COVID-19

Uma dezena de países africanos já iniciou a vacinação contra Covid-19: Cabo Verde ficou de fora

Pelo menos uma dezena de países africanos deram início a vacinação contra o Sars-Cov2, utilizando diferentes vacinas, noticia a BBC News e deita por terra as previsões de que Cabo Verde seria um dos primeiros países do continente a ser imunizado contra esta doença. Os países que começaram a vacinar as suas populações são Marrocos, Argélia, Egipto, Africa do Sul, Ruanda, Ilhas Maurícias e Guiné Equatorial, Senegal e Guiné Bissau.

Conforme a lista divulgada pela BBC e Jeune Afrique, Marocos está a aplicar a vaina da AstraZeneca e Sinopharm, a Argélia a Spoutnik V da Rússia, o Egipto a Sinopharm, a Africa do Sul a Johnson & Johnson. As  Seychelles também recorreu a vacina da AstraZeneca e Sinopharm, a Rwanda a da Pfizer e Moderna, as Ilhas Maurícias a AstraZeneca, enquanto que a Zimbabwe, o Senegal e a Guinée Equatorial estão a aplicar a Sinopharm.

Também a Guiné Bissau está a receber algumas doses da Sinopharm, oferecidas pelo vizinho Senegal, o que levou algumas pessoas a apelar as autoridades cabo-verdianas, que anunciaram que Cabo Verde seria um dos primeiros países africanos a imunizar a sua população a deixar de fanfarronices que podem por em causa a saúde global da sua população.

“A vacinação das nossas populações é uma coisa muito séria e urgente para não ser tratada que sob o signo do superior interesse da Nação. Nós os cabo-verdianos não admitiremos que se faça política com isto e ainda menos campanha, já nos bastando a mais que exacerbada politização da nossa sociedade”, refere, por exemplo, Alexandre Novais, que pede foco e união aos actores políticos, sobretudo aos que governam este país. “Que nos falem a Verdade, só a Verdade! Com objetividade e transparência!! A confiança minha gente vale ouro, mais ainda nestes tempos pandémicos…”, acrescenta.

O Plano Nacional de Vacinação como medida adicional de resposta à Covid-19, refira-se, elege como grupos prioritários os profissionais e saúde, pessoas com doenças crónicas – hipertensão arterial e diabetes – e com mais de 60 anos, hoteleiros e ligados ao turismo. Ainda: funcionários dos pontos de entrada – aeroportos e portos internacionais -, professores e pessoal de apoio nas escolas, Polícia Nacional, Forças Armadas e Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, l2-se na resolução publicada no Boletim Oficial.

Este diz que, para o efeito, será necessário a aquisição de mais de 267 mil doses para imunizar a população-alvo, no total de 111 mil pessoas. Refere ainda que até 2023 serão vacinados 60% da população, sendo 20% em 2021, 20% em 2022 e 20% em 2023. A resolução que refere ainda que a estratégia traçada de acordo com a população-alvo é faseada, segundo orientações da Organização Mundial da Saúde e a disponibilização das doses.  

C/https://www.bbc.com/news/56100076?fbclid=IwAR03PxMm8Pp__I8S53CJC70C6vZFX2fB7qdIRFIteQmh-fXc2yTZJtbXGm4.

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