Lidia Lima e Rodrigo Rendal

CMSV reage a declarações de Alcides Graça: “Cestas básicas incomodam muita gente”

A Camara Municipal de São Vicente reagiu esta manhã às declarações do líder regional da Comissão Política do PAICV para dizer que “as cestas básicas incomodam muita gente” e que, ao invés de união nesta altura de pandemia”, ficam a detonar o trabalho social da autarquia. O facto da CMSV não ter gasto “nenhum centavo” com as 7000 cestas básicas, entregues até ontem, que estima ter abrangido 28 mil agregados familiares, diz Lidia Lima, é motivo para comemorar.

Esta colaboração mostra que temos solidariedade na nossa ilha, gente responsável e consciente de que a união faz a força. Muitas pessoas ficam perturbadas por causa das cestas básicas e ficam detonando todo o esforço, a nobreza, serenidade e seriedade deste trabalho, critica a vereadora Lídia Lima, que atribui mérito pelo feito, neste tempo difícil para muitas famílias, às empresas, parceiras da autarquia, e ao esforço dos técnicos e voluntários e ao apoio da FICASE. 

Em conferência de imprensa para reagir as declarações do presidente regional da comissão politica  do PAICV, a autarca alegou que a CMSV sentiu-se no dever de prestar esclarecimentos à população e aos parceiros sociais, “para salvaguardar a coragem, a solidariedade, a confiança e a serenidade e a união de forças” que caracterizaram S. Vicente neste período, nos campos social, económico e cultural.

Perante a ameaça do COVID-19  em São Vicente e de todos os problemas sociais e económicos, consequências das medidas sanitárias  e confinamento impostos pelo Governo para combater a pandemia, Lima assegura que, através dos seus técnicos e da equipa, a autarquia foi destemida a ajudar os que mais seriam afetados economicamente na crise.

Nega ainda que a CMSV tenha feito descontos do salário dos funcionários para oferecer cestas básicas. “Já disseram que a CM só sabe entregar cestas básicas. Criticaram de todas as formas o trabalho social, com o objetivo de ajudar o máximo possível  neste momento difícil e não de promover o assistencialismo“, lamenta Lima, para quem a única guerra que deveria existir agora é contra o novo Coronavírus que esta a matar milhares de pessoas no mundo.

Acusa Graça de produzir discursos meramente políticos, infundados e de desespero, fazendo apelos para adoptar medidas que já foram ou que estão a ser implementadas, realçando que esta não é a solução para minimizar os problemas que provêm desta crise. “A solução é a união, a partilha de informações e de ideias. É a junção de esforços.”

Assegura que, durante o Estado de Emergência, a CMSV esteve fechada, não cobrou e nem gerou receitas. Mesmo assim, isentou o pagamento da renda de Abril a todos os microempresários com negócios comerciais em espaços geridos pela câmara, nomeadamente nos mercados da Praça estrela, Monte Sossego e Ribeirinha, no Mercado Municipal. 

Medidas adoptadas

Para além disso, todos os microempresários e as vendedeiras ambulantes e as que trabalham no mercado e nos espaços da CM foram todos inscritos no programa Rendimento Solidário e que ja começaram a receber os 10 mil escudos do Governo. A Câmara também perdoou os juros de demora a comerciante e pessoas em situação de dívida. Enumera ainda o fornecimento de água gratuita por três semanas numa media de 98metros cúbicos, por dia a pessoas sem muitas condições económicas e a promoção da limpeza da cidade no sentido de evitar a propagação do vírus.

Neste momento, garante Lídia Lima, estão a trabalhar com o Governo na implementação de apoios sociais que visam combater os efeitos da pandemia, bem como a equacionar medidas para alavancar a economia local. “Estamos a encetar contactos com operadores econômicos, auscultando as preocupações e ja manifestamos para analise o alargamento do período de funcionamento dos estabelecimentos comerciais como os restaurantes e bares, para até às 23 horas”, frisa a vereadora.

Em jeito de balanço, avança que 210 pessoas já receberam o Rendimento Social de Inclusão e 1403 pessoas o Rendimento Solidário. E há mais beneficiários que deverão receber também, mas que estão com o processo em andamento. Promete ainda que irão iniciar em breve a distribuição de mascaras gratuitas a famílias mais carenciadas.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Bafometro

Bafômetro para detectar novo coronavírus em um minuto

Um teste rápido de apenas um minuto, que detecta a presença do novo coronavírus pela respiração, surge como esperança para viajantes em aeroportos ou para o retorno de funcionários a empresas, noticia hoje o portal “G1”. Criado por pesquisadores da Universidade Ben-Gurion, em Israel, e respaldado pelo Ministério da Defesa, o bafômetro foi avaliado em 120 pessoas e obteve êxito em mais de 90% dos casos.

O professor Gabby Sarusi, que coordenou a pesquisa, congratula com as vantagens do bafômetro em relação ao  tesePCR, usado em vários países, inclusive em Cabo Verde, que recolhe, por uma espécie de cotonete, amostras da garganta ou nariz: a precisão, a rapidez e o custo. O valor é estimado em 50 dólares e o resultado, imediato.

O novo método eletro-ótico é composto de um kit de 7 centímetros acoplado a uma cápsula que contém um chip eletrónico com milhares de sensores, capazes detectar o novo coronavírus. “Se iluminarmos este chip com um tipo de radiação sem o vírus, teremos um tipo de resposta a uma radiação eletromagnética. Mas se há vírus no chip, obtemos uma diferente resposta”, explica Sarusi, vice-diretor de pesquisa da Escola de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade Ben-Gurion (BGU).

O chip é colocado dentro de um sistema conectado à nuvem, que faz backup automático dos resultados em um banco de dados, que pode ser acessado por autoridades para rastrear o percurso do vírus. Não é preciso transportar ou manusear o material. 

Sarusi calcula que dentro de um mês e meio o novo método possa ser submetido à Food and Drugs Administration (FDA), a agência americana de controle de alimentos e medicamentos. Paralelamente, a universidade desenvolve o desenho e o protótipo para o equipamento.

Aprovado, poderá estas disponível em outubro ou novembro, prevê o pesquisador. O objetivo é que o teste possa detectar o vírus, poucas horas após ser infectado. O PCR é mais demorado, pode levar dias para fornecer os resultados. A ideia é instalar o sistema em aeroportos, perto dos postos de controle, cruzeiros marítimos ou na entrada de empresas. “O passageiro sopra o bafômetro e, enquanto recolhe sua mala no raio-X, tem o resultado e pode viajar tranquilamente, se está livre do novo coronavírus”

Enquanto isso, outras soluções são demoradas. Reino Unido e Espanha, por exemplo, cogitam ordenar quarentena de 14 dias a cada viajante que cruzar suas fronteiras.

C/G1

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Universitarios

Universitários debatem efeitos da covid-19 no seio da classe estudantil

A Federação Nacional dos Estudantes e Desporto Universitário (FNEDU), que reúne representantes de estudantes nacionais e na diáspora, agendou para esta sexta-feira,15, a partir das 17 horas, um debate sobre os efeitos da covid-19 no seio da classe estudantil. O evento será uma live na pagina da FNEDU.

Participam no debate estudantes cabo-verdianos no Brasil, Marrocos, Portugal, China, Estado Unidos, Senegal e residentes em Cabo Verde representando as regiões Norte e Sul do país e vai ser realizado no âmbito da missão desta federação estudantil, que é a proteção dos direitos dos universitários através da advocacia e sensibilização sobre a importância do empoderamento da classe.

Foi com este propósito que agendou esta conversa em live, numa altura em que  a pandemia e a exigência do distanciamento social não permite grandes reuniões.

Está conversa tem o objetivo de se saber qual a situação vivida neste momento pelos estudantes, quais as medidas que foram tomadas pelas autoridades competentes, para que juntos possamos encontrar as possíveis soluções”, explica em comunicado a FNEDU.

O resultado deste encontro, prossegue, será socilalizado tanto com o ministério da Educação, instituição com que tem previsto um encontro nos próximos dias, mas também com a tutela dos Negócios Estrangeiros.

Refira-se que o evento conta com a parceria de Liga das Associações Universitária de Santiago (LAUS) e Liga das Associações de Universitárias de São Vicente (LAUSV).

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Jorge Carlos Fonseca PR

PR prorroga Estado de Emergência na ilha de Santiago até 29 de Maio

O Presidente da República acaba de renovar a prorrogação do Estado de Emergência na ilha de Santiago por mais 15 dias, ou seja, entre às zero horas do dia 15 de maio até às 24h do dia 29 do corrente mês. Jorge Carlos Fonseca alega que, não obstante os êxitos alcançados, continuam muitos desafios por alcançar na maior ilha de Santiago onde os casos aumentam diariamente, pelo que é necessário disponibilizar às autoridades sanitárias os meios legais para o enfrentamento desta situação. 

Na sua mensagem à Nação, JCF começa por dizer que, desde o dia 29 de março, Cabo Verde, no seu todo ou em parte, vive sob o signo do estado de emergência em decorrência da Covid-19. Ao longo desse período, afirma, os sacrifícios exigidos aos cidadãos têm sido muito elevados, especialmente para os nossos conterrâneos que, nos países europeus e nos Estados Unidos, onde têm sido vitimas mortais da doença.

“Todos os aspectos da nossa vida têm sido fortemente condicionadas por esta situação.As actividades económicas, as lides sociais, as rotinas escolares, os cultos religiosos, a dinâmica familiar e, ouso dizer, até os nossos sonhos e fantasias.As perspectivas do nosso futuro imediato encontram-se, igualmente, em suspenso”, frisou, deixando claro que não ignora que estas alterações e as restrições que lhe são inerentes não são igualmente distribuídos porque a sociedade é muito desigual, uma realidade que a epidemia do novo coronavirus veio evidenciar com insuspeita crueza.

O PR diz não ter dúvida de que os sacrifícios consentidos e os resultados alcançados são validos. Por isso mesmo, os resultados são francamente positivos. “A doença tem sido controlada pelas autoridades sanitárias, a sua propagação não tem representado uma sobrecarga insuportável para o sistema de saúde, contrariamente ao que verificamos em outras paragens com muito melhores condições do que nós”.

Igualmente, prossegue, o número de óbitos é muito baixo e o percentual de doentes recuperados elevado, o que, a seu ver, se traduz na progressiva redução da abrangência territorial do estado de emergência, que evoluiu da esfera nacional para apenas duas das nove ilhas habitadas. Mas persistem muitos desafios e incógnitas, até porque ainda não existem vacinas e nem de tratamento especifico. 

Por outro lado, a pandemia continua presente e a ameaçar vidas, exigindo medidas muitos importantes  que se repercutem de forma desigual em todos os aspectos da vida, mas que são fundamentais para o controlo da situação. É isso, pontua, que justifica a declaração do estado de emergência e a sua prorrogação por duas vezes. JCF garante que estas decisões foram norteadas pelas necessidades das autoridades.

Hoje, admite, os casos positivos da infecção pela COVID 19 limitam-se às ilhas da Boa Vista e Santiago e apresentam dinâmicas diferentes. Enquanto na Boa Vista a epidemia está controlada, não se registando novos casos positivos nas últimas três semanas, a situação em Santiago, especialmente do concelho da Praia, é diferente, caracterizando-se por aumento diário em mais de duas dezenas de bairros”.

Continuidade das medidas 

Para JCF, a necessidade da continuidade de medidas de controlo em Santiago apresenta-se, assim, como muito importante para a monitorização da epidemia. Tendo em conta esta realidade, na sequência de consultas a diversas entidades técnicas,  políticas e da sociedade civil, e ouvido o Governo, decidiu pela prorrogação do estado de emergência para a ilha de Santiago, entre os dias 15 a 29 de maio.

O PR acredita que este tempo é necessário para que algumas medidas restritivas de direitos, liberdadese garantias essenciais para este combate contra a propagação do COVID-19 na ilha de Santiago possam ser aplicadas. “Existe um consenso que já é possível retomar alguma actividade económica e exercer alguns direitos fundamentais, como por exemplo, a liberdade de culto na sua dimensão colectiva, desde que sejam adoptadas medidas de segurança sanitária e de distanciamento social que diminuam a potencialidade de propagação do coronavírus”, indica,

Neste sentido, acrescenta, o estado de emergência ora prorrogado apresenta limites mais flexíveis. Permite ao Governo preparar para a retoma gradual de algumas actividades, como por exemplo a construção civil, os serviços públicos, a actividades agrícolas e similares, ao mesmo tempo que se afasta a proibição  absoluta de eventos de culto religioso para algumas regiões, nomeadamente em Santiago Norte. Mas alerta que estes sejam submetidos a regras que impeçam o contágio. 

Em jeito de remate, o Chefe de Estado lembra que a decisão pelo EE ou não é sempre uma ponderação de valores de bens e não apenas a avaliação de danos num certo domínio ou outro. Numa altura em que oito ilhas já estão fora do EE, deixa claro que, mais do que nunca, a conduta individual, cívica de cada um dos cidadãos deste país se tornou o elemento fundamental neste combate contra a pandemia do Covid-19. 

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abuso-sexual

Quatro suspeitos de abuso sexual de menor detidos no Sal

Quatro indivíduos foram detidos, nos dias 11 e 12 deste mês de maio pela Policia Judiciaria, nas localidades de Palmeira, Alto de Santa Cruz e Murro Curral na ilha do Sal, suspeitos de abuso sexual de uma criança. São acusados de consumação do acto, ou seja, abuso sexual com penetração e recurso a prostituição de menores. 

Em comunicado, a PJ informa que a vítima, que à data dos fatos tinha 14 anos, vinha sendo abusada pelos detidos, que lhe ofereciam dinheiro, em troca de favores sexuais. 

Os detidos foram presentes esta terça-feira às autoridades judiciárias tendo-lhes sido aplicado como medida de coação TIR, apresentação semanal na Polícia Judiciária, proibição de contato com a vítima e de sair da ilha do Sal e do país.

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DGRM

DGRM lança medidas para fazer face à pandemia: Governo irá distribuir Kit a todos os pescadores

A Direção Geral dos Recursos Marinhos anunciou, em Sao Vicente, que estão a ser introduzidas medidas para fazer face às consequências da Covid-19 na vida de trabalhadores ligados à pesca. O caminho, diz, passa pela modernização do setor e introdução do cartão do pescador, disponibilização kit e ainda outras como o acesso a linhas de crédito para vendedores ambulantes adquirirem motocicletas.

“Para que o pescado chegue aos sítios mais remotos e em condições exigidas do ponto de vista de qualidade, estamos a prever introduzir, para breve, um sistema de transporte contentorizado através de carrinhas, em todos os municípios e motocicletas elétricas para os vendedores ambulantes”, afirmou o DG dos Recursos Marinhos, Albertino Martins.

As carrinhas poderão ser administradas pelas Câmaras Municipais, e teriam acesso a meios refrigerados, bem como, as entidades ligadas ao setor  assegurarem a produção de gelo em quase todos os pontos de desembarque artesanais e semi-industriais. 

Esta repartição, que responde pelo setor pesqueiro, assegura que assumiram o lema “Celebrar o mar, valorizar o pescador” e tem como propósito garantir a segurança destes profissionais. Uma segurança extensiva ao mar, alimentos, infraestruturas de pesca e terra, determinada por um conjunto de ações  referidas no regime das pescas no sentido de valorizar a classe e “criar condições para o bem-estar, assim como gerar riquezas provenientes do mar”.

No que toca à legislação pesqueira, Martins fala da sua recente modernização, como por exemplo. a introdução da Plataforma de Pesca para facilitar o acesso ao licenciamento, estatísticas e fiscalizações. Porém lembra que as leis que regem o setor existem há anos, mas se tornaram mais perceptíveis durante esta pandemia, com as restrições, em especial no transporte de pessoas de uma ilha para a outra.

As licenças de pesca são anuais e expiram a cada 31 de dezembro, independente da data de emissão, pelo que o processo de reemissão das mesmas acontecem a partir do início de cada ano.

Sidneia Newton

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LITO ASSOCIAÇÃO MAENSE

Associação Maense promove campanha na plataforma “gofundme” para apoiar cabo-verdianos em PT

A situação sanitária vivida nos últimos tempos, provocada pela pandemia da COVID-19, tem desencadeada uma enorme onda de solidariedade a todos os níveis. No seio da comunidade cabo-verdiana em Portugal, varias são as ações de apoios e ajudas desencadeadas por várias associações existentes. Estas têm desdobrado para mitigar os efeitos desta crise, que tem um impacto dantesco na vida social, económica destas pessoas. Com este objetivo de ajudar  na diminuição do  sofrimento das pessoas a Associação Maense em Portugal, a semelhança de outras,  está a desenvolver uma campanha de angariação de fundos na internet na plataforma “gofundme” o que motivou esta conversa com o seu presidente Carlos Spencer Frederico. 

—Por João A. do Rosário—

Mindelinsite – A Associação tem em marcha uma campanha de angariação de fundos, através da internet, para ajudar a comunidade cabo-verdiana. Explica-nos em que consiste este processo?

Carlos Spencer Frederico – A Associação Maense em Portugal (AMP) tem desenvolvido e participado em diversas ações de campanha de solidariedade para ajudar os nossos conterrâneos. Neste momento crítico que vivemos, provocado pela pandemia do Covid19, tanto a nível individual como em parceria com outras instituições sociais, entre eles Associação Nasce Renasce, União dos Estudantes Cabo-verdianos de Lisboa (Uecl), Liga de Estudantes Universitários e Instituições de Ensino Profissionais e Superiores, temos alunos inscritos cuja finalidade é difundir e melhorar a comunicação no seio da comunidade imigrada de origem cabo-verdiana e constatar “in loco” as famílias que apresentam maiores graus de vulnerabilidade e procurar soluções conjuntas para minimizarmos essas mazelas. Outrossim, servir de canal de apoio junto da nossa representação diplomática em Portugal e outros serviços de apoio no país de acolhimento. 

MI – Como tem decorrido esta campanha? 

CSF – Até o momento tem decorrido sem sobressaltos. Não temos conhecimento de registos de casos isolados e ignorados até agora, uma vez que a maioria das associações têm actuado neste âmbito e por diversos meios. A nível de divulgação já realizamos em parceria com a UECL, uma vídeo-conferencia, subordinada ao tema “COVID-19- Nova Realidade- Desafios e Perspectivas, no dia passado 11 de Abril, em que tínhamos como público alvo os estudantes e toda a comunidade imigrada cujo objetivo foi o de   sensibilizar aos participantes em relação aos riscos de contágio e os procedimentos a ter para evitarmos a contaminação

MI – Quem são as pessoas ou instituições a quem têm conseguido apoiar nesta luta? Quantas já assistiram até o momento? 

CSF – São alguns dos nossos imigrantes que apresentam no momento alguma vulnerabilidade, doentes evacuados e estudantes que neste momento apresentam mais dificuldades. Mas não sei precisar o número  mas posso garantir que são algumas dezenas. 

Educação aposta maior

MI – Verificamos que tem ajudado alguns alunos cabo-verdianos também na obtenção de vagas para estudarem em Portugal. Como tem decorrido este processo, nesses anos da vossa existência? 

CSF – Sim trata-se de um dos eixos importantes que decidimos abraçar desde 2014 porque acreditamos que a educação é a chave do futuro de Cabo Verde. Penso que a prioridade deverá ser nos recursos humanos e na busca do conhecimento. Iniciamos de forma tímida apenas com jovens da Ilha do Maio devido a  inexistência de escolas de ensino profissional e superior na Ilha. Como tínhamos um número de oferta de vagas maior que a procura e devido ao sucesso adquirido com esta iniciativa acabamos por abranger as outras ilhas e os PALOP’s. Neste momento temos mais de quatrocentos jovens beneficiados ao longo desses anos nos diferentes níveis de formação. No último tivemos uma procura de mais de mil jovens levou a  que houvesse mais Escolas que nos procuram para parcerias dado ao trabalho que temos desenvolvido.

MI – Das publicações que têm feito sobre as candidaturas, verificamos que um número elevado de alunos fica de fora, outros sem colocação. Explica-nos como é que isto se processa? 

CSF – Ora bem, existe uma explicação simples. Nos editais das escolas não se encontram somente os candidatos apresentados pela AMP. As mesmas têm um vasto leque de parceiros, incluindo as Câmaras Municipais de Cabo Verde e demais PALOP’s e outras associações. Quero ressalvar que basta ver nos editais as justificações que cada Escola apresenta. Também que fique bem claro que a inscrição na AMP no concurso de vagas não é garantia de que o candidato seja aceite e sabem disso antes das inscrições. Há critérios bem definidos pelas escolas quanto ao número de vagas e a percentagem de estudantes estrangeiros. Com efeito muitas vezes recebemos candidaturas de alunos para cursos de suas preferências mas que muitas vezes não reúnam as condições exigidas em relação as disciplinas nucleares. A escolha do curso é do aluno mas, mesmo no tocante a este quesito, temos analisado as candidaturas e o perfil dos mesmos e quando percebemos que a possibilidade de aceder a vaga é mínima aconselhamos a mudança de curso. Alguns não aceitam. E por fim temos tido um trabalho enorme em aconselhar os jovens a serem mais realista e consciente daquilo que querem. Aconselhamos alguns a se emprenharem mais sendo que a concorrência é grande e renhida. Daí estarmos a ser mais exigentes com as médias das notas do candidato. 

MI – Não será possível ir-se também para a limitação do número das candidaturas? 

CSF- Posso dizer que acreditamos que o aumento da média é uma das maiores e mais justa medida porque o que se pretende é premiar o mérito. De outra forma estaríamos a ser injustos porque há muitas vagas mas o que acontece nem sempre os nossos alunos preenchem esses requisitos nomeadamente nas áreas cientificas e tecnológicas em que temos pouca procura e os que procuram na sua maioria tem médias baixas em detrimento das áreas de humanidades em que há muita procura para poucas vagas. Trata-se de um concurso e não podemos excluir quem a apresenta as melhores condições. Uma outra medida assertiva foi não aceitar candidaturas de alunos que estão fora do sistema há mais de três anos devido a dificuldades de obtenção de vistos. Temos promovido alguma campanha em Cabo Verde onde apelamos para a necessidade de estudarem mais e para escolherem as áreas mais prioritárias. 

Estudantes de todas as ilhas  

MI – Porquê Associação Maense em Portugal? 

CSF – Porque foi criado por jovens estudantes naturais da Ilha do Maio que se encontravam em Portugal desde de 2003. Inicialmente foi como um meio de reflexão, discussão e propostas de soluções para a resolução dos principais problemas que afetavam o desenvolvimento da Ilha que os viu nascer. Queriam que a suas vozes fossem atendidas pelos poderes políticos instituídos, locais e nacionais. Até hoje realizamos o Encontro de Estudantes Maenses em Portugal para mantermos a tradição do primeiro evento de Coimbra 2003. Somos uma Instituição de cariz social, sem fins lucrativos que tem como linhas orientadoras a integração social dos maenses em particular e dos cabo-verdianos em geral, a divulgação da cultura do arquipélago e maense em toda a sua dimensão e colaborar com as demais associações de cariz social cabo-verdianas. Participamos nas políticas sociais e humanitárias e onde considerarem a nossa presença como a mais-valia. A AMP tem sido reconhecida na área da Educação, Planeamento e Desenvolvimento porque, na verdade temos tido um papel chave no apoio, intermediação e acesso dos jovens cabo-verdianos na formação fora de país com realce para Portugal daí que tem sido o eixo mais visível da nossa atuação.  

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Covid19

Covid-19: Mais de 100 testes rápidos de anticorpos feitos em São Vicente

Mais de uma centena de testes rápidos de anticorpos já foram feitos em São Vicente, garantiu o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, que confirmou ainda a realização de um número superior a 700 destes exames em Cabo Verde, a grande maioria no concelho da Praia (+ de 400) e na ilha da Boa Vista (+ de 200). Este anuncio foi feito numa altura em que, frisou, vai ser alargado esta investigação na capital.

Correia deixa claro que o método usado em Cabo Verde é o teste PCR. Neste momento o país tem neste momento um stock razoável deste tipo de exame. “Temos em stock pelos menos 18 mil testes PRC e cerca de 30 mil testes rápidos. E já começou a sua generalização, sendo que esta primeira fase estamos a contemplar grupos específicos. É por isso que disse que já foram feitos mais de 700 testes rápidos na Praia, Boa Vista e São Vicente”, detalha. 

Este exames, clarifica o Director Nacional da Saúde, têm permitido uma abordagem mais célere às pessoas em quarentena nos hotéis, que voltam mais depressa para casa. Permite igualmente fazer estudos e seguir determinadas linhas de investigação para esclarecer a origem os casos confirmados. Neste sentido, na próxima semana deverão iniciar os estudos em alguns bairros da capital que estão devidamente sinalizados.

“Vamos prosseguir de forma muito intensa esta actividade com a utilização quer dos testes rápidos, quer dos PCR. São dois exames complementares. Quando fazemos um teste rápido e o resultado é positivo, imediatamente fazemos a sua confirmação para o PCR. Com isso, quando dizemos que um caso é positivos, temos toda a segurança para fazer esta definição”, explica.

Em relação aos dados de hoje, diz Correia, S.Vicente tem três casos suspeitos e Praia volta a engrossar as estatísticas com mais 10 casos confirmados, obstantes do comunicado de imprensa emitido pelo ministério da Saúde na manhã de hoje. Há ainda 186 doentes internados, dos quais 177 na Praia, sete na ilha da Boa Vista e dois no concelho do Tarrafal de Santiago. 

O número de recuperados estabilizou-se nos 56, a maioria na ilha da Boa Vista. Ainda assim, o gráfico de resultados negativos é de longe superior ao positivo. “O número de doentes internados aumentou em decorrência dos casos confirmados de ontem e hoje. Já a quantidade de pessoas em quarentena nos hotéis baixou, muito por conta dos testes rápidos”, completa. 

No acumulados, Cabo Verde conta com 246 casos confirmados, dos quais 74% são da Praia e 23% da Boa Vista, ilha onde ainda a taxa de ataque é superior desde que a pandemia começou. A relação é de três pessoas por cada mil infectados na ilha das dunas, contra um por mil na Praia. 

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Covid 19

Hospital de Trindade: Sobe para 32 o número de pacientes e profissionais contaminados

Os cinco casos confirmados da covid-19 registados hoje no concelho da Praia são do Hospital da Trindade, confirmou o Director Nacional da Saúde, Artur Correia. Agora, são 32 os pacientes e profissionais de saúde daquele estabelecimento hospitalar  a testarem positivo para o novo coronavírus. 

Artur Correia não precisou quantos funcionários e/ou doentes mentais internados no Hospital estão entre estes cinco novos casos positivos da covid-19. Prometeu, no entanto, clarificar esta informação na próxima conferencia de imprensa. Certo é que estes novos casos juntam-se aos 20 pacientes e sete profissionais contaminadas e que já estão em isolamento.

Os casos do Hospital da Trindade, recorda-se, foram detectados depois que um trabalhador daquela unidade psiquiátrica manifestou sintomas condizentes com a covid-19. Foi testado e o resultado deu positivo, medida que foi posteriormente alargada aos restantes doentes internados e profissionais de saúde. Agora já são 32 contaminados. 

Não obstante este cenário pouco promissor, hoje o DNS mostrava-se particularmente satisfeito com a evolução da doença no país. Segundo Correia, de ontem para hoje, o número de casos positivos baixou de 12 para seis. Outra boa noticia, frisou, é que hoje houve um único caso suspeito a nível nacional, um paciente da ilha de São Vicente. 

“Tivemos uma ligeira redução de casos internados. Neste momento são 176 doentes. Igualmente, a relação entre casos positivos e negativos tem sido muito boa. Por exemplo, hoje tivemos seis positivos e 118 negativos. Também registamos uma diminuição de pessoas em quarentena. baixamos de 512 para 477”, anunciou o DNS, que garantiu estar hoje em maré de boas noticias. 

Cabo Verde regista até o momento 236 casos positivos, dos quais 73% no concelho da Praia e 24% na Boa Vista, ilha que nos últimos dias a grande maioria das novas amostras analisadas têm dado resultado negativo.

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Foto: inforpress

Mais seis casos positivos da covid-19 em Santiago

Mais seis casos positivos da covid-19 na ilha de Santiago confirmados este sábado, 09 de maio, dos quais cinco no concelho da Praia e um em São Domingos, informa o ministério da Saude e Segurança Social. 

Foram analisadas 127 amostras, dos quais estes seis testaram positivo, os restantes 118 deram todos negativos para o novo coronavirus. Destes, 90 amostras vieram Boa Vista, incluindo três de controlo, sete do Tarrafal de Santiago, um do Fogo e 20 do concelho da Praia. As três das amostras provenientes da Boa Vista eram de doentes em seguimento que mantiveram os resultados.  

A nível nacional, contabiliza-se 230 casos confirmados, 56 recuperados e dois óbitos. Até ao momento. De acordo com o ministério da Saúde. todos os casos ativos estão em isolamento institucional. Todos estão a recuperar bem, exceto um doente com co-morbilidades que requer um seguimento mais apertado. 

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