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Ex-espião venezuelano extraditado para Estados Unidos

Menos de uma semana após a extradição do diplomata Alex Saab de Cabo Verde para os Estados Unidos, ontem um tribunal espanhol ordenou o envio de um ex-chefe dos serviços de espionagem venezuelanos para a América, onde é procurado por tráfico de droga e pertença a uma organização terrorista. O major-general na reserva Hugo Carvajal que, durante mais de uma década, aconselhou o então líder venezuelano Hugo Chávez e depois se afastou do seu sucessor, lutava contra a extradição desde que foi detido em Espanha, em abril de 2019.

Carvajal conseguira evitar a extradição para os Estados Unidos quando foi intercetado em Aruba, em 2014, com base nas mesmas acusações de Nova Iorque em que as autoridades espanholas atuaram. Na altura, regressou à Venezuela depois de escapar às autoridades locais e foi recebido como um herói.

Mas acabou por cortar relações com o Presidente venezuelano Nicolás Maduro, manifestando o seu apoio à oposição ao regime socialista de Maduro. Depois abandonou definitivamente a Venezuela.

Os procuradores do ministério público nova-iorquino alegam que Carvajal usou o seu alto cargo para coordenar o tráfico de cocaína da Venezuela para o México em 2006. Ele também terá fornecido armas às FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), na Colômbia, de acordo com o Departamento do Tesouro norte-americano, e ajudado a financiar as atividades desse grupo de guerrilha, facilitando o transporte de grandes quantidades de cocaína destinadas aos Estados Unidos através da Venezuela.

O Supremo Tribunal espanhol indicou que a polícia e os serviços prisionais de Espanha estarão encarregados da transferência de Carvajal para os Estados Unidos, mas não forneceram qualquer data.

Na semana passada, o Supremo Tribunal ordenou a extradição da antiga enfermeira de Chávez, que é acusada em Miami de branqueamento de dinheiro.

C/Dn.pt

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