Covid Medicos

Teste PCR confirma infecção com Covid-19 da grávida evacuada do Sal para SV

O teste PCR feito à grávida evacuada do Sal para S. Vicente confirmou a infecção dessa paciente com o coronavírus Covid-19, segundo a directora do Hospital Baptista de Sousa. A informação foi comunicada à direcção do HBS esta manhã, mas, para Ana Brito, o resultado era esperado. “O resultado era esperado tendo em conta os dois testes rápidos de anticorpos que realizamos e os sintomas que a paciente apresentava”, explica a responsável do estabelecimento público de saúde na ilha de S. Vicente.

Em princípio, segundo Ana Brito, esse caso não poderá ter grande impacto em termos de proliferação do vírus em S. Vicente. Neste momento estão cerca de quarenta pessoas de quarentena no Centro de Estágio da FCF, pessoal fundamentalmente das áreas da Maternidade e do Bloco Operatório, mas a directora do HBS realça que os técnicos tiveram sempre o cuidado de usar algum equipamento de protecção. Aliás, tudo indica que o exame feito a uma enfermeira que esteve em contacto com a grávida deu resultado negativo. Mas esta informação, segundo Ana Brito, precisa ainda de confirmação. Resta ainda aguardar pelas análises das amostras da tripulação do voo que trouxe a paciente do Sal.

A grávida encontra-se isolada desde quarta-feira, dia em que foi sujeita aos dois testes rápidos por apresentar dificuldades respiratórias, e, segundo Brito, o seu quadro clínico é estável. Porém, por se tratar de uma paciente de risco, será preciso manter a vigilância apertada.

Este caso vem demonstrar que, afinal, o novo coronavírus está presente no Sal. É que, pelas informações divulgadas, a mulher não saiu da ilha nos últimos tempos. Sal era dada como uma região livre do Covid-19, mas agora passa a constar da lista das ilhas com a presença do vírus, juntamente com S. Vicente, Santiago e Boa Vista.

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Imprensa

ARC alerta imprensa para conteúdos que podem estimular discriminação e incitamento ao ódio

A Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) emitiu um comunicado a alertar a imprensa para a publicação de conteúdos “sensacionalistas” que possam configurar estigmatização ou discriminação e desrespeitar, desse modo, a dignidade da pessoa humana. A ARC pede aos órgãos de comunicação social que tenham especial atenção para notícias com conteúdos de cariz racista, xenófobo ou de incitamento ao ódio e à violência.

“No âmbito do seu trabalho de monitorização dos órgãos de comunicação social, a Autoridade Reguladora para a Comunicação Social tem vindo a deparar-se com peças noticiosas com conteúdos de cariz discriminatório, e mesmo racista e xenófobo (com referências, mais das vezes, desprimorosas e estereotipadas em relação à população de uma determinada ilha ou ilhas, país ou países ou, ainda, em função da cor). Nalguns casos, tais elementos se manifestam de forma subtil. Noutros casos, isso ocorre de maneira mais flagrante”, salienta a ARC. 

Esta entidade lembra que os órgãos de comunicação social desempenham um papel decisivo na formação da opinião pública, e que, por isso, assumem particulares responsabilidades em matérias sensíveis de cariz social. A ARC, que começa por enquadrar a sua intervenção no âmbito da crise mundial despoletada pela epidemia da Covid-19, realça que a informação torna-se um elemento essencial. E que, na busca pela informação, uma das principais fontes são os jornais. “Neste período, reveste-se de particular importância o tratamento editorial, o qual deve obedecer linhas e critérios editoriais orientadores do produto informativo”, frisa essa autoridade, que pede uma postura mais zelosa e criteriosa no processo de escolha dos conteúdos noticiosos, para que os órgãos de informação não ultrapassem os princípios constitucionais e direitos fundamentais dos cidadãos. 

Nessa linha de pensamento, a ARC entende que se deve evitar identificar nacionalidades, bairros ou profissões, a não ser que tal informação seja essencial para a compreensão do conteúdo noticioso.

Em jeito de remate, a ARC incita os órgãos de comunicação social a cumprir as normas ético-legais da prática jornalística, sensibilizando os seus profissionais a adoptarem cuidados adicionais no tratamento jornalístico e respeitem os limites legais impostos para a difusão de conteúdos, como salvaguarda do rigor informativo.

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Covid Bombeiro

Covid-19: Governo faz entrega simbólica de 40 toneladas de material e equipamentos de proteção individual

O Governo faz esta manhã a entrega simbólica de aproximadamente 40 toneladas de material e equipamentos de protecção individual destinados a todas as estruturas de saúde, Polícia Nacional e Proteção Civil, visando a
prevenção do contágio e o combate ao Covid-19. O acto, que está marcado para as 10 horas no Porto da Praia, será presidido pelo vice-Primeiro ministro Olavo Correia, na presença dos ministros da Saúde e da Administração Interna e representante do Banco Mundial, que financiou a aquisição em 5 milhões de dólares – cerca de 500 mil contos.

A chegada dos equipamentos à cidade da Praia estava prevista para esta madrugada e esta intervenção está enquadra no Projecto de Emergência contra a Covid-19, epidemia que continua activa no país, em particular no concelho da Praia.

Além deste financiamento, Cabo Verde mobilizou um donativo de 1 milhão de dólares (cerca de 100 milhões de escudos) como financiamento adicional para a aquisição do material e dos referidos equipamentos.

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Hospital HBS Urgencia

Covid-19: Investigação epidemiológica reforçada em Cabo Verde

A investigação epidemiológica foi reforçada em Cabo Verde. Inicialmente, os casos eram investigados a partir de pessoas infectadas. No entanto, após a detecção de cerca de 350 resultados positivos, a investigação veio a tomar outro rumo, com uma incidência directamente na população. Por isso foram montadas várias tendas, principalmente nos bairros da Capital, onde o vírus está mais activo.

Essa prática estende-se agora às ilhas do Sal e de São Vicente, que passam também a realizar testes rápidos. Segundo o infectologista Jorge Barreto, está prevista a chegada de uma máquina para testes PCR em São Vicente.

O laboratório de virologia na Praia, teve um interregno por 3 dias, que impossibilitou a realização de testes. Na habitual conferência de imprensa, quisemos saber se esse acontecimento não torna a resposta da investigação pouco eficaz, sendo que o principal objectivo é isolar com rapidez todos os infectados, principalmente detectar os assintomáticos que constituem maior perigo pelo facto de não manifestarem nenhum sintoma da doença. O infectologista, Jorge Barreto respondeu que, com a chegada de mais reagentes e um aparelho novo para PCR à cidade da Praia deixam-lhes “mais à vontade” e vai permitir melhorar as respostas que o laboratório teve até agora. Isso se tudo correr bem e não houver avarias, situações imprevistas que podem acontecer.

Se tudo correr normalmente, a capacidade de resposta a nível de diagnóstico vai melhorar. Barreto adianta ainda que o intervalo de tempo entre a amostra vir e ter o resultado talvez venha a reduzir esse lapso tempo com a chegada de mais aparelhos e a capacidade para a realização de testes PCR em São Vicente.

Saiba como funcionam os testes rápidos

Uma pessoa com anticorpos significa que teve contacto com o vírus, logo foi infectada nalgum momento. Os primeiros anticorpos surgem a partir do 8° – 10° dia após a exposição ao vírus e são chamados de IgM.

São anticorpos que revelam que a exposição é recente. Nesta fase ainda é possível detectar o vírus pelo teste PCR-RT. É isto que o Ministério da Saúde vem fazendo.

Se o teste rápido identificar presença de IgM, a pessoa faz o teste de PCR-RT para confirmação. O teste rápido também pode ser positivo para IgG, que são anticorpos que aparecem mais tarde, quando o organismo já eliminou o vírus. Se o portador tiver somente estes anticorpos, chamados antigos, é desnecessário fazer o PCR-RT porque o virus NÃO SERÁ ENCONTRADO.

Pode acontecer também que, durante um tempo, a pessoa tenha resultado positivo para IgM e também para IgG. Aqui, ainda recomenda-se a realização do teste PCR-RT para se verificar se a pessoa ainda está activa do ponto de vista epidemiológico. Ou seja, se ainda tem o vírus, logo, se ainda é um potencial transmissor.

Todas as pessoas que foram infetadas com o sars-cov-2, o organismo delas produz anticorpos, primeiro IgM e depois IgG, ficando protegidas contra reinfeções pelo mesmo vírus. O que ainda não se sabe é se essa proteção é para toda a vida, como acontece com outras doenças.

Fonte: Médica epidemiologista cabo-verdiana

Nadine Gomes

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Covid19

D. Saúde: “Ainda não se pode afirmar que Sal tem coronavírus”

O Delegado da Saúde do Sal informou à RCV que o caso referente à paciente grávida evacuada para S. Vicente obrigou a tomada de medidas, pelo que várias pessoas foram submetidas a testes rápidos, mas até agora os resultados têm sido negativos. Do leque de indivíduos abordados pelas autoridades sanitárias constam técnicos de saúde, familiares da paciente e amigos que frequentavam um pequeno estabelecimento de venda da grávida, na ilha do Sal. Alguns dos elementos foram colocados, no entanto, em isolamento.

“Ontem foi feita colheita ao companheiro e esperamos pelo resultado do teste PCR. De qualquer forma estamos esperançosos com o o exame negativo do esposo, assim como de outros contactos”, salientou o Delegado de Saúde, para quem ainda não se pode afirmar que Sal tem coronavírus enquanto isso não for confirmado pelo teste PCR. 

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Covid contaminaçao

Covid-19: Jorge Barreto não descarta possibilidade de coronavírus ter estado a circular no Sal

O infectologista Jorge Barreto levantou a hipótese de o coronavírus da Covid-19 ter estado a circular na ilha do Sal antes do fechamento das fronteiras e infectado pessoas que, entretanto, terão ficado assintomáticas e não procuraram os serviços de saúde. Este cenário, conforme o Director do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, pode explicar o facto de uma grávida evacuada do Sal para S. Vicente ter apresentado anticorpos ao novo coronavírus, após ser submetida a dois testes rápidos, ambos positivos.

Confrontado com este caso, Barreto lembrou que houve turistas a circular pelas ilhas pelo que não descarta a possibilidade de o vírus ter estado também presente no Sal, o principal destino turístico de Cabo Verde.  “Embora seja atípico não ter havido casos suspeitos confirmados de Covid no Sal, não podemos descartar assintomáticos e as pessoas não terem procurado os serviços de saúde”, expôs Jorge Barreto em conferência de imprensa na cidade da Praia, para quem foram tomadas as medidas sanitárias de acordo com a informação clínica que a grávida apresentava. O especialista lembra que a paciente saiu de uma ilha supostamente livre da Covid-19 para outra que, apesar de ter apresentado 3 casos, há algum tempo que não tinha nenhum infectado. Para ele, o que falta esclarecer é se a paciente apresentou as dificuldades respiratórias já no Sal ou se apenas quando chegou à ilha de S. Vicente. Jorge Barreto fez questão de frisar, no entanto, que um caso suspeito em S. Vicente que anunciou hoje não tem nada a ver com a situação da grávida.

16 novos casos de Covid-19 na Praia

Jorge Barreto fez estas considerações hoje, dia em que anunciou mais 16 casos de infecção por Covid-19 no concelho da Praia. Conforme esta fonte, de ontem para hoje foram analisadas 231 amostras laboratoriais recebidas nos dias 24, 25 e 27 Maio, destes 213 para fins de diagnóstico e 18 de controlo. Do total para diagnóstico, 131 são da cidade da Praia, 61 da Boa Vista, 12 de S. Vicente, 6 do Tarrafal de Santiago e 3 de São Domingos. Os exames revelaram mais 16 pessoas contaminadas na Capital, sendo que 9 foram detectadas no dia 24 de maio, 6 no dia seguinte e 1 dois dias mais tarde.

No tocante a casos suspeitos, há 5 relacionados com a cidade da Praia, 5 do Tarrafal de Santiago e 1 de S. Vicente, num total de onze. Quanto a internados, passaram a ser 245 indivíduos, 242 dos quais na cidade da Praia. No entanto, o número pode decrescer porque, segundo Barreto, houve 18 amostras de controlo com resultados negativos. Já Tarrafal de Santiago continua com um internado e Santa Cruz dois.

Há neste momento 317 pessoas de quarentena na Praia, 4 no Sal, 41 na ilha de S. Vicente, 2 no Tarrafal de Santiago e 73 na ilha do Maio. Cabo Verde já atingiu um total de 406 infecções pelo novo coronavírus, 83 por cento dos quais na cidade da Praia.

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Covid19

Grávida evacuada do Sal para S. Vicente infectada com Covid-19

Uma grávida evacuada da ilha do Sal para o Hospital Baptista de Sousa acusou a presença de anticorpos num teste de Covid-19 realizado hoje. Neste momento, a direcção do HBS está apenas a aguardar uma análise molecular PCR para ter uma confirmação definitiva de um caso de contaminação pelo novo coronavírus.

Segundo Ana Brito, a mulher, na casa dos 30 anos, veio evacuada do Sal na quarta-feira devido a complicações na gravidez. Esta começou a apresentar dificuldades respiratórias, foi submetida a uma radiografia, que acusou a presença de uma pneumonia, e depois a testes de sangue e de anticorpos à Covid-19. Os resultados foram positivos, pelo que agora o HBS está a aguardar o exame PCR, que será efectuado na cidade da Praia.

Perante este alerta, as autoridades sanitárias começaram a agir no sentido de identificar as pessoas que estiveram em contacto com a paciente, nomeadamente um condutor, enfermeiros e médicos, que serão colocados de quarentena. Além disso, o HBS comunicou o caso à sua congénere do Sal para tomar as medidas que a situação exige.

Segundo Ana Brito, não havendo casos de Covid-19 no Sal é estranho o surgimento desta situação. Para ela é fundamental um rastreio e que se venha a descobrir como foi possível a contaminação, procedimento que, diz, cabe em primeira mão aos serviços de saúde da ilha do Sal.

A grávida saiu directamente do aeroporto Cesária Évora para o hospital Baptista de Sousa, pelo que terá mantido contacto fundamentalmente com técnicos de saúde. Resta, no entanto, saber quantos passageiros estavam no voo que a trouxe da ilha do Sal.

Devido a esse diagnóstico, a mulher ainda não foi submetida a cesariana. Este caso vem aumentar para 4 o número de pessoas oficialmente infectadas com o coronavírus em S. Vicente. A ilha estava livre do Covid-19 desde que a paciente de nacionalidade chinesa recebeu alta e a normalidade estava a regressar ao quotidiano dos mindelenses. Agora surge um novo perigo no horizonte.

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Cidade-Praia

Santiago sai hoje do Estado de Emergência

A ilha de Santiago vai sair hoje à meia-noite do Estado de Emergência, conforme anunciou o Presidente da República, depois de um encontro com o Chefe do Executivo, o ministro da Saúde e o da Administração Interna para análise do quadro vivido ainda principalmente na cidade da Praia. Segundo Jorge Carlos Fonseca, a situação epidemiológica é estacionária pelo que decidiu não prorrogar a emergência em Santiago pela terceira vez.

No entanto, devido ao número ainda de infectados no concelho da Praia, que já atingiu as 331 pessoas em termos acumulados, Fonseca diz confiar no bom-senso da população para que se possa atingir a normalidade sanitária e social. Assim sendo, as restrições serão levantadas de forma progressiva, mas lembrou que não há nenhum limite constitucional que impeça o retorno ao Estado de Emergência.

A expectativa do Chefe do Estado é que os santiaguenses venham a colaborar, até porque, diz, não se pode dar garantias absolutas de nada no contexto da epidemia.

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Reagentes

Covid-19: Reagentes deteriorados interrompem realização de análises

Desde ontem que não estão a ser actualizados os dados da Covid-19 em Cabo Verde devido a detecção de reagentes deteriorados pelo laboratorio de virologia, informou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública. Por causa disso e por questão de segurança, refere Maria da Luz Lima, foram suspensas a liberação de exames. 

Esta responsável explica que é fundamental que o diagnóstico seja bem feito, pelo que ao constatar que é preferível agora não liberar novos resultados, o que deverá acontecer nos próximos dias. “Esta-se a fazer tudo para, rapidamente, voltarmos a normalidade. Já foram adquiridos mais reagentes, teses e equipamentos de PCR, que deverão chegar em breve em Cabo Verde. Penso que em dois ou quatro dias, assim que tivermos esta disponibilidade e possibilidade, vamos retornar a normalidade.”

Maria da Luz Lima aproveitou para informar que as pessoas que tiveram alta tiveram resultados negativos com teses de PCR ao vírus Sars-Cov-2. Significa que, neste momento, não estão infectados. Mesmo assim, por questão de segurança, continuam a ser seguidas por 14 dias. Não devem, por isso, ter um tratamento diferenciado. “São pessoas que estão em casa e devem continuar a implementar medidas de prevenção. Isto é fundamental”, alerta a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública.

Maria da Luz deixou ainda um apelo, realçando que já se vê mais pessoas nas ruas e estabelecimentos mas devem manter o distanciamento fisico, utilizar máscaras, sobretudo em espaços fechados e de grande aglomeração, e lavar as mão com água e sabão. Medidas que, defende, devem passar a fazer parte da rotina das pessoas. 

Quanto aos dados de hoje, o director do Serviço de Prevenção e Controlo da Doença revelou que existem quatro casos suspeitos do concelho da Praia e 329 pessoas internadas. Ontem registou-se mais um óbito, o terceiro na capital e o quarto no país, elevando a taxa de letalidade global para 1% e de pessoas com mais de 60 anos para 8,5%. Trata-se de um indivíduo de 55 anos, com outros problemas de saúde.

Jorge Barreto declarou ainda que no dia 25 foram realizados 756 testes de rastreio nos bairros da capital, mais precisamente em Achada Santo António, Palmarejo, Tira-Chapéu e outros. Foram identificados 13 resultados positivos, que terão agora de ser confirmados com testes de PCR. No dia seguinte, 26, foram realizados um total de 1227 testes na Várzea, Tira-Chapéu, Bela Vista, Terra Branca, de entre outros. 

“Destes, tivemos 19 pessoas resultado positivo e vão ter amostras de secreções respiratórias recolhidas para serem testadas pela técnica PCR”, declarou Jorge Barreto, que anunciou para amanhã a aplicação de testes rápidos em Calabaceira, Vila Nova e Achada São Filipe para as pessoas saberem se tiveram contacto com o vírus da Covid-19.  

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Maurino Delgado

MDSV congratula-se com decisão do tribunal de condenar a CMSV a repor subsidio da Adeco

O Movimento para Desenvolvimento de S.Vicente convocou a imprensa para manifestar a sua satisfação pela decisão do Tribunal de condenar a Câmara Municipal a repor o subsidio anual de 500 contos à Associação para Defesa dos Consumidores, suspenso desde 2009. Maurino Delgado responsabilizou a Assembleia Municipal e os deputados do MpD que por esta “negligencia institucional porquanto não fiscalizam e nem controlam Augusto Neves, que tem estado a gerir a ilha ao seu bel-prazer. 

Este activista social recorre a lei n.88/V/89, aprovada pela Assembleia Nacional, para justificar a justeza desta decisão do tribunal de S. Vicente. Realca que esta incumbe ao Estado e às autarquias locais proteger o consumidor, designadamente através de apoio à constituição e funcionamento das associações de consumidores, bem como na prossecução dos seus fins, nomeadamente no exercício da sua actividade no domínio da formação e representação. Entretanto, exceptuando a Câmara do Sal, todos os demais município fogem desta responsabilidade, facto considerado por Delgado como um “défice de consciência desses autarcas”.

No caso da Adeco, frisa, trata-se de uma associação particular de intervenção cívica e de solidariedade social na defesa dos consumidores que promove a cidadania, o desenvolvimento sustentado e a preservação do meio ambiente, consequentemente de interesse público e colectivo. “A Adeco é hoje uma entidade insubstituível na vida dos cabo-verdianos”, pontua Delgado, realçando que, a par da Adeco, ficaram sem subsidio o Centro de Recuperação Nutricional e a Escola de Karaté dirigida por Zeca, duas reconhecidas instituições que cuidam da qualidade de vida das pessoas. 

“Esta decisão nunca poderá ser justificada por falta de recursos porque estes nunca faltaram para toda a espécie de festivais, carnavais, bailes, tocatas na Rua de Lisboa e outras despesas menos importantes e menos prioritárias”, afirma este nosso interlocutor, que não tem duvidas que se está perante uma situação de negligencia institucional, em que as instituições Presidente e Câmara Municipal, não cumprem com as suas obrigações, numa gestão abusiva, incompetente e perversa. “Estes subsídios não são despesas, mas sim investimentos”, acrescenta Delgado. 

Este deixa claro ainda que o conflito da Adeco e da CMSV não precisava ir ao tribunal se a Assembleia Municipal e os deputados do MpD tivesse fiscalizado e controlado institucional e politicamente o presidente, como a lei estabelece. “Em S. Vicente o poder está concentrado nas mão do presidente. Augusto Neves capturou o poder local, gerindo o Município a seu jeito e belo prazer. O fenómeno Augusto é uma prova da nossa incapacidade de gerir o nosso município. Estamos perante uma crise política e social em que os partidos políticos não estão com capacidade de escolher pessoas mais capazes para dirigir os interesses colectivos”, completa. 

Em jeito de remate, este activista faz um apelo para, juntos, avaliarem o desempenho dos Órgãos Municipais e para desmontar os discursos fastidiosos e falaciosos do presidente. Aproveita ainda para convidar os cidadãos, a Sokols 2017, os sindicatos e  as organizações da sociedade civil para fazerem uma manifestação a favor da Adeco para mais e melhor justiça, sobretudo porque a CMSV já manifestou intenção de recorrer da decisão do Tribunal da Comarca de São Vicente. Sugeriu ainda as universidades a debaterem a importância das Organizações da Sociedade Civil no processo de desenvolvimento do país, com destaque para a Adeco.

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