O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, solicitou ao Congresso norte-americano a aprovação de verbas adicionais para fazer face aos custos da guerra contra o Irão, defendendo ainda a aprovação do orçamento da Defesa para o próximo ano, estimado em 1,5 mil milhões de dólares.
Segundo o texto divulgado, a Casa Branca pediu, no mês passado, uma autorização de emergência de 67 mil milhões de dólares para cobrir as despesas do conflito, que terá exercido forte pressão sobre os recursos financeiros do Pentágono. Durante uma audição na Comissão de Apropriações do Senado, Hegseth argumentou que o financiamento da estratégia de defesa dos Estados Unidos não pode depender apenas de dotações suplementares, sublinhando que o montante previsto para o orçamento da Defesa corresponde às necessidades identificadas pela administração norte-americana.
Ainda de acordo com o texto, a administração norte-americana apresentou em junho um pedido de reforço orçamental destinado a cobrir despesas operacionais da denominada “Operação Fúria Épica”, incluindo custos com pessoal e reposição de munições.
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, apresentou uma proposta de quase 100 mil milhões de dólares destinada a financiar os custos da guerra e outras prioridades legislativas. A iniciativa, contudo, enfrenta resistência entre os democratas e também divisões dentro do Partido Republicano. O deputado republicano Brian Fitzpatrick manifestou reservas quanto ao volume das verbas solicitadas, defendendo que o Governo deve justificar de forma detalhada a necessidade dos recursos antes da sua aprovação.
Diz ainda o texto que a urgência prende-se com o calendário legislativo norte-americano, uma vez que o Congresso entra em recesso no início de agosto, regressando apenas em setembro, numa altura em que a campanha para as eleições intercalares estará já em fase avançada. Pete Hegseth afirmou que o conflito já custou 37,5 mil milhões de dólares. No entanto, o jornal The Washington Post, citado, refere que estimativas independentes apontam para um custo superior a 100 mil milhões de dólares.
O texto acrescenta que os militares norte-americanos alertam para a redução dos stocks de mísseis de cruzeiro, componentes de sistemas de defesa aérea e diversos tipos de munições, situação que obrigou o Pentágono a realocar verbas internamente, afetando programas de treino e aquisição de armamento. Refere ainda que os militares solicitaram autorização à Casa Branca para transferir 4,2 mil milhões de dólares para responder a necessidades consideradas urgentes.
C/Globo







