Os três dadores de rins envolvidos nos transplantes realizados no dia 16, em São Vicente, receberam alta hospitalar 48 horas após a cirurgia, sem complicações e em bom estado de saúde. A informação foi avançada à Rádio Morabeza pelo médico português Norton de Matos, cirurgião vascular e coordenador da missão de transplante renal em Cabo Verde.
“Estão bem, estão sem dores, sem problema nenhum. Vão para casa em 48 horas, porque a técnica que se usa é a colheita laparoscópica. Portanto, esta tecnologia permite isto. Os doentes vão para casa, já estão fora do hospital. É uma maravilha, estamos encantados”, disse o especialista, salientando que a recuperação rápida foi possível graças à utilização de uma técnica minimamente invasiva. Ele que enalteceu na entrevista as vantagens do transplante para o doente, que, diz, deixa de estar dependente de uma hemodiálise três vezes por semana e passa a ter autonomia para fazer o que quiser.
O médico voltou a defender a actualização da legislação cabo-verdiana sobre a doação de órgãos, de forma a permitir que pessoas sem laços de consanguinidade, como cônjuges e familiares adoptivos, possam igualmente ser dadoras. Na sua opinião, a Lei está ligeiramente antiquada porque só permite colheitas em dadores vivos consanguíneos. Elucida que, neste momento, marido e mulher não podem dar um ao outro, o que, para ele, não faz sentido.
Na passada segunda-feira, dia em que Cabo Verde marcou a sua estreia no Mundial, acontecia no hospital Baptista de Sousa outro feito histórico: a realização de 3 cirurgias de transplante renal.







