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Mindelense “apático” começa defesa do título nacional com derrota em casa frente ao Barreirense

O CS Mindelense começou a defesa do título nacional com uma derrota em casa frente ao Barreirense por uma bola a zero, numa partida em que os rapazes da ilha do Maio foram dominadores fundamentalmente na primeira parte. Ofensivos quanto baste, encontraram pela frente um leão com as garras encolhidas, mesmo jogando em seu território – o estádio Adérito Sena. Uma postura apática, como reconhece o capitão Toi Adão, que sequer encontrou explicação plausível para esse fenómeno tendo em conta a experiência da equipa liderada pelo técnico Almara.

Ciente do sistema de jogo dos rapazes do Maio, o Mindelense, conforme o próprio Toi Adão, facilitou o trabalho dos adversários perdendo a posse de bola de “forma infantil” em vários lances. Situações que, diz, o Barreirense aproveitou para fazer a transição, utilizando a sua capacidade física e velocidade.

Nos vários momentos em que o Barreirense rondou a baliza dos encarnados, coube ao guarda-redes Ken a tarefa de defender as suas redes. Porém, seria num lance de bola parada, aos 47 minutos do primeiro tempo, que fez uma defesa deficiente, colocando a bola na cabeça de Gerson. O atacante agradeceu a oferta e marcou o golo vitorioso do Barreirense.

Com o início da segunda parte, era esperado que o Mindelense assumisse as rédeas do jogo. No entanto, logo nos minutos iniciais o Barreirense atirou uma bola à barra da baliza adversária com um disparo de fora da área. A partir deste lance, a equipa maiense recuou no terreno e deu espaço de jogo aos “leões encarnados”. Os pupilos de Almara começaram a apresentar uma troca de bola mais solta e fizeram os milhares de adeptos presentes nas bancadas acreditarem na reviravolta. O Mindelense foi ganhando confiança, porém vários jogadores do Barreirense começaram a cair ao chão por suposta lesão muscular, obrigando a paragens sistemáticas do jogo. Para Toi Adão, esse comportamento configurou uma clara estratégia de antijogo.

Pelas contas do capitão do Mindelense, os jogadores do Barreirense fizeram isso mais de 15 vezes para quebrar o ritmo ofensivo do Mindelense. “Houve da parte do Barreirense muito antijogo e não se deve jogar o futebol dessa forma. Futebol é ritmo, mas, quando jogadores da equipa adversária caem ao relvado tantas vezes isso já é demais. Foi a estratégia que assumiram, não vou aprofundar-me nesse quesito, mas o certo é que o Mindelense perdeu o jogo”, reconhece Toi Adão.

Tidjon, jogador do Barreirense, negou, entretanto, que a sua equipa tenha feito antijogo. O atleta justificou essa situação com o cansaço da viagem dos jogadores da ilha do Maio para S. Vicente, com paragem na cidade da Praia. Na sua óptica, a formação maiense mereceu a vitória porque esteve sempre focada no seu objectivo e seguiu os conselhos do treinador para nunca desistirem. “Sabíamos que vínhamos defrontar o campeão nacional e que íamos jogar contra uma equipa forte. Criamos várias oportunidades de golo e nunca desistimos do nosso objectivo”, enfatiza Tidjon, que dedicou a vitória à ilha do Maio. Aproveitou a oportunidade para pedir à população para acreditar na capacidade da equipa do Barreirense.

Conquistados os três pontos, o Barreirense espera conseguir mais uma vitória frente à formação do Botafogo no jogo da segunda jornada. Já o Mindelense, segundo Toi Adão, continua com o objectivo intacto. Como disse, o que conta não é como as coisas começam, mas como terminam.  “Vamos fazer as contas no final”, avisou. O próximo jogo será contra a Académica do Mindelo, que venceu no sábado o Botafogo por 4 a 2, na ilha do Fogo.

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