Médico Tito Rodrigues quebra silêncio e diz que apenas pediu esclarecimentos sobre alegada retirada de equipamentos do HBS

O médico ortopedista Tito Rodrigues reafirma, na sua primeira reação desde que estourou a polémica que apenas questionou internamente o Conselho de Administração do Hospital Dr. Baptista de Sousa (HBS) sobre a alegada retirada de equipamentos hospitalares para a ilha da Boa Vista. Este profissional nega categoricamente qualquer atuação irregular no processo que culminou com a instauração de um inquérito e o seu afastamento de cargos de chefia.
Em um curto comunicado enviado ao Mindelinsite, este médico explica que os questionamentos foram feitos “com respeito, urbanidade, reserva e lealdade institucional”, no âmbito das suas responsabilidades enquanto médico, diretor do Serviço de Ortopedia e presidente da Junta de Saúde de Barlavento.
Segundo Tito Rodrigues, a preocupação surgiu após ter tomado conhecimento, através da imprensa, de informações sobre a retirada de equipamentos considerados “absolutamente necessários e fundamentais” para os serviços do HBS. “Após tomar conhecimento de que havia equipamentos, absolutamente necessários e fundamentais para os serviços, a ser retirados do Hospital para serem enviados para a Ilha da Boa Vista, manifestei internamente a minha perplexidade perante a notícia, de forma fundamentada.”
Entretanto, diz ter sido surpreendido com uma carta de cessação de funções da Administração do Hospital, com base em recomendações do Ministério da Saúde, e com a abertura de um inquérito, baseado, segundo sustenta, em “suposições infundadas” de alegada violação de deveres funcionais. Mas afirma aguardar “com serenidade” o desenrolar do processo, convicto de que “a verdade, baseada em factos, se imporá”.
O médico acrescenta que, por considerar tratar-se de um período politicamente sensível da vida política nacional, a poucos dias de um ato eleitoral, opta por não prestar esclarecimentos adicionais até 18 de maio.






