COVID-19

Grupo de cidadãos vai entregar máscaras no Centro de Saúde de Craquinha

Um grupo de cidadãos vai esta quarta-feira, 12, entregar máscaras individuais ao Centro de Saúde de Craquinha, que serão posteriormente distribuídas à população economicamente mais carenciada. Trata-se de uma acção cidadã que visa que visa apelar e alertar as pessoas para a importância do uso deste equipamento de protecção.

Em declarações ao Mindelinsite, Antónia Mosso explicou este grupo de cidadãos, preocupados com o aumento do número de casos de contaminação pelo vírus da Covid-19, decidiu fazer esta doação. “Vamos entregar uma certa quantidade de máscaras ao Centro de Saúde de Craquinha para serem distribuídos aos moradores desta comunidade. Mas é o centro que vai coordenar e entregar as máscaras às pessoas mais carenciadas”, diz.

A título pessoal, Antónia Mosso vai entregar 2.500 máscaras, mas ainda não dispõe dos montantes dos restantes colegas, pelo que não consegue precisar a totalidade de EPIs o grupo vai entregar. “Aqui o importante não é a quantidade de máscaras, mas sim a mensagem que pretendemos passar sobre a importância do uso de máscaras por parte da população”, pontua esta activista, que é também líder do movimento contra a poluição sonora na ilha.

A decisão de fazer esta doação, afirma, veio na sequência do aumento do número de casos de contaminação na ilha. “Somos cidadãos comuns que estão preocupados com o alastramento do vírus. Queremos aproveitar para chamar a atenção das pessoas para o uso adequado das máscaras e para a responsabilidade individual de cada um”, acrescenta.

Para além da entrega, Antónia Mosso informa que pretendem deixar uma mensagem pública para as pessoas em casa possam ouvir e sensibilizar. “Esta é uma acção essencialmente pedagógica. Entendemos que é preciso fazer algo mais se quisermos travar a propagação do vírus.”

Instado a precisar o porque da escolha do Centro de Saúde de Craquinha, esta justifica com a sua localização e público com o qual trabalha, nomeadamente Bela Vista, Portelinha, Horta Seca, ou seja, as comunidades mais vulneráveis da ilha. “O nosso objectivo é chamar a atenção para este problema porque entendemos que as pessoas mais fragilizadas são as mais penalizadas em situações de crise sanitária. Estão mais expostas”, conclui.

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