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Bolsonaro ouve primeiro “panelaço”

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O presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi alvo de protesto nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, na capital federal Brasília, em Belo Horizonte e no Recife. Nestas urbes, populares foram às janelas bater panelas, uma prática usada no Brasil para demonstrar descontentamento e que era comum nos últimos meses do governo de Dilma Rousseff.

A notícia de que o Palácio do Planalto pedira ao Congresso Nacional para declarar estado de “calamidade pública”, instantes depois de Jair Bolsonaro ter classificado de “histeria” as reações ao impacto do Coronavírus, levou milhares de brasileiros nas principais cidades do país a efetuar um “panelaço” na noite de terça-feira. E hoje há mais.

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Os cidadãos usaram as janelas para bater panelas e gritar “fora Bolsonaro” em dezenas de bairros de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília, de Belo Horizonte e do Recife, entre outras cidades de menor expressão.

O “panelaço” fora marcado inicialmente para esta quarta-feira, às 20.30 de Brasília, dia em que estava marcado um acto nas ruas de protesto contra Bolsonaro e em defesa da educação, das empresas estatais e do serviço público, entretanto cancelado por conta da pandemia de Coronavírus.

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“Panelaço” é uma manifestação que se tornou popular na América do Sul contra os governantes. Durante a fase terminal do governo de Dilma Rousseff, a cada comunicação presidencial ao país ouviam-se sonoros “panelaços”. Sob o governo de Bolsonaro foi a primeira vez.

C/Dn.pt

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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