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FCF abre o jogo sobre caso Ryan: “Não fomos notificados de nada; existe a presunção da inocência; Ryan não é uma pessoa agressiva”

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O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol abriu o jogo sobre o caso Ryan Mendes numa entrevista concedida à TCV, na qual garantiu que ainda a instituição não recebeu nenhuma notificação formal das autoridades acerca das suspeitas de estupro que pendem sobre o capitão dos “Tubarões-azuis” e salientou ainda que, conforme dizem as notícias divulgadas a nível internacional, o processo está na fase de investigação. Logo, frisa o responsável da FCF, não existe nenhuma acusação oficial contra o atleta.

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Mário Semedo garante que a federação tem estado a acompanhar a situação “com prudência”, um episódio que, sublinha, acabou por ganhar enorme projeção internacional logo após o apuramento de Cabo Verde aos 16avos da Copa do Mundo, fruto de 3 empates com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. “Depois de um grande feito da nossa seleção, que é nossa passagem para os 16avos, surgiu de facto esta notícia nas redes sociais e na comunicação social. Não temos muita coisa a dizer sobre esta matéria. Em primeiro lugar porque a Federação não foi notificada de absolutamente nada; em segundo lugar, conforme as notícias, é um processo em investigação. Convém que as pessoas deixem as coisas decorrerem até terem um desfecho. Depois disso podemos ter uma posição mais fundamentada”, declarou Mário Semedo à reportagem da TCV.

O dirigente lembra que há um princípio básico na Justiça, que é a presunção da inocência do acusado e volta a sublinhar que não há neste momento nada formalizado contra qualquer jogador da seleção, mormente Ryan Mendes. O citado dirigente desportivo deixou bem claro, entretanto, que a FCF, assim como todas as instituições cabo-verdianas, não aprova nenhuma forma de violência. “Está fora de questão”, exclama Mário Semedo, que diz conhecer Ryan há coisa de 16 anos enquanto jogador da seleção. Lembra que o atleta começou a vestir a camisola dos “Tubarões-azuis” quando ainda era praticamente menino e que, durante todo este período, nunca viu qualquer traço de agressividade da parte do jogador. Mesmo os amigos de infância, prossegue, descrevem Ryan como uma pessoa calma e respeitadora dos outros.

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“As pessoas agressivas demonstram um comportamento completamente oposto ao de Ryan. Ele é uma pessoa calma e respeitadora, por isso é o capitão da equipa, função esta aceite com naturalidade pelo grupo”, frisa Semedo, acentuando que a preparação para o jogo desta sexta-feira decorre na normalidade. Assegura que a principal preocupação da FCF é manter a equipa coesa, totalmente focada na missão contra Argentina e voltar a fazer história. Na sua perspectiva, a divulgação do caso, e a forma como está sendo tratada, pode voltar o grupo ainda mais forte e determinante.

“São situações que acontecem no mundo do futebol. E muitas vezes sabemos quais as suas reais motivações”, disse Semedo, para quem há apenas um caso sob investigação em que uma parte considera que tem a ração do seu lado.

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FIFA diz tratar qualquer denúncia com “máxima seriedade”

A FIFA afirmou ontem que trata com a “máxima seriedade” qualquer denúncia de conduta imprópria de jogadores ou dirigentes e que dispõe de um processo claro para que qualquer pessoa envolvida com o futebol possa comunicar um incidente. Em comunicado enfatizou que a organização e os seus órgãos judiciais independentes não comentam, “regra geral”, sobre denúncias que possam ou não ter recebido, nem confirmam ou negam a existência de investigações em andamento sobre supostos casos. Se for preciso tornar alguma informação pública, diz, isto será feito “no momento e da forma” mais apropriados.

“A FIFA está em contato com as autoridades da Nova Zelândia. Neste momento, não faremos comentários adicionais”, diz a federação sobre as suspeitas que recaem sobre o capitão dos “Tubarões-azuis”, que, conforme a imprensa internacional, está a ser investigado por, alegadamente, ter violado uma jovem brasileira durante um estágio na Nova Zelândia.

Ryan está a ter, no entanto, um grande apoio dos adeptos cabo-verdianos nas redes sociais. Quase todos consideram que o objectivo da divulgação da notícia nesta fase será desestabilizar a seleção e contrariar a trajetória dos “Tubarões-azuis” na Copa.

C/TCV e JN.pt

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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