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Autogolo de CV “oferece” vitória à Nigéria: Bubista admite que equipa esteve “uns furos” abaixo do normal

O técnico Bubista admitiu que a seleção, em particular o sector ofensivo, esteve uns “furos” abaixo do normal frente à formação da Nigéria e que foi difícil digerir o autogolo que deu a vitória à equipa adversária no estádio Adérito Sena, em S. Vicente. No entanto, o treinador realçou que é preciso reconhecer o valor dos adversários, que há anos não perdem uma partida de qualificação para os mundiais de futebol. Mesmo assim Bubista ficou satisfeito com o esforço dos seus pupilos nessa partida que, disse várias vezes, era para ganhar.

Nos primeiros 15 minutos, Cabo Verde fez acreditar que os três pontos estavam ao alcance. Entrou ao ataque, dominando a circulação do esférico e aos 18 minutos inaugurou mesmo o placar com um potente remate de Dylan dentro da grande área.

Bubista

A euforia tomou conta dos poucos adeptos presentes no estádio, mas foi sol de pouca dura. A Nigéria reagiu, assumiu a posse de bola e remeteu Cabo Verde ao seu meio-campo. Os “tubarões azuis” deixaram de repente de atacar, limitando-se a aguentar a pressão. E, como já era fácil de prever, surgiu finalmente o golo de empate por Ejuke Chidera, na sequência de uma jogada confusa na pequena área do guarda-redes Vozinha.

O técnico Bubista admite que a sua equipa perdeu fulgor após o golo. Como diz, o golo tem a tendência de levar quem marca a retrair-se, quando não é obrigado pelos adversários a recuar. E, perante a Nigéria, Bubista vai mais para a segunda opção.

No segundo período, quando era esperada uma resposta à altura do início da partida, Cabo Verde continuou pouco ofensivo e a perder passes. Muitas vezes quem tinha o esférico não encontrava a quem o entregar, principalmente no meio-campo. “Quando tínhamos a posse da bola, o meio-campo não se movimentava e fechava as linhas de passe. Perdemos muitos passes devido a esta situação”, reconhece Bubista.

Cabo Verde não marcava, mas não sofria. Até que a 3 minutos do tempo regulamentar, um passe atrasado de Kenny para Vozinha resultou num autogolo que gelou o estádio Adérito Sena. O guarda-redes estava fora dos postes e bem que tentou desviar a bola da baliza. Nigéria agradeceu a oferta e defendeu o score com unhas e dentes até o apito final.

Foto: Mindel Insite

“É sempre difícil gerir um autogolo. Pena que surgiu quando estávamos a tomar conta do jogo e com a equipa refrescada”, comenta Bubista, que evitou, no entanto, culpabilizar os jogadores envolvidos no lance. Como disse, num jogo há erros que se cometem no ataque, no meio-campo e na defesa. “Só que, quando acontecem no sector recuado, são normalmente fatais”, frisa o técnico, para quem jogar com uma equipa da dimensão da Nigéria requer uma alta concentração.

Nesta partida, Bubista teve que adaptar os seus planos à última hora, devido a ausência de Stopira e Helder Tavares, que testaram positivo para Covid-19. Mesmo assim, o técnico enfatiza que esse contratempo não pode ser apresentado como desculpas pela derrota.

Perder com a Nigéria atirou Cabo Verde para o fundo da tabela do grupo C, com apenas um ponto, conquistado no empate com a República Centro Africana, nos Camarões, na primeira jornada.

Questionado se as contas já ficaram baralhadas para Cabo Verde, Bubista respondeu que ninguém ganha ou perde uma qualificação em apenas duas jornadas. Para o treinador, o objectivo continua a ser o mesmo, continuar a lutar pela qualificação. E o próximo adversário é a Libéria.

Nigéria

Foi difícil, segundo o técnico da Nigéria, defrontar Cabo Verde em casa. “Foi um jogo difícil porque Cabo Verde tem uma boa seleção”, argumenta o treinador, que teve de reconstruir a equipa nigeriana depois de perder 10 jogadores que militam em clubes ingleses.

Segundo Gernot Rohr, felizmente que a Nigéria tem bons fuesptebolistas alhados por toda a parte do mundo e foi possível manter o nível da equipa.

Com duas vitórias conquistadas, a Nigéria lidera o grupo C e, garante Rohr, o foco é ficar em primeiro lugar.

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