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Helena Fortes, mediadora imobiliária: “Conheço a burocracia em S. Vicente e sei o preço de mercado”

Move-se no mundo da mediação imobiliária com a segurança e sabedoria de uma profissional experiente. Antiga comercial do condomínio Pombas Brancas, onde trabalhou por dez anos, Helena Fortes é hoje uma empresária independente, que aposta na venda de terrenos e aluguer de residências. 

Para o efeito, fundou em Junho de 2018 a HF-Mediação e Imobiliária, a saída que encontrou para contrariar o desemprego. “Depois que fui para o desemprego trabalhei com a amiga Helga Fonseca, que tinha na altura a empresa de mediação imobiliária Casa pa bô. Entretanto ela assumiu um outro projecto em Santo Antão e decidi passar a trabalhar por conta própria”, esclarece. 

Passados quase dois anos, Helena Fortes não tem dúvidas que fez a opção correcta ao apostar na sua empresa, apesar dos riscos próprios da actividade que abraçou. Após desbravar um caminho tortuoso, sente que o seu empreendimento começa a encontrar o rumo certo, a conquistar a confiança dos clientes. “Hoje sou procurada por muita gente que quer vender um lote de terreno ou colocar os seus espaços de aluguer”, afirma a empresária, que tem neste momento um lote de propriedades à disposição em S. Vicente, no Sal, Boa Vista e Santiago. 

Por uma questão estratégica, esta empreendedora decidiu, no entanto, estabelecer parceria com congéneres nas outras ilhas e centrar a sua intervenção em S. Vicente, mercado que conhece como a palma da mão. “Posso dizer que tenho o domínio da burocracia em S. Vicente e conheço o preço de mercado”, enfatiza Helena Fortes, para quem o grande problema na cidade do Mindelo, e provavelmente no resto de Cabo Verde, é a falta de uma tabela de preços usada pelos mediadores. Por esta razão, diz, cada um tende a colocar o preço que lhe der na gana, o que acaba por dificultar a venda das propriedades e dar espaço à especulação imobiliária.

Enquanto empresa, a HF-Mediação e Imobiliária usa as suas cartas para se movimentar no mercado. Uma delas é a publicidade. Segundo Helena Fortes, desde que inseriu um banner no Mindel Insite a procura pelos seus serviços disparou. Segundo a empresária, tem sido abordada por pessoas residentes em Cabo Verde e emigrantes dispostos a negociar os seus imóveis. “A publicidade mostra ser uma ferramenta eficaz, que vem reforçar a chamada boca-a-boca, que é também muito eficiente”, realça Helena Fortes.

Estabelecida uma base de acordo, a empresa tem por norma analisar toda a documentação existente, saber se os terrenos estão devidamente legalizados. A partir desta análise inicia o expediente burocrático com a Câmara Municipal, o Cartório e o Notariado. Resolvida essa parte, o passo seguinte é estabelecer um “preço justo” e encontrar um cliente. 

“O preço depende da localização do lote, do tamanho e do tipo de construção que o cliente pretende fazer. Uma coisa é uma residência própria, outra é uma residencial, por exemplo. No entanto, damos sempre conselho aos donos porque há uma tendência para se exagerar no preço”, frisa essa mediadora, que ganha uma percentagem quando for concluída a transação.

Para ela é essencial que todas as partes fiquem satisfeitas e o negócio seja concluído no menor espaço de tempo. E há factores que podem concorrer para esse desfecho, um deles o tipo de contrato que fecha com o dono do terreno, por exemplo um acordo de exclusividade.

O foco da HF – Mediação e Imobiliária é a venda de terrenos e aluguer de residências. No entanto, como há clientes que precisam de um projecto de arquitectura e de alguém para acompanhar a construção da obra, estabeleceu uma parceria com a arquitecta Sandra Galina, gestora da empresa Micadinaia, que se ocupa dessa parte.

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