CVInterilhas

Transporte de passageiros por via marítima liberado a partir de 30 de Junho

As ligações marítimas para transporte de passageiros entre todas as ilhas de Cabo Verde serão retomadas a partir de 30 de junho. O desconfinamento da Boa Vista e Santiago, as duas única ilhas ainda com restrições impostas pelo estado de calamidade, terminam a 01 e 30 de junho, respectivamente. 

Esta informação foi avançada pelo Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, numa publicação na sua pagina no facebook. Este aproveitou para saudar a ilha de Santiago pelo fim do estado de emergência, resultado resultado do bom combate desenvolvido até agora para conter a propagação da Covid-19. Advertiu, no entanto, que a ilha continua com ocorrências de casos positivos pelo que todos os cuidados são poucos.

Exactamente por esse motivo, mantêm-se algumas restrições, com destaque para a interdição do transporte marítimo e aéreo de passageiros com origem e destino em Santiago, a interdição do acesso e frequência às praias de mar e a interdição do funcionamento de bares. “O levantamento das restrições previstas no plano de desconfinamento tem uma calendarização diferente para Santiago em relação às outras ilhas”, indica.

O PM prossegue dizendo que, na cidade da Praia, serão continuadas as acções em curso nos diversos bairros mediante a massificação da realização de testes rápidos e testes laboratoriais, do reforço da fiscalização e da sensibilização comunitária. Entretanto, o Governo aprovou um plano de desconfinamento que levanta restrições impostas pelo estado de calamidade, de uma forma programada e calendarizada.

Este contempla restrições relacionadas com a limitação do horário de funcionamento dos restaurantes fixada até às 21 horas, que serão levantadas no dia 1 de junho, em todo o território nacional. “As ligações aéreas interilhas serão retomadas a partir do dia 30 de Junho, incluindo Santiago. As marítimas para o transporte de passageiros, com origem e destino na Boa Vista, são retomadas a partir do dia 1 de Junho, enquanto que as que as de Santiago, serão retomadas a partir do dia 30 de Junho”, detalha. 

Relativamente aos eventos culturais e desportivos como festas, festivais e jogos das diversas modalidades, Ulisses Correia e Silva deixa claro que só serão retomadas no dia 31 de outubro. 

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Adriano Palma e Anacristina Moreira

Associações comunitárias têm até 8 de Junho para candidatura de projectos de combate aos efeitos da Covid-19

As associações comunitárias, cooperativas e ONG’s das ilhas de S. Vicente, Santo Antão e S. Nicolau têm até o dia 8 de Junho para apresentar as suas candidaturas a financiamento de projectos que visem atenuar os efeitos da pandemia nas zonas rurais. Essa dinâmica enquadra-se na segunda fase do projecto Aliança para o Direito Humano à Alimentação Adequada e Iniciativas de Empoderamento de Jovens e Mulheres Rurais, financiado pela União Europeia e executado pela Associação dos Amigos da Natureza e o Centro de Estudos Rurais e Agricultura Internacional (CERAI). 

Segundo o espanhol Adriano Palma, o projecto foi adaptado para mitigar os efeitos imediatos e posterior da Covid-19 no mundo rural. Foi lançada uma primeira etapa em Abril e agora aguarda-se o concurso de novas iniciativas para um pacote de 3.390 contos, que poderá financiar a fundo perdido o máximo de seis projectos nos concelhos das três ilhas beneficiárias. “Várias unidades de produção sofreram muito e a primeira linha de prioridade desta segunda fase de emergência será recuperar e adaptar as unidades de produção local nos meios rurais. Permitirá recuperar a confiança de muitos consumidores”, diz Adriano Palma, membro da CERAI e um dos coordenadores do projecto. Conforme esta fonte, uma segunda linha de acção foca nas necessidades de grupos sensíveis, como idosos e pessoas que sofrem de determinadas patologias, para que possam continuar a beneficiar da oferta de serviços comunitários. Como enfatiza, com a pandemia, as necessidades desses indivíduos aumentaram, pelo que é preciso atingir aqueles que vivem nas áreas isoladas de Santo Antão e São Nicolau.

Outra actividade que ficou afectada é o turismo rural, que emprega sobretudo jovens e mulheres. A expectativa é que estes tenham uma ocupação nos próximos quatro meses geradora de rendimento. Uma das estratégias de relançamento da economia dessas organizações comunitárias passa pela recuperação da confiança dos consumidores nos produtos locais. Deste modo, essas unidades serão dotadas de equipamentos de protecção e terão assistência ao nível da produção.

Para garantirem a sua selecção, os interessados devem respeitar uma das linhas prioritárias de intervenção, que incluem a reactivação/reforço de unidades de produção agrícola, pecuária e pesca; criação de serviços nas comunidades mais isoladas, nomeadamente nas áreas montanhosas de Santo Antão e S. Nicolau; apoio à criação ou reforço de micro e pequenas empresas locais para entrega de serviços ligados à alimentação, assistência social e sanitária ou gestão ambiental, integrados por jovens e mulheres em risco ou vítimas das consequências sócio-económicas da Covid-19.

Esta intervenção insere-se na segunda fase do projecto Iniciativas Comunitárias de Reconstrução no Cenário -Emergência originada pela Covid-19, que disponibiliza 3.390 contos para financiamento de pelo menos seis projectos, um em cada município das três ilhas, cada um no valor máximo de 565 contos. Para beneficiarem do apoio financeiro, os concorrentes terão de cumprir critérios obrigatórios, como estarem registados em Cabo Verde, serem constituídos legalmente antes de Março de 2018, que apresentem níveis de organização interna e não tenham sido beneficiados na primeira fase, que contemplou 11 projectos. Além disso, acrescenta Anacristina Moreira, coordenadora do projecto, é exigida uma parceria com entidades públicas – como Câmaras Municipais, ministérios da Agricultura ou da Educação – para que não haja duplicação de esforços em áreas com afinidades. 

Os projectos terão financiamento total a fundo perdido, recebem inicialmente 90% do valor global para darem arranque às suas acções e os restantes serão transferidos após apresentação do relatório técnico e financeiro. As propostas, segundo Anacristina Moreira, serão avaliadas de 9 a 19 de Junho e os resultados divulgados entre 22 e 26 do mesmo mês. Na primeira fase, foram beneficiadas 11 iniciativas e nesta segunda chamada serão apenas seis. As ações propostas deverão durar 4 meses no máximo, com início a 01 de julho de 2020 e fim até dia 31 de outubro de 2020. 

KzB

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Totoloto

Cruz Vermelha retoma extracções do Totoloto, Joker e Lotaria Nacional

A Cruz Vermelha de Cabo Verde pretende retomar os jogos sociais, a nível nacional, a partir do dia 01 de Junho, suspensos deste o aparecimento dos primeiros casos no país como medida preventiva para debelar o contagio pelo novo coronavírus. Alerta no entanto que, perante as actuais dificuldades de transporte interlilhas e até a normalização da situação, a data das extracções semanais serão às terças-feiras, podendo ser pontualmente alterada, garantindo contudo a sua periodicidade.

Em comunicado, a Cruz Vermelha explica que, perante a situação da Covid-19 no país, impunha-se uma tomada urgente de medidas definidas pelas autoridades sanitárias, como o garantir do distanciamento social e a permanência de pessoas em confinamento. Foram então suspensas os os jogos sociais – Totoloto, Jocker e Lotaria Nacional – após a sua última extração realizada a 29 de março do ano em curso.

“Foi uma decisão corajosa e dura, mas precisa, não obstante, trazer sérias perdas financeiras para a Cruz Vermelha de Cabo Verde. Para esta instituição filantrópica, primeiro está Cabo Verde e consequentemente as suas gentes, pelo que não se podia correr o risco de permeabilizar o contágio do SARS Cov-2, uma doença, ainda desconhecida e de contágio avassalador”, justifica.

Agora, perante os sinais de abrandamento, apontando para a estagnação do número de infectados, o departamento de Jogos Social da Cruz Vermelha avisa aos apostadores e o público em geral que, a partir de 01 de junho, próxima segunda-feira, vai retomar a nível nacional, o concurso nº 14 dos  jogos  sociais. Mas será uma retoma com limitações por conta das dificuldades de transporte e até à normalização da situação. Por exemplo, o dia programado para as extrações semanais dos sorteios do Totoloto e do Joker muda de domingo para terças-feiras. 

Todavia, considerando o contexto em que se vive no país e a imprevisibilidade dos transportes, a data das extrações dos jogos, podem ser pontualmente alteradas, garantindo contudo, a sua periodicidade”, clarifica, aproveitando para pedir aos apostadores para consultarem os agentes e as plataformas de comunicação da Cruz Vermelha, nomeadamente o facebook do totoloto, com alguma frequência, para estarem atualizados com as datas de fecho dos concursos em cada concelho.

Avisa ainda que, desde o passado dia 25 de maio, iniciou o pagamento dos prémios do concurso nº 13, último realizado antes da suspensão das apostas, pelo que pede aos vencedores que procedam ao levantamento do mesmo, em qualquer agência. Aos apostadores e público em geral pede que sejam cumpridas as medidas de precaução à propagação da Covid-19, como a utilização de máscaras, lavagem das mãos e distanciamento social.

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Covid Bombeiro

Sondagem: Cerca de 9 em cada 10 cabo-verdianos admitem receio de contrair Covid-19

Cerca de 9 em cada 10 pessoas residentes em Santiago, Sal, Boa Vista e S. Vicente, que participaram numa sondagem realizada nos dias 10 e 11 de Maio sobre as medidas implementadas pelo Governo para combater a proliferação do Covid-19, declararam estar preocupados ou muito preocupados com o risco de contraírem o coronavírus. Esse receio foi mais latente nos concelhos da Praia e do interior de Santiago (93% ex-áqueo), seguidos pelos entrevistados nas ilhas da Boa Vista (81%), Sal (80%) e de S. Vicente (78%). Os dados do inquérito, feito através de contactos telefónicos, revelam que cerca de 3 em cada 10 cabo-verdianos (28%) asseguram que ficaram em casa na última semana (entre 3 a 9 de Março), contrariamente a 22% que saíram quase todos os dias. O estudo, que estabeleceu nove objectivos, revela ainda que metade dos cabo-verdianos garante ter saído de casa poucas vezes no período em referência. 

“Uma leitura mais cuidada dos resultados do inquérito aponta para o facto que nos concelhos do interior de Santiago cerca de 41% dos inquiridos assegura não ter saído de casa durante a última semana, o que representa quase o dobro do registado na Praia (28%), contra 20% na Boa Vista, 17% em S. Vicente e somente 6% no Sal. Por outro lado, nas ilhas do Sal e de S. Vicente, 43% e 33%, respetivamente dos seus residentes afirmam ter saído de casa na última semana todos os dias/quase todos os dias, contra 21% na Praia, 19% na Boa Vista e somente 13% nos concelhos do interior de Santiago”, informa a empresa Afrosondagem, que abordou uma amostra aleatória de 1.352 indivíduos com idade superior aos 18 anos nos concelhos da Praia, interior de Santiago, Sal, S. Vicente e Boa Vista e que definiu como parâmetro um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 5 por cento.

Com base nessa análise, aproximadamente 2/3 (66%) dos cabo-verdianos garantem que usam máscara sempre que estão fora de casa, enquanto 24% diz o contrário. Na ilha do Sal, onde não se registou nenhum caso positivo de COVID-19 até então, pouco mais de metade dos respondentes (54%) assegura que não utilizam máscara protetora, seguido pelos residentes dos concelhos do Interior de Santiago, com 35% de resposta neste sentido. Em S. Vicente a proporção dos que não colocam máscaras é de 28%, enquanto na Boa Vista e na Praia é de apenas 16% e 10%, respetivamente. 

Nota positiva para Governo, PR, AN Protecção Civil e Polícia

A pesquisa encomendada pelo Governo conclui que a grande maioria (92%) dos inquiridos aprovou as medidas de prevenção à propagação do Covid-19 adotadas em Cabo Verde. Os santiaguenses são praticamente unânimes em considerar que foram apropriadas, com 94% de resposta favorável, seguidos pelos sanvicentinos (91%). Por outro lado, entre os boavistenses esta proporção baixa para 80% e passa para 88% entre os salenses. Os dados revelam que os cabo-verdianos concordaram de uma forma global com a declaração do Estado de Emergência, o fecho das fronteiras marítimas e aéreas, as medidas de isolamento de pessoas infectadas, a quarentena de quem teve contacto com contaminados, a obrigatoriedade do distanciamento social e o uso de máscara em recintos públicos fechados.

“Todas as autoridades envolvidas na prevenção e combate ao Covid-19 foram avaliadas positivamente pelos cabo-verdianos. A começar pelo Presidente da República, que mereceu a avaliação boa/muito boa de 69% dos respondentes, um ponto percentual a mais comparativamente à classificação conseguida pelo Governo, que se situa nos 68%. A performance da Assembleia Nacional neste quesito é menos conseguida do que o das outras entidades da República, mas mesmo assim é satisfatória, com 56% do universo dos respondentes a considerar boa/muito boa a prestação do Parlamento na prevenção do Covid-19”, enaltece a Afrosondagem. 

Conforme ainda os resultados do inquérito,  a Proteção Civil e os Bombeiros são as duas entidades mais bem avaliadas pelos cabo-verdianos pelo trabalho realizado na prevenção e combate ao vírus – com cerca de 78% e 76% respetivamente de classificação boa/muito boa – seguidos na terceira posição pela Polícia Nacional, com 73% de apreciação favorável. Entre as outras entidades na linha de frente no combate ao Covid-19 surge o Ministério da Saúde, que também colhe uma apreciação globalmente favorável (73%). Os hospitais surgem a seguir com 70% de avaliação boa/muito boa. Os Centros de Saúde também mereceram uma avaliação globalmente positiva com 68% dos inquiridos a considerar como bom/muito bom o desempenho destes centros. Cerca de 79% dos inquiridos mostra-se também confiante/muito confiante na capacidade demonstrada pelos centros de saúde, ao contrário de 18% que expressou opinião contrária.

Os resultados da avaliação do impacto das medidas adotadas para prevenir e mitigar os efeitos sociais e económicos da Covid-19 sobre as famílias cabo-verdianas mostra um cenário de apreciação diferenciada em função da medida em análise. De facto, a maioria das medidas é bem avaliada, como a distribuição das cestas básicas – que mereceu 58% de avaliação boa/muito boa -, seguida pelo pagamento de um apoio monetário às pessoas mais vulneráveis, bem como o subsídio de desemprego, ambos colhendo 54% de apreciação boa/muito boa. “Quanto ao lay off, os resultados positivos aparecem numa proporção mais baixa (42%) e isso deve-se em boa medida à proporção considerável (32%) de inquiridos que não responderam a esta questão por não estarem em condições de o fazer.”

Os resultados apontam que, do universo dos participantes, quase 48% dos inquiridos entendeu que o Estado de Emergência deveria ser prorrogado para as ilhas da Boa Vista e de Santiago, tal como veio a acontecer. Já a prorrogação só para Santiago colheu a simpatia de 27% dos inquiridos, distribuídos de forma diferenciada em função do universo de estudo em análise. De realçar que cerca de 20% do universo dos inquiridos admite que preferiria a não renovação do estado de emergência em qualquer das ilhas em questão.

O resultado do inquérito foi revelado hoje à comunicação social, numa altura em que o número de infectados no país ascende a 390 casos confirmados, dos quais 155 recuperados, 4 óbitos e 229 activos.

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Sotavento Maio

Tripulação do “Sotavento” recusa transportar quatro passageiros para S. Vicente no quadro do programa “Regresso à casa”

A tripulação do navio Sotavento recusou determinadamente transportar quatro passageiros provenientes de Santiago e que deveriam fazer uma viagem na noite de ontem para São Vicente, no quadro do programa do Governo “Regresso à casa” para pessoas surpreendidas pelas declaração do Estado de Emergência fora da sua ilha de residência. Ao que conseguimos apurar, apesar de todos terem realizado teste PCR com resultados negativos, estes marítimos alegam que estiveram pelo menos dois dias em quarentena não vigiada na Capital, onde o vírus está activo. O navio, que devia zarpar as 21h, antecipou a partida para as 19h, mas os passageiros ficaram em terra. “É um risco que ninguém estava disposto a correr”, afirmaram. 

A viagem do navio Sotavento tem como destino final a ilha de São Vicente, com escala para recolha de passageiros no Sal e em São Nicolau. Por solicitação do Serviço Nacional de Protecção Civil, deveria trazer para São Vicente estas quatro pessoas, que se encontram retidas na Capital há várias semanas, após terem “perdido” o voo da Binter de sexta-feira, alegadamente devido a demora na liberação dos resultados dos exames laboratoriais feitos na véspera. 

A Cabo Verde InterIlhas terá dado permissão para os passageiros embarcarem, inclusive estes adquiriram os bilhetes de passagem. Mas toda a tripulação do navio Sotavento foi contra, inclusive chegaram a ameaçar suspender a viagem. Este impasse acabou por ser desfeito, após o comandante da embarcação se posicionar do lado dos passageiros. “Num navio quem manda é o comandante, que considerou o argumento da sua tripulação válida, sobretudo depois do que aconteceu com a embarcação Praia d’ Aguada no Fogo. Por menos, o navio ficou retido e toda a tripulação, incluindo mais três contactos, tiveram de cumprir um período de quarentena em Santiago”, conta uma fonte ao Mindelinsite. 

O navio, que deveria zarpar as 21 horas, antecipou a sua partida para as 19 horas, apenas com carga. Entretanto, deveria cumprir a sua programação, isto é, fazer escalas nos portos da Palmeira, no Sal, e do Tarrafal de São Nicolau para recolher passageiros e cargas. Mas há quem veja esta medida dos tripulantes como uma espécie de “retaliação” devido ao que aconteceu na ilha do Fogo. O comandante da embarcação foi impedido de desembarcar no Porto de Vale dos Cavaleiros na passada quarta-feira e o navio ficou retido, alegadamente por ter tido contacto social em Santiago, antes de seguir viagem para aquela ilha. 

O comandante do navio Praia d’ Aguada terá embarcado sem fazer o teste para o novo coronavírus, exigido pelo Instituto Marítimo e Portuário. A delegada de Saúde da ilha do vulcão alegou “motivos de segurança” para interditar a saída da tripulação, afirmando que este viajou sem autorização e sem teste prévio, o que representava um risco para a saúde pública. A CV InterIlhas deverá emitir ainda hoje um comunicado sobre esta situação.

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Cidade da Praia

Cabo Verde totaliza 380 casos do novo coronavirus

Cabo Verde chega a 380 casos confirmados do novo coronavirus, com o registo hoje de mais nove casos positivos no concelho da Praia, de um total de 104 amostras analisadas ontem no laboratório de virologia, actualiza o ministério da Saúde e da Segurança Social no comunicado diário.

O documento revela que 85 destas amostras eram do concelho da Praia, das quais nove foram positivas e 76 negativas. Neste lote de negativos, 13 eram de doentes em seguimento. Foram analisadas ainda uma amostra do Tarrafal e quatro de São Vicente, todos com resultado negativo. 

Do total das 104 amostras, constavam ainda três do Hospital Ramiro Figueira na ilha do Sal e uma do Hospital São Francisco de Assis, sendo que todas tiveram resultados negativos. Estão pendentes três amostras. 

Fora analisadas ainda sete exames de controlo de doentes em seguimento do concelho da Praia, cujos resultados se mantiveram. Ainda assim, o município conta com 13 doentes recuperados, elevando o total para 97. Cabo Verde conta com 155 doentes curados e três óbitos de um dos 380 casos acumulados de Covid-19 deste que o primeiro testes deu positivo. 

Todos os doentes com infeção ativa, continuam em isolamento e com evolução favorável, com exceção de um está em estado grave, pontua o MSSS, que volta a reforçar o apelo para que as pessoas fiquem em casa.

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Covid-19

Covid-19: Mais nove pessoas testam positivo no concelho da Praia

O concelho da Praia registou mais nove casos de infecção pelo novo coronavirus, informou o ministério da Saúde e da Segurança Social em comunicado. Foram analisados um total de 85 amostras, sendo 64 das quais da Praia.

Dessas 64 amostras do concelho da Praia, 55 deram resultado negativos, sendo que 12 eram de pacientes confirmados em seguimento. Foram analisadas quatro amostras do concelhos do Tarrafal e todas foram negativas, incluindo um de doentes em seguimento, e estão 11 pendentes. 

De acordo com MSSS, foram realizados seis exames de controlo de doentes em seguimento no concelho da Praia e os resultados se mantiveram. Pelo que hoje, aquele município registou mais 11 casos recuperados, passando a contar com 84 doentes curados. Tarrafal de Santiago também registou um paciente recuperado. 

A nível nacional o país contabiliza neste momento 371 casos acumulados de covid-19, 142 pacientes recuperados e três óbitos. Diz a tutela que todos os doentes com infeção activa, continuam em isolamento e com evolução favorável, com exceção de um doente que se encontra em estado grave. 

Avisa ainda que, neste momento, as autoridades sanitárias estão a efectuar testes rápidos de despistagem gratuita em vários bairros da cidade da Praia, designadamente Vila Nova, Ponta D’ Agua, Eugenio Lima e Achada Grande.

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Svicente panorama

Covid-19: Taxa nacional de recuperação de doentes chega a 36%

A taxa nacional de recuperação de doentes contaminados com o novo coronavirus é de 36%, revelou o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, que considera este resultado “positivo”. São, no total, 130 pacientes curados, dos quais 74 no concelho da Praia, 53 na Boa Vista e três em São Vicente,  para 362 casos confirmados no país desde que foi anunciado o primeiro caso.

Em dia de boas novidades, segundo o DNS, Cabo Verde registou apenas dois casos suspeitos, sendo ambos da ilha de Santiago, mais precisamente do concelho da Praia. “Não temos nenhum outro caso confirmado a nível nacional e tivemos apenas seis novos casos diagnosticados no concelho da Praia. Também tivemos uma redução significativa do número de doentes internados. Neste momento temos 227 casos em isolamento, dos quais 223 no concelho da Praia, dois no Tarrafal e dois em S. Cruz.”

Outra boa boa noticia foram os 35 doentes que tiveram alta no concelho da Praia, número que coloca a capital a liderar a taxa de recuperação a nível nacional. Também diminuíram a quantidade de pessoas em quarentena em todas as ilhas e concelhos onde havia casos confirmados, o que para Artur Correia é mais um bom sinal da dinâmica da epidemia. Mas S. Filipe entrou para esta estatística com três pessoas em quarentena, uma realidade que deverá mudar logo que o resultados dos exames sair. 

“Hoje a esposa e o filho bebé, contactos do primeiro caso importado da covid-19 no concelho da Praia, tiveram alta, saírem recuperados”, comemorou o DNS, isto numa altura em que o concelho da Praia já responde por 81% dos casos positivos diagnosticados no país. No entanto, diz, a situação está estável tanto na Praia, como nos demais concelhos da ilha de Santiago.

Testes rápidos 

Desde o inicio deste mês de maio as autoridades de saúde começaram a fazer testes rápidos à covid-19 em todo Cabo Verde, com maior incidência no concelho da Praia onde já foram realizados um total 2200 testes e na ilha da Boa Vista onde foram feitos 800. Hoje as estruturas de Saúde montaram tendas em vários bairros mais afectados pela epidemia da Covid-19. 

Montamos tendas em Vila Nova, Ponta d’ Agua, Achada Santo Antonio, Cobom, Tira-Chapéu e Achada Grande Frente. E os dados são muito encorajares. Não estamos a encontrar muitos positivos e os testes têm servido também para fazer uma triagem das pessoas que serão confirmados testes PCR”, detalha Correia, realçando que este procedimento dá um direccionamento mais fiável para se fazer os testes PCR e fornece informações de circulação do vírus na comunidade.  

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Produtos importados

Preços dos produtos importados baixaram 5,9%

Os preços dos produtos importadores diminuíram 5,9% em abril último, valor inferior em 6,1 pontos percentuais (p.p), a taxa de variação mensal dos produtos exportados fixou-se em -1,6%, menos 2,4 p.p e a de variação mensal registada pelo Índice de Termos de Troca foi de 4,5%, superior em 4 p.p face ao mês de abril.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o índice de preços da importação situou-se em abril, em 99,2, tendo conhecido um decréscimo de 5,9%, em relação ao mês anterior. Os índices subjacente e volátil registaram decréscimos de 5,9% e 5,8%, respetivamente, face ao mês anterior. 

As diminuições dos preços mais expressivos ocorreram categorias de grupos: “Bens de Consumo” (-0,3%) justifica-se com a descida dos preços de “produtos alimentares primários” (-0,9%) e “Combustíveis” (-15,4%) com a descida da única subcategoria denominada “Combustíveis” (-15,4%).

O aumento de preço na categoria “Bens Intermédios” (5,3%), justifica-se, essencialmente, com a subida dos preços de “produtos transformados para indústrias várias” (13,1%) e “Bens de capital” (1,2%) justificada pela subida de preços de “maquinas” (1,3%)”, pontua.  

Em termos homólogos, prossegue, o índice de preço da importação diminuiu 5,4%, relativamente ao mês de abril de 2019. Comparativamente ao mesmo mês, os índices índices subjacente e volátil na importação, registaram decréscimos de 5,9% e de 4,3%, respetivamente.

Preços da Exportação 

O INE revela ainda que, em abril, o índice de preço nas exportações no situou-se em 101,2, correspondendo a um decréscimo de 1,6%, face ao mês anterior. O subjacente manteve o mesmo valor registado no mês anterior, e o volátil diminuiu 5,8%.

Em termos homólogos, a taxa de variação homóloga do índice de preço das exportações situou-se em -2,0%. Entretanto, comparando com o mesmo mês do ano transacto, o índice subjacente registou um aumento de 0,1% e o volátil diminuiu 7,3%.

Quanto aos termos de troca, em abril registou-se um aumento de 4,5% nos índices de termos de troca, comparativamente ao mês anterior. Enquanto que, em termos homólogos, o Índice de Termos de Troca (ITT) situou-se em 102,1 com uma taxa de variação homóloga positiva de 3,7%.

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João do Carmo

PAICV denuncia situação generalizada de inoperância na implementação de medidas do Governo

Os eleitos nacionais do PAICV por São Vicente dizem ter constatado uma situação generalizada de inoperância na implementação das medidas adoptadas pelo Governo relativamente as linhas de credito e moratórias para minimizar o impacto da pandemia da Covid-19 nas empresas e nas famílias. A afirmação é do deputado João do Carmo, no término de mais uma visita de circulo para se fazer o diagnostico da ilha pós-estado de emergencia. Este aproveitou para destacar o bom trabalho feito pelas autoridades de saúde, municipais, forcas policias e militares pela eficácia na resposta  perante o único caso confirmado e o comportamento e solidariedade dos mindelenses.

Mesmo assim, prosseguiu, é fundamental a continuação do bom comportamento, principalmente quando a circulação de pessoas a nível nacional e internacional começar. Nesta matéria, João do Carmo pediu ao Governo para agilizar a colocação de um equipamento de testes PCR em S. Vicente para servir toda a região norte. “Gostaria, entretanto, de dizer que constatamos uma situação generalizada de inoperância na implementação das medidas anunciadas pelo Governo quer com relação as linhas de crédito, quer com as moratórias. Na realidade tememos pela vida das empresas. Tememos uma dificuldade maior para às do sector do turismo, concretamente da restauração. Neste sentido, pedimos ao Governo o alargamento do horário de funcionamento dos bares e restaurantes. Se estão preparados para funcionar até as 21 horas, podem prolongar o horário até às 23 ou 24 horas.”

Também a situação social da ilha de São Vicente preocupa o PAICV. Segundo João do Carmo, há neste momento cerca de 26 mil trabalhadores a nível nacional em Lay-Off. A grande maioria, diz, sem nenhum rendimento, com uma situação muito difícil de sobrevivência. “Na realidade o trabalhadores cabo-verdiano esta triplamente prejudicado. Primeiro porque só recebe 70% do seu salário. Segundo porque metade destes 70% vem com muito atraso do INPS e, terceiro porque o Governo manda cobrar imposto da totalidade dos vencimentos nos 35% pagos pelo empregador.”

Aqui, o deputado tambarina aponta bateria para o INPS que, afirma, estranhamente no momento em que os trabalhadores deveriam contar com a previdência social se mostra completamente inoperante. “A incapacidade do INPS é gritante. Não consegue dar respostas num momento de emergencia. Pelas informações que tivemos do representante dos empregadores em S. Vicente, quase nenhuma empresa da ilha beneficiou dos 35% do INPS. Igualmente, não beneficiaram das medidas anunciadas pelo Governo, frisa, o que o leva a concluir que durante este período difícil e de grande intensidade de discursos e de boas intenções, na pratica nada aconteceu. 

Estamos perante um Governo do vamos fazer. Precisamos de um Governo mais social, mais atento, que toma e executa as medidas e que faz com que as instituições funcionam. Temos aqui o exemplo paradigmático do INPS em que um conjunto de medidas adoptadas pelo Executivo e que são fundamentais para o país, não foram cumpridas. Nesta altura, o INPS deveria ter outra postura e ser mais eficiente”, acrescentou João do Carmo.

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