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Detido segundo suspeito do desaparecimento de jornalista e activista no Brasil

A Polícia Federal informou na noite de ontem que prendeu mais um suspeito do desaparecimento do activista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. De acordo com a corporação, Oseney da Costa Oliveira, de 41 anos, conhecido como “Dos Santos”, foi detido em Atalaia do Norte, no Amazonas. Foram também cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Os agentes recolheram “alguns cartuchos de arma de fogo e um remo, os quais serão objeto de análise”.

Dos Santos é apontado como suspeito de ter participação no desaparecimento “juntamente com Amarildo da Costa Oliveira, vulgo ‘Pelado’, que já se encontra temporariamente preso. Após prestar depoimento será encaminhado para audiência de custódia na Justiça de Atalaia do Norte.

A investigação indica que o desaparecimento pode ter ocorrido entre as comunidades São Gabriel e Cachoeira, entre 7h e 9h de domingo. À PF, uma testemunha relatou ter visto um barco ocupado por Bruno e Dom. Em seguida, a embarcação de “Pelado” passou na mesma direção do barco da dupla.

Ontem, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) enviou ao Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda, uma nova manifestação contra a política do governo do presidente Jair Bolsonaro. O mandatário e acusado pela entidade pela prática do crime de genocídio e de crimes contra a humanidade por extermínio, perseguição e outros atos desumanos, no TPI. Soma-se ao processo agora a omissão da Fundação Nacional do Índio, os ataques sistemáticos sofrido pelos ianomâmis e o desaparecimento do activista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

A Apib já havia se manifestado no TPI em agosto de 2021 por conta da morte de 1.162 indígenas, de 163 povos, durante a pandemia de Covid-19, a. No documento de 148 páginas acusa Bolsonaro também de uma série de acções e omissões na gestão do meio ambiente. O texto sustenta que o desmantelamento das estruturas públicas de proteção socioambiental desencadeou invasões a terras indígenas, desmatamento e incêndios nos biomas. Agora, a entidade volta à Corte para acrescentar incidentes acontecidos no período de janeiro a maio de 2022, com um documento de 92 páginas.

C/ Globo

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