Cidade da Praia

Cabo Verde totaliza 380 casos do novo coronavirus

Cabo Verde chega a 380 casos confirmados do novo coronavirus, com o registo hoje de mais nove casos positivos no concelho da Praia, de um total de 104 amostras analisadas ontem no laboratório de virologia, actualiza o ministério da Saúde e da Segurança Social no comunicado diário.

O documento revela que 85 destas amostras eram do concelho da Praia, das quais nove foram positivas e 76 negativas. Neste lote de negativos, 13 eram de doentes em seguimento. Foram analisadas ainda uma amostra do Tarrafal e quatro de São Vicente, todos com resultado negativo. 

Do total das 104 amostras, constavam ainda três do Hospital Ramiro Figueira na ilha do Sal e uma do Hospital São Francisco de Assis, sendo que todas tiveram resultados negativos. Estão pendentes três amostras. 

Fora analisadas ainda sete exames de controlo de doentes em seguimento do concelho da Praia, cujos resultados se mantiveram. Ainda assim, o município conta com 13 doentes recuperados, elevando o total para 97. Cabo Verde conta com 155 doentes curados e três óbitos de um dos 380 casos acumulados de Covid-19 deste que o primeiro testes deu positivo. 

Todos os doentes com infeção ativa, continuam em isolamento e com evolução favorável, com exceção de um está em estado grave, pontua o MSSS, que volta a reforçar o apelo para que as pessoas fiquem em casa.

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Professores

Docentes com contratos precários ponderam impugnar novo concurso de recrutamento: “Injusto, desnecessário e discriminatório”, dizem

Um grupo de professores do Ensino Básico e Secundário com contratos de trabalho a termo certo com habilitações especificas para o ensino procurou o Mindelinsite para denunciar a sua situação de precariedade laboral. Dizem que desempenham as funções há mais de dois anos, antecedido, em cada ano lectivo de um novo concurso de recrutamento porque os seus contratos de trabalho não são renováveis. O próximo deverá ser lançado esta segunda-feira, 25, mas, jogando na antecipação, requerer a sua impugnação, alegando que este é injusto, desnecessário e discriminatório. 

“Somos 122 professores, a nível nacional, nestas condições. E em breve, possivelmente na próxima semana, o Ministério da Educação vai lançar um novo concurso para recrutar 250 docentes. Porque não aproveitar os que já estão ao serviço e lançar um concurso para recrutar caras novas?”, interroga um dos docentes, que se mostra agastado com esta exigência quando uma boa parte de colegas entra ao serviço sem passar por qualquer teste.

Já participamos de vários concurso. Normalmente o ME abre um número de vagas reduzido de vagas para a quantidade da demanda. Depois acabam por recrutar professores que reprovaram no teste e mesmo alguns que sequer participaram. E todos ficam em igualdade de circunstancia”, desabafa um outro, que cita o exemplo de alguns colegas que reprovaram e depois foram chamados para dar aulas e outros que sequer fizeram o teste.

Esta situação, afirmam, decorre da crónica falta de professores, o que leva estes docentes com um, dois ou mais anos de serviço a questionar a utilidade de tal concurso. “Deviam contratar os 122 que foram aprovados e abrir novas vagas para os que vão concorrer pela primeira vez. Este é o entendimento dos Delegados e Educação e das direcções das escolas onde leccionamos, que prometeram dar um parecer positivo para a nossa permanência nos postos. É isso que nos motiva a impugnar o concurso.”

Munidos de coragem este grupo de docentes enviou uma carta à Ministra da Educação, com conhecimento da Direcção Nacional de Administração Pública. Na missiva relatavam a sua situação, com enfoque no facto de participarem anualmente em concurso para provimento de vagas que, na sua maioria não são de natureza temporária, tendo em conta que se destinam a substituir professores transferidos, aposentados, ou outros.

Dizem ainda serem docentes habilitados com cursos de licenciaturas no ramo do ensino, ministrados por instituições credenciadas e prestigiadas, nomeadamente a Universidade de Cabo Verde. Acreditam, por isso, ter os requisitos profissionais similares aos nomeados ou com contratos renováveis. No entanto, contrariamente a estes últimos, os seus contratos não são renováveis, pelo que se veem todos os anos obrigados a submeter-se a concursos de recrutamento para, desnecessariamente, demostrarem posse de requisitos para o preenchimento de vagas. 

“A submissão sistemática a concursos de recrutamento, além de constituir um tratamento injusto, desnecessário e discriminatório, traduz-se num procedimento administrativo moroso e que acarreta encargos para o concurso”, lê-se no documento, datado de 23 de março e que infelizmente  não teve resposta. Razão porque decidiram fazer a denuncia na imprensa. 

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Artur Correia 2

DNS garante que paciente que fugiu do HBS não é doente de Covid-19

O Director Nacional da Saúde garantiu em comunicado enviado agora à noite à imprensa que o paciente evacuado do Hospital Agostinho Neto para o Hospital Baptista de Sousa, que fugiu não é um doente de covid-19. Artur Correia fez este esclarecimento após ouvir as direcções destes hospitais.

De acordo com este responsável, o paciente fez testes de covid-19 tanto no HAN, como no HBS, ambos com resultados negativos. Entretanto, admite que devia e deve cumprir um período de quarentena de 14 dias. “Neste momento, o paciente encontra-se a cumprir o seu período de quarentena”, acrescenta. 

Artur Correia aproveitou para apelar aos cidadãos, autoridades e instituições a cumprirem e a fazerem cumprir, com rigor e responsabilidade, as normas e recomendações emanadas pelas autoridades competentes, no sentido de garantir as melhores condutas para a prevenção e controlo da COVID-19, no país.

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Militares

Capturado fuzileiro evacuado da Praia que fugiu do HBS

Já foi capturado e colocado em quarentena obrigatória seguida pela Delegacia de Saúde de São Vicente o indivíduo evacuado da ilha de Santiago para tratamento no Hospital Baptista de Sousa. Trata-se de um jovem de 28 anos, fuzileiros das Forças Armadas, instituição que vai ter agora de descobrir como e o porquê da fuga. 

Em declarações ao Mindelinsite, o Delegado de Saude de São Vicente explicou que o indivíduo fugiu na madrugada de hoje. De imediato, foram avisados pelo Hospital Baptista de Sousa e accionaram a Policia Nacional e as Forças Armadas e foi capturado por volta das 13h.

“Trata-se de um doente de São Vicente, que foi evacuado da Praia. Chegou no HBS e foi visto por um médico e internado na enfermaria de investigação daquela estrutura de Saúde para ser acompanhado”, relata Elisio Silva.

Foi capturado na sua residência e, ao ser confrontado, alegou que fugiu porque estava a sentir-se bem e não ia ficar no hospital. O DS admite que não sabem como conseguiu fugir, tendo em conta que se encontrava no espaço reservado. “Cabe à instituição militar apurar como conseguiu sair e decidir ou não por uma punição. Lembro que o indivíduo é fuzileiro naval. Da parte dos serviços de saúde, foi colocado em quarentena obrigatória”, refere.

O indivíduo chegou ontem à ilha de São Vicente num voo sanitário proveniente da ilha de Santiago com indicação cirúrgica. A directora do HBS confirma que o hospital tem estado a receber pacientes das outras ilhas para cirurgias de orto-traumatologia devido a uma avaria no equipamento de imagem do Hospital Central da Praia. 

A directora do HBS confirma que o paciente não apresentava sintomas e descarta risco, alegando que tomaram todas as precauções. Foram transportados numa ambulância própria e isolados na enfermaria de transição até terem certeza que não estão infectados com Covid-19.

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HBS

Doente evacuado da Praia foge do Hospital Batista de Sousa

Um dos dois doentes evacuados ontem da ilha de Santiago para S. Vicente num voo sanitário com indicação cirúrgica fugiu do Hospital Baptista de Sousa. Esta noticia caiu que nem uma “bomba” em S. Vicente porque, de acordo com fontes Mindelinsite, os doentes foram sujeitos apenas a testes de anticorpos, que não garantem grande fiabilidade. 

Ao que tudo indica, os dois evacuados chegaram ao aeroporto de S. Vicente e foram encaminhados para o Hospital Baptista de Sousa, onde foram colocados em isolamento. Entretanto, um dos pacientes, que é de São Vicente, terá fugido do hospital e ainda não foi encontrado.

“Informações que circulam é que o doente que fugiu não tinha indicação cirúrgica. Era de S. Vicente e quis vir para fugir da pandemia da Covid-19 no concelho da Praia. O problema é que ninguém sabe se os doentes evacuados estão ou não contaminados porque foram submetidos ao teste rápido.”

Para as nossas fontes, trazer pessoas de uma ilha com covid-19 activa para S. Vicente é uma irresponsabilidade enorme, principalmente sem sujeitar estes pacientes a um teste PCR, que é mais fiável. O mais grave, dizem, é que um dos doentes conseguiu fugir das estruturas de saúde e pode estar neste momento em contacto com familiares e outras pessoas, colocando a ilha de São Vicente em riso. “Pelo que sabemos, o outro doente, com indicação cirúrgica, continua em isolamento no HBS. Mas penso que foi um risco desnecessário evacuar doentes, nesta altura, sem um teste PCR.”

Confrontado pelo Mindelinsite, a directora do Hospital Baptista de Sousa confirmou que o hospital recebeu ontem doentes provenientes da ilha de Santiago, decorrente de uma evacuação por razões cirúrgicas e que um dos pacientes, natural de São Vicente, fugiu. Ana Margarida Brito garante que as evacuações cirúrgicas são habituais e não acarretam risco. 

“Tomamos todas as precauções necessárias. Os pacientes são recolhidos numa ambulância própria e são isolados. No HBS tomamos todos cuidados e depois fazemos testes com zaragatoas para confirmar a sua condição”, revela. No caso, o paciente que fugiu deveria ser submetido a testes.

Trata-se de um jovem do sexo masculino, que já está a ser procurado pela Delegacia de Saúde. De acordo com Ana Margarida Brito, veio com documentos de evacuação. mas pelos vistos era um repatriamento.

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Covid-19

Covid-19: Mais nove pessoas testam positivo no concelho da Praia

O concelho da Praia registou mais nove casos de infecção pelo novo coronavirus, informou o ministério da Saúde e da Segurança Social em comunicado. Foram analisados um total de 85 amostras, sendo 64 das quais da Praia.

Dessas 64 amostras do concelho da Praia, 55 deram resultado negativos, sendo que 12 eram de pacientes confirmados em seguimento. Foram analisadas quatro amostras do concelhos do Tarrafal e todas foram negativas, incluindo um de doentes em seguimento, e estão 11 pendentes. 

De acordo com MSSS, foram realizados seis exames de controlo de doentes em seguimento no concelho da Praia e os resultados se mantiveram. Pelo que hoje, aquele município registou mais 11 casos recuperados, passando a contar com 84 doentes curados. Tarrafal de Santiago também registou um paciente recuperado. 

A nível nacional o país contabiliza neste momento 371 casos acumulados de covid-19, 142 pacientes recuperados e três óbitos. Diz a tutela que todos os doentes com infeção activa, continuam em isolamento e com evolução favorável, com exceção de um doente que se encontra em estado grave. 

Avisa ainda que, neste momento, as autoridades sanitárias estão a efectuar testes rápidos de despistagem gratuita em vários bairros da cidade da Praia, designadamente Vila Nova, Ponta D’ Agua, Eugenio Lima e Achada Grande.

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Svicente panorama

Covid-19: Taxa nacional de recuperação de doentes chega a 36%

A taxa nacional de recuperação de doentes contaminados com o novo coronavirus é de 36%, revelou o Director Nacional da Saúde, Artur Correia, que considera este resultado “positivo”. São, no total, 130 pacientes curados, dos quais 74 no concelho da Praia, 53 na Boa Vista e três em São Vicente,  para 362 casos confirmados no país desde que foi anunciado o primeiro caso.

Em dia de boas novidades, segundo o DNS, Cabo Verde registou apenas dois casos suspeitos, sendo ambos da ilha de Santiago, mais precisamente do concelho da Praia. “Não temos nenhum outro caso confirmado a nível nacional e tivemos apenas seis novos casos diagnosticados no concelho da Praia. Também tivemos uma redução significativa do número de doentes internados. Neste momento temos 227 casos em isolamento, dos quais 223 no concelho da Praia, dois no Tarrafal e dois em S. Cruz.”

Outra boa boa noticia foram os 35 doentes que tiveram alta no concelho da Praia, número que coloca a capital a liderar a taxa de recuperação a nível nacional. Também diminuíram a quantidade de pessoas em quarentena em todas as ilhas e concelhos onde havia casos confirmados, o que para Artur Correia é mais um bom sinal da dinâmica da epidemia. Mas S. Filipe entrou para esta estatística com três pessoas em quarentena, uma realidade que deverá mudar logo que o resultados dos exames sair. 

“Hoje a esposa e o filho bebé, contactos do primeiro caso importado da covid-19 no concelho da Praia, tiveram alta, saírem recuperados”, comemorou o DNS, isto numa altura em que o concelho da Praia já responde por 81% dos casos positivos diagnosticados no país. No entanto, diz, a situação está estável tanto na Praia, como nos demais concelhos da ilha de Santiago.

Testes rápidos 

Desde o inicio deste mês de maio as autoridades de saúde começaram a fazer testes rápidos à covid-19 em todo Cabo Verde, com maior incidência no concelho da Praia onde já foram realizados um total 2200 testes e na ilha da Boa Vista onde foram feitos 800. Hoje as estruturas de Saúde montaram tendas em vários bairros mais afectados pela epidemia da Covid-19. 

Montamos tendas em Vila Nova, Ponta d’ Agua, Achada Santo Antonio, Cobom, Tira-Chapéu e Achada Grande Frente. E os dados são muito encorajares. Não estamos a encontrar muitos positivos e os testes têm servido também para fazer uma triagem das pessoas que serão confirmados testes PCR”, detalha Correia, realçando que este procedimento dá um direccionamento mais fiável para se fazer os testes PCR e fornece informações de circulação do vírus na comunidade.  

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Cidade da Praia

Covid-19: 295 contaminados e 73 curados no concelho da Praia

O ministério da Saúde e Segurança Social confirmou hoje mais seis novos casos da Covid-19, elevando assim para 295 pessoas infectadas no concelho da Praia e 362 em todo o Cabo Verde desde o registo do primeiro paciente com a doença. A capital destaca-se igualmente com o registo de 35 casos recuperados, chegando agora a 73 pacientes curados. 

O comunicado emitido no inicio da tarde de hoje revela que o laboratório de virologia analisou um total de 117 amostras, das quais 116 do concelho da Praia. Destas, seis testaram positivo e 93 negativos, sendo que 35 eram de doentes em seguimento. De uma assentada, Praia reduziu o número de activos na capital. 

Dos restantes concelhos da ilha de Santiago – Tarrafal e Santa Cruz – vieram duas amostras, que testaram negativo, estando no entanto pendente um exame. “Foram realizados 15 exames de controlo de doentes do concelho da Praia, cujos resultados se mantiveram”, lê-se na nota, que realça o facto de Cabo Verde ter registado até o momento 362 casos casos confirmados.

Entretanto, o ministério da Saúde revela que o concelho da Praia registou nas últimas 24 horas 35 casos recuperados, passando o número total de curados na capital para 73 e, a nível nacional, para 130. “Os doentes com infecção activa continua em isolamento e com evolução favorável, com excepção de um que se encontra em estado critico”, acrescenta. 

Outra novidade avançada hoje pela total é a instalação de tendas em diversos bairros do concelho da Praia onde a população pode realizar, de forma gratuita, testes rápidos para detecção de anticorpos. Apesar disso, a tutela continua a apelar as pessoas para ficarem em casa e tomar os devidos cuidados para evitar a propagação da doença.

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Ensino à distancia

DG do Emprego quer regular formação profissional à distância em Cabo Verde

A Direcção Geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais vai apresentar ao Governo um diploma para regulamentar a formação profissional à distância em Cabo Verde. Em comunicado, explica que, em parceria com as Nações Unidas, através do programa de Apoio ao Emprego, Empregabilidade e Inserção em Cabo Verde (Jov@Emprego), decidiu avançar com uma consultoria especializada para elaborar um diploma legal que estabeleça o regime jurídico para implementação da Formação à Distância (FaD). A sua aprovação pelo Concelho de Ministério deverá acontecer em julho deste ano.

Como justificação para esta medida, a DG do Emprego refere que, sendo Cabo Verde um país insular, a descontinuidade territorial provoca isolamento, privando os cidadãos de muitos serviços e direitos básicos para o seu desenvolvimento individual e social logo, a Formação à Distância (FaD) é de extrema importância para o desenvolvimento de Cabo Verde, e em particular da formação profissional. 

No entanto, prossegue, para que essa metodologia seja implementada serão necessários um conjunto de instrumentos, de acompanhamento, seguimento, avaliação, e certificação dos formandos, dos formadores, da acreditação dos cursos (processo ensino/aprendizagem), através de um trabalho articulado entre a UC-SNQ. Trata-se da única entidade com legitimidade na matéria, de acordo com o Decreto-Lei no 7/2018, Capitulo II art.o. 8, do número 2f), e a Direção Geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais (DGEFPEP). 

É neste sentido que, afirma, em parceria com as Nações Unidas, através do programa de Apoio ao Emprego, Empregabilidade e Inserção em Cabo Verde (Jov@Emprego), vai avançar com uma consultoria especializada para elaborar um diploma legal que estabeleça o regime jurídico para implementação da Formação à Distância (FaD). 

Segundo a DG do Emprego, a Formação à Distância surge como uma alternativa eficaz, assente na integração das tecnologias de informação e comunicação (TIC), nos processos de ensino e aprendizagem como meio para que todos tenham acesso à formação, em condições de igualdade, independentemente da sua situação geográfica, mas no respeito a normas e procedimentos de molde a garantir a credibilidade do processo, a transparência e rigor na certificação para que seja aceite pelo mercado. 

A FaD, de acordo com o comunicado de imprensa, é vista como o elemento de união de pessoas em locais distintos, mas que podem se relacionar em tempo real, proporcionando oportunidades de aprendizado em locais que não têm a possibilidade de frequentar o ensino presencial. 

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hidroxicloroquina covid

Protocolo terapêutico da Covid-19, que contempla uso de Hidroxicloroquina, será revisto em Cabo Verde

O protocolo para tratamento dos doentes de Covid-19 em Cabo Verde, e que abre a possibilidade de os médicos recorrerem ao uso da Hidroxicloroquina nos casos mais graves, será alvo de revisão. A actualização desse instrumento tem a ver com as evidências científicas sobre a ineficácia de certos medicamentos na terapêutica da enfermidade, como é o caso da Cloroquina, que foi visto inicialmente como indicado para tratar a infecção. No entanto, estudos recentes vieram indicar que o fármaco não se adequa ao tratamento da Covid-19, pelo contrário há indícios que pode inclusivamente aumentar o risco de morte dos pacientes vítimas do novo coronavírus.

Em Cabo Verde, conforme Jorge Barreto, as autoridades sanitárias optaram por autorizar a Hidroxicloroquina, que é um medicamento parecido com a Cloroquina, mas com a vantagem de ter menos efeitos adversos nos doentes. “No nosso protocolo não indicamos directamente que a Hidroxicloroquina seja um dos tratamentos de eleição. Na altura em que o protocolo foi feito existiam algumas experiências sobre tratamento em alguns países, como a China e a Alemanha, e que ainda estava em investigação. Colocamos as alternativas entre as quais a Hidroxicloroquina e a Cloroquina, mas a Hidroxicloroquina é o que temos disponível”, explica esse coordenador do grupo de trabalho da Subcomissão Cientifica-técnica sobre Prevenção e Controlo de Doenças. Jorge Barreto acrescenta que nesse protocolo foi deixada às equipas médicas a possibilidade de prescreverem a Hidroxicloroquina se entenderem, após discussão, que esse medicamento pode ajudar a resolver um determinado caso. 

Agora o cenário pode mudar de figura com a revisão desse instrumento de trabalho. “Vamos ter de rever o protocolo a ser usado e ver o que se decide para o tratamento dos doentes em estado grave ou que apresentem um quadro que pode evoluir pra uma situação de maior gravidade”, frisa Barreto, lembrando que, em situação de desespero, os médicos podem usar os recursos necessários, sempre com o objectivo de salvar vidas.

KzB

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