá saído da ilha.

Conforme comunicado do Ministério da Saúde, houve um total de 8 novos casos, sendo 4 na Praia, 3 no Sal e 1 em Santa Cruz. Deste modo, o número de indivíduos contaminados em Cabo Verde desde Março subiu para 466 e a maior parte (84%) reside no concelho da Praia. 

Neste momento estão 222 doentes internados a nível nacional, mas, pela primeira vez, o número de pacientes recuperados ultrapassou o dos doentes activos. Conforme dados do MS, 237 pessoas já receberam alta, 178 das quais tratadas nos serviços de saúde da Capital, enquanto Boa Vista mantem as 53 recuperadas, S. Vicente 3, S. Domingos com um curado, idem para S. Domingos e Tarrafal de Santiago. 

Entretanto, o número de pessoas colocadas em quarentena saltou para 933 a nível nacional, devido ao rastreio dos casos identificados no Sal e dos passageiros de uma viagem marítima que ligou Sal – S. Nicolau – S. Vicente. As estatísticas indicam ainda o aumento do número de óbitos para cinco, com o falecimento hoje de uma mulher de 65 anos, que estava em estado crítico no hospital Agostinho Neto.

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Caixa Economica disparo

Cerca de mil contos roubados no assalto à agência da CECV: Suspeito identificado

Cerca de mil contos terão sido levados na manhã de hoje da agência da Caixa Económica de Cabo Verde em Fonte Cônego em São Vicente, na sequência de um assalto perpetrado por um motoqueiro. A informação é avançada por fonte ligada àquela instituição financeira, mas não foi ainda confirmada pelas autoridades policiais, que ainda estão no terreno a investigar este assalto, que acordou hoje a ilha do Porto Grande e surpreendeu os mindelenses pela sua audácia.

De acordo com a nossa fonte, foram efectuados três disparos durante o assalto e não dois como o Mindelinsite tinha avançado anteriormente. O meliante – que estava trajado de fato-macaco e usava capacete e óculos escuros -, terá levado perto de mil contos, dinheiro que na altura os funcionários tinham no balcão. Ao que tudo indica, as autoridades já têm um suspeito em vista, que foi captado pelas câmaras de segurança do banco. Além disso, clientes que estavam no espaço terão identificado a moto. O ladrão fugiu do local do crime numa moto que tinha estacionado nas proximidades do banco.

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arbitro 1

Árbitros de futebol cobram dívida de 273 mil escudos da ARFSV

Os árbitros de futebol de São Vicente exigem o pagamento de um divida no montante de 273 mil escudos a Associação Regional de Futebol de São Vicente. Dizem que quando o Governo anunciou a paragem das competições desportivas por causa da pandemia da Covid-19 esperavam um contacto do presidente desta associação para explicar a situação, o que nunca aconteceu, pelo que , sem alternativa, decidiram fazer esta denuncia pública. César “They” Lima recusou fazer comentário ao se abordado por Mindelinsite. 

Estes homens do apito relatam que dirigiram todo o campeonato de futebol sub-17 e deveriam receber um total de 63 mil escudos, mas nunca viram a cor do dinheiro. O mesmo aconteceu em relação a Taça de São Vicente, que falta disputar apenas uma partida, no caso a final. “Também não recebemos nada. O valor em debito é de 60 mil escudos. Quanto aos campeonatos regionais séniores, a ARFSV tem por pagar 96 mil escudos relativo a primeira divisão e 42 mil escudos da segunda divisão”, detalham estes árbitros.

Garantem que já tentaram falar com os seus representantes, designadamente com o conselho regional de arbitragem de São Vicente mas, dizem, também esta não tem respostas. “O Conselho Regional de Arbitragem limitou a dizer-nos que não sabe como e nem quando a nossa situação será resolvida. Mas nós queremos uma resposta concreta”, pontua. 

Confrontado pelo Mindelinsite com as reivindicações dos árbitros de futebol da ilha de São Vicente, o presidente da ARFSV, Cesar Lima, recusou tecer qualquer comentário sobre o assunto. “Não comento”, declarou.

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Hugo Monteiro

“Nasce e Renasce” denuncia pobreza disfarçada e escondida no seio da comunidade cabo-verdiana em PT

O presidente da Nasce e Renasce- Associação Juvenil em Portugal, Hugo Correia Monteiro, deixou transparecer, nesta entrevista ao Mindelinsite a existência de “muita pobreza disfarçada e escondida” no seio das comunidades imigradas em Portugal, entre as quais, a cabo-verdiana. Deu conta, por exemplo, de famílias que, neste momento, têm “vergonha” de mostrar as dificuldades e carências que estão a atravessar provocadas pela situação sanitária que se vive devido ao Covid-19.

—Por João A. do Rosário—

 Jovem de origem cabo-verdiana, Hugo Monteiro afirmou que a Associação já apoiou mais de 600 famílias, oriundas de várias nacionalidades, entre elas 200 agregados de proveniência “crioula” com bens alimentares, produtos de higiene e limpeza, medicamentos, transportes, pagamento das faturas do gás, eletricidade e água e produtos de segurança e prevenção. “Entre estas pessoas figuram muitas famílias que estão envergonhadas devido a situação de carência porque passam neste momento. Acredito que isso se deve ao facto de não o estarem habituadas, daí as dificuldades na solicitação de pedido de apoios”, fez saber Hugo Correia. 

Em um balanço desses dois meses em que estão envolvidos em campanha solidária, Correia sublinha a ideia ter surgido da iniciativa de três músicos brasileiros, no caso Roberto Souza, Jefferson Negreiros, Rodrigues, que inicialmente criaram o movimento ” Ajude a Ajudar Portugal “ com o objetivo de apoiar músicos em dificuldades. 

O líder da “Nasce e Renasce” conta que, posteriormente, estes mesmos elementos arregaçaram as mangas para, em conjunto com a sua Associação, enfrentar a pandemia do COVID-19. Conseguiram recolher bens alimentares que foram entregues as famílias de músicos e cerca de 25 agregados carenciados do Concelho da Amadora, doentes evacuados de Cabo Verde, da Guiné  Bissau, São  Tome e Príncipe e ainda ajudar vários desempregados. 

Ate ao momento apoiamos 200 famílias cabo-verdiana com alimentos e doentes evacuados de Cabo Verde que se encontram em residências a cargo da Embaixada e que são geridas pela Associação Maense em Portugal” anotou Hugo Monteiro, acrescentando que, a estes se juntam também 50 famílias de etnia cigana,15 romenas, 150 portuguesa, 35 guineense, 38 são-tomenses, 20 brasileiros e 10 angolanos.

Este jovem, filho de pais cabo-verdianos, indicou ainda que, juntos, conseguiram para além dos produtos já mencionados, materiais informáticos como computadores, impressoras, tinteiros e ainda papéis com os quais conseguiram ajudar os alunos, crianças e jovens, provenientes de famílias carênciadas na elaboração dos trabalhos escolares. 

Apoios a infetados com COVID-19

Aquele líder associativo juvenil referiu ainda aos apoios concedidos a algumas famílias com pessoas contaminadas com coronavírus pela Associação Nasce e Renasce, desde que ficaram de quarentena. Neste caso, cooperaram com um grupo de voluntários que distribuiu alimentos confecionados ou os géneros para os próprios cozinhar a própria refeição. 

Também procederam a compra de medicamentos, pagamento das faturas de água, gás e luz. E, sempre que se mostrava necessário disponibilizam apoio psicológico para estas mesmas famílias, sendo que neste caso, segundo Monteiro, só foi possível devido a pronta colaboração que a Nasce e Renasce recebeu de organizações, instituições, empresas e pessoas individuais. 

Em relação aos estudantes, Hugo Correia fez saber ainda que a “Nasce e Renasce” procurou saber sobre a situação por que os discentes estavam a passar e sobre as suas necessidades e colocou a sua disposição a campanha “Solidariedade COVID-19”, criada em conjunto com Associação Maense .

Monteiro disse ainda que com o resultado desta campanha a realizar em parceria com a AMP serão adquiridos bens alimentares, medicamentos, produtos de higiene e limpeza, material de prevenção contra a COVID-19. Proceder-se-ão ainda ao pagamento de faturas e aquisição de alimentos e produtos para crianças. “Estivemos em contacto com um estudante que entrou em contacto connosco que ficou encarregue de nos entregar uma lista de estudante que precisam de apoio, e ate ao momento não recebemos qualquer indicação”, sublinhou Hugo Correia Monteiro.

Este jovem deu, igualmente, a entender que contou ainda com a parceria de Djass-Associação de Afrodescendentes no valor de 100 euros, valor esse, de acordo com a Nasce e Renasce, reverteu-se a favor de três famílias na compra de bilhas de gás, produtos alimentares para crianças e fraldas.

Hugo Monteiro anunciou, por outro lado, que tencionam ainda entregar na última semana cerca 100 cabazes com alimentos, legumes, frutas, material de higiene e limpeza, material de prevenção COVID-19. “A partir dai iremos ver aquelas famílias mais vulneráveis e desempregados para que essas possam ter um apoio continuo, no combate a pobreza através das Câmaras Municipais, Banco Alimentar, Junta de Freguesias, instituições e organismos oficiais”, acrescenta este dirigente associativo, realçando que, durante estas ações, a “Nasce e Renasce” contou com apoio de 40 voluntários.

Quem somos?

A Associação “Nasce e Renasce”, que pretende ainda entregar antes do final deste mês mais de 100 cabazes aos carenciados, é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a promoção cultural, a formação e a aprendizagem, o desporto e atividades recreativas. Preconiza ainda o apoio social direcionados a uma população maioritariamente jovem, extensível também aos adultos em geral e à terceira idade e nas diversas frentes socio-culturais.

Paralelamente, contribui para uma maior integração dos cidadãos imigrantes na sociedade de acolhimento, através de uma rede de serviços específicos, prestando apoio a pessoas com carências alimentar, de saúde e na promoção para o bem-estar das famílias. Elege ainda como prioridade diminuir o número de cidadãos, famílias e grupos em risco ou em situação de exclusão, promover e capacitar para a sua integração socioprofissional, a par da criação de condições que possibilitam o exercício do seu direito de cidadania. Disponibiliza-se também a apoiar os cidadãos no desempenho das suas funções e responsabilidades bem ainda a sua participação social e integração na vida ativa.

A Associação acompanha, igualmente, no dia-a-dia doentes evacuados dos países dos PALOPS, fazendo visitas nos hospitais, apoio nas consultas de rotinas e nos tratamentos.

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Paulo Almeida

Chinesa internada com covid-19 deixa hospital sob aplausos: HBS “respira” de alívio

A paciente chinesa, a única doente com covid-19 em São Vicente em isolamento hospitalar, deixou o Hospital Baptista de Sousa por volta das 11 horas de hoje, sob aplausos do grupo de profissionais que, ao longo de 40 dias, cuidaram da sua saúde. O HBS respirou de alivio, de acordo com o seu director clínico, por causa do impacto que a doença teve sobre a infraestrutura, mas principalmente porque a paciente saiu saudável.

De acordo com Paulo Almeida, o sentimento foi de muita alegria ao ver a paciente sair do hospital com alta. “Foi uma vitória para o hospital e para os profissionais que participaram na sua recuperação com cuidados de saúde, sobretudo tendo em conta as características e a imprevisibilidade da doença”, declarou ao Mindelinsite. O contentamento era tanto que, segundo este médico, tão logo foram notificados do resultado do segundo testes procederam aos demarches para a alta da paciente. “Era uma pessoa que estava aqui há 40 dias. Tudo isso é motivo de alegria”, realçou.

Questionado sobre o impacto desta doença no HBS, este admite que foi forte, tendo em conta que foi mobilizado uma grande equipa que normalmente trabalhava em outros sectores para um serviço que antes sequer existia no hospital. “Tivemos de fazer o remanejamento de muitos profissionais de saúde por forma a garantir um bom atendimento a esta paciente, mas mantendo o hospital a funcionar. A partir do momento que ela recebeu alta, retornamos a uma certa normalidade.”

Almeida mostra-se ainda satisfeito pelo facto da doença ter ficado restrito e diz esperar que continue assim. Mas lembra que é algo que os profissionais de saúde não controlam pelo que as medidas de prevenção têm de continuar. Em termos de custos, admite que esta é uma doença cara para as estruturas de saúde porque, para além de demandar grandes equipas, exige todo uma gama de equipamentos de protecção. 

“Esta é uma doença que exige muitos EPIs, que neste momento estão mais caros por causa da grande demanda a nível mundial. Em Cabo Verde, se antes uma máscara custava 60 escudos, hoje pagamos 250 escudos. Dei um exemplo de máscaras, então nem vou falar dos restantes equipamentos, nomeadamente batas, viseiras, luvas, de entre outros. Felizmente, em termos de medicamentos, as exigências são mínimas”.

O Director Clínico do Hospital Baptista de Sousa lembra ainda que está é uma doença que exige uma atenção especial. Por isso, são preciso vários turnos e equipas relativamente grandes, pelo que os custos com equipamentos são elevados, daí o alivio para a instituição. Mas, sem duvida, o alivio maior foi a paciente sair do hospital saudável, conclui.

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Cidade da Praia

Mais um caso de covid-19 diagnosticado na cidade da Praia

A cidade da Praia registou esta sexta-feira mais um caso de infecção pelo novo coronavírus. Trata-se de um indivíduo de 43 anos residente em Ponta d’ Agua. São agora quatro os casos confirmados de covid-19 na Capital, 55 em todo Cabo Verde, sendo 51 na Boa Vista, um em São Vicente.

De acordo com o Ministério da Saúde e Segurança Social, o doente encontra-se internado em isolamento no Hospital Agostinho Neto e apresenta um quadro de infecção respiratória moderado. “As medidas para identificação e seguimento dos contactantes, a fim de evitar a propagação da doença, estão a ser tomadas pela Delegacia da Saúde da Praia, com apoio dos serviços centrais, do Serviço Nacional da Protecção Civil, Bombeiros e Policia Nacional”, refere. 

Na ilha de São Vicente, segundo uma outra nota do MSSS, na sequência da investigação ao caso de covid-19 diagnosticado, foram identificados sete casos suspeitos. As amostras chegaram ontem na cidade da Praia e foram analisadas no laboratório de virologia durante a madrugada desta sexta-feira. Os resultados dos sete testes deram todos negativos. 

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Cidade da Praia

Mais um caso de covid-19 diagnosticado na cidade da Praia

A cidade da Praia registou esta sexta-feira mais um caso de infecção pelo novo coronavírus. Trata-se de um indivíduo de 43 anos residente em Ponta d’ Agua. Com mais este caso na Capital, o número de infectados aumenta para 56 em todo Cabo Verde, tendo em conta as 51 pessoas contaminadas na Boa Vista e mais uma em São Vicente.

De acordo com o Ministério da Saúde e Segurança Social, o doente encontra-se internado em isolamento no Hospital Agostinho Neto e apresenta um quadro de infecção respiratória moderado. “As medidas para identificação e seguimento dos contactantes, a fim de evitar a propagação da doença, estão a ser tomadas pela Delegacia da Saúde da Praia, com apoio dos serviços centrais, do Serviço Nacional da Protecção Civil, Bombeiros e Policia Nacional”, refere. 

Na ilha de São Vicente, segundo uma outra nota do MSSS, na sequência da investigação ao caso de covid-19 diagnosticado, foram identificados sete casos suspeitos. As amostras chegaram ontem à cidade da Praia e foram analisadas no laboratório de virologia durante a madrugada desta sexta-feira. Os resultados dos sete testes deram todos negativos. 

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Policia Nacional

PN detém 27 pessoas e apreende 7 viaturas em S. Vicente por incumprimento do Estado de Emergência

A Policia Nacional deteve 27 pessoas em S. Vicente e remeteu os seus processos ao Ministério Público por desrespeito ao Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República e que vigora até esta sexta-feira a nível nacional. A PN, conforme dados revelados por Madelino da Luz, fiscalizou 854 viaturas de 29 de Março a 13 de Abril e acabou por apreender sete automóveis particulares por estarem a circular fora das regras de excepção. Durante esse mesmo período, essa força policial fiscalizou o funcionamento de vários estabelecimentos comerciais, sobretudo mercearias, e deu ordens de encerramento a alguns desses espaços que estiveram a funcionar fora do horário estabelecido.

“Começamos por fazer uma campanha de sensibilização junto da população. Informamos as pessoas da situação atual do país e que medidas foram tomadas de forma a se consciencializarem que era necessário mesmo o cumprimento”, explica Madelino da Luz, Comandante do Destacamento do Corpo de Intervenção e Unidade de Piquete. Este oficial assegura que as detenções aconteceram porque a Polícia não teve outra opção. Foram intervenções feitas na maior parte das vezes durante a noite.

Madelino da Luz explica que os agentes ordenaram aos envolvidos para irem para as respectivas casas, mas minutos depois voltaram a ser encontrados a deambular pela rua, pelo que não tiveram outra opção. Por isso, pede às pessoas que cumpram as ordens para evitarem males maiores. 

As medidas do Estado de Emergência, relembra o policial, permitem que as pessoas saiam à rua apenas para serviços necessários, o que inclui procurar, por exemplo, os serviços bancários. Aliás, Madelino da Luz afirma que a PN tem enfrentado alguns problemas para fazer cumprir as medidas de segurança nos bancos. “Fizemos várias abordagens em bancos e serviços de comunicação, pedindo aos utentes que garantam o distanciamento mínimo de 2 metros. Não creio que seja preciso disponibilizar um policial para cada pessoa só para organizar uma entrada num banco”, diz.

Apesar de algum desrespeito, sobretudo nas periferias, a PN considera que o balanço do cumprimento das medidas de emergência é positivo, na cidade do Mindelo. Com a maioria das pessoas confinadas em casa, realça o policial, o número de furtos baixou, passando para uma média de 3 ou 4 ocorrências por semana.

Madelino da Luz sublinha que esta luta não é contra os cidadãos, mas sim “a bem de todos”, para que a vida volte o mais rápido possível à normalidade. Por isso este agente da segurança pública espera que haja uma maior responsabilidade dos cidadãos. “Quem negar cumprir o faz de forma deliberada e consciente, o que nos leva a tomar medidas, apesar da nossa vontade não ser deter pessoas e apreender viaturas”, remata.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Mindelo Av 5 Julho

Covid-19: Sete casos suspeitos de São Vicente deram resultados negativos

Os sete casos suspeitos de coronavírus diagnosticados em São Vicente, na sequência do processo de investigação epidemiológica decorrente da infecção da cidadã chinesa internada no hospital Baptista de Sousa, deram resultados negativos. 

Em comunicado emitido na manhã desta segunda-feira, a Direcção Nacional da Saúde informa que as amostras recolhidas seguiram ontem para a cidade da Praia num voo expressamente destinado para este fim. Estas foram testadas de imediato no Laboratório de Virologia, os resultados ficaram prontos na madrugada desta segunda-feira e não confirmaram contaminação por Covid-19.

“A vigilancia de todos os contactos continua activa e rigorosa e a investigação epidemiológica prossegue o seu curso, no sentido de detectar, precocemente todos os eventuais casos suspeitos que venham a parecer”, lê-se na nota. 

O DNS, Artur Correia, aproveita para informar que os profissionais continuarão de prontidão e vigilantes na prevenção e controlo ao Covid-19 e apela à população a continuar firme e determinada a respeitar as recomendações emanadas pelas autoridades oficiais.

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Bombeiros Ambulancia

Covid-19: Autoridades sanitárias aguardam ainda resultados das amostras dos casos suspeitos da Boa Vista, Praia e S. Vicente

O número de casos suspeitos e de infectados com o Covid-19 em Cabo Verde manteve-se inalterado hoje, pelo sexto dia consecutivo, mas isso deve-se ao facto de as autoridades sanitárias ainda não terem recebido os resultados das amostras das pessoas sob observação na Boa Vista (7), Cidade da Praia (1) e em S. Vicente (1). No balanço diário de hoje, Jorge Barreto, director do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, relatou que as análises estavam a ser processadas e que os resultados das mesmas podem ser conhecidos hoje ou mais provavelmente amanhã. Assim sendo, esse médico realçou que o número de pessoas contagiadas com o novo coronavírus continua a ser seis, sendo quatro na Boa Vista – com um óbito – e duas na cidade da Praia e há ainda nove casos suspeitos.

A demora na chegada das amostras, segundo Barreto, está relacionada com os condicionamentos nas viagens inter-ilhas impostas pelo Estado de Emergência, mas deixou claro que as autoridades sanitárias têm toda a urgência em conhecer esses dados para poderem saber a amplitude do problema e tomar as medidas adequadas. O certo é que, diz Jorge Barreto, todos os indivíduos que tiveram contacto com as duas pessoas infectadas na cidade da Praia foram submetidos a rastreio e os resultados foram negativos. Por outro lado, os suspeitos retidos nos hotéis na Boa Vista e no Sal continuam a cumprir a quarentena obrigatória e podem sair daqui a uma semana, se não apresentarem sintomas típicos da Covid-19. Algumas das pessoas que estavam a ser seguidas nas suas residências já estão, entretanto, livres da quarentena.

No entanto, a grande preocupação é se pode haver gente infectada e assintomática a circular sem que as autoridades saibam. A pergunta é se haverá a necessidade de as pessoas suspeitas e que ainda não apresentaram sinais da doença serem submetidas a novos testes. Em relação a esse aspecto, Jorge Barreto realça que, se as pessoas continuarem assintomáticas após o período de incubação do vírus, não deverão ser submetidas a novo exame laboratorial. “Se estiverem assintomáticas, à partida não haverá a necessidade de mais outro teste. As condições estão a ser avaliadas com as informações recebidas e as evidências científicas, mas neste momento as pessoas assintomáticas não representam um perigo de transmissão tal como aquelas com sintomas, ou seja, com a doença em actividade”, compara o médico, que substituiu hoje o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, na conferência de imprensa diária.

Ontem, Artur Correia referiu que na cidade da Praia estavam em quarentena domiciliar um total de 127 pessoas e 224 nos hotéis. Isto significa, afirmou, que centenas de pessoas estão livres de infecção por coronavírus. No Sal, 96 pessoas estavam a ser acompanhadas em casa e 70 nos hotéis, enquanto que em São Vicente havia 12 pessoas em quarentena domiciliar e um suspeito em isolamento hospitalar. Hoje foi impossível saber a actualização desses dados.

KzB

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