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Steven Rocha confirma ter cancelado a bolsa de estudos atribuída a Vanilson Alves, em 2025: “Se é uma ‘fake’, logo, não existe”

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O director do concurso Miss e Mister Inter-Liceus de Cabo Verde” confirmou ao Mindelinsite que cancelou a atribuição da bolsa de estudos a Vanilson Alves, vencedor da edição de 2025, e assegurou que a inusitada medida tem respaldo no Regulamento do evento. Explica que tomou a decisão como resposta à insinuação de Ilsevania Alves, mãe do modelo, de que o prémio seria uma “fake” e que só isso poderia justificar o facto de o jovem ainda não ter ido estudar em Portugal, como era suposto.

“Vanilson iria no ano lectivo 2027, mas, confirmo, já não há nenhuma bolsa de estudos para a sua pessoa da nossa parte. Estamos a retirar-lhe o prémio”, afirmou quando abordado pelo nosso jornal para reagir à denúncia de Vanilson e Ilsevania Alves sobre a polémica em torno do prémio. Questionado se poderia tomar assim tamanha medida, Steven Rocha assegurou que a sua atitude tem suporte no Regulamento. Reforçou ainda que essa opção é lógica visto que a própria mãe do vencedor do concurso considera que se trata de uma farsa. “Ora, se é uma ‘fake’, logo, deixa de existir. E foi isso que decidi fazer!”, reagiu Steven Rocha, que diz aguardar os conteúdos das denúncias para saber se pode abrir processos judiciais por alegada difamação.  

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Vanilson Alves, relembra Steven Rocha, ganhou a bolsa de estudos no concurso de 2025, que foi realizado em abril, na cidade do Mindelo. Adianta que, entretanto, ele resolveu mostrar interesse em viajar para Portugal passado um tempo, quando as matrículas para os alunos internacionais já estavam encerradas. “Normalmente, o vencedor do prémio tem de apresentar a sua candidatura ao curso no website da escola e aguardar para ser aceite e poder iniciar o processo de pedido de visto. O seu nome é enviado pela escola para os serviços competentes para facilitar a atribuição do visto”, esclarece. Assim sendo, ficou a hipótese de ser em 2026.

Só que, conforme o director do concurso, Vanilson Alves resolveu informá-lo da intenção de ir estudar este ano faz poucos dias. Mesmo assim, diz, voltou a entrar em contacto com a escola e foi informado que o prazo de candidatura internacional foi encerrado no dia 29 de maio e que seria reaberto em fevereiro de 2027. Deste modo, enfatiza, a única opção seria aguardar para o próximo ano lectivo.

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Entretanto, conta Steven Rocha, recebeu uma mensagem da mãe de Vanilson Alves dizendo que o filho teria que ir estudar em Portugal, caso contrário iria tornar a situação pública porque o prémio era uma “fake”. Perante isto, respondeu que não aceitava nenhum tipo de chantagem, que não era dono da escola, apesar de ter sua parte de responsabilidade no prémio. “E disse-lhe mais: que não havia mais bolsa e que, se Vanilson quisesse viajar, poderia ir, mas sem a bolsa”, reforça.

Steven Rocha adverte que cabe ao candidato a iniciativa de decidir ir estudar a nível internacional devido as despesas inerentes ao prémio, nomeadamente os custos da inscrição e da passagem. O expediente, diz, pode ser dado por encarregado de educação, se o candidato ser menor. No caso em discussão, lembra que Vanilson Alves é maior e que inclusivamente estava a estudar na universidade quando ganhou o prémio.

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O mesmo desmente que a organização tenha lavado as mãos para ajudar o vencedor da edição de 2024 e que hoje está em Portugal a estudar, no âmbito do mesmo prémio. Esclarece que o referido jovem iniciou também o processo tardiamente, mas que a organização do concurso procurou obter o financiamento da passagem internacional e ainda do transporte para o aeroporto de São Vicente. Informa que esse beneficiário trabalhou no primeiro ano e ingressou-se na escola no segundo ano.

O CEO do evento salienta que tem todo o prazer em ver os jovens trilhando o caminho dos estudos e que tinha uma ótima relação com Vanilson Alves, que foi este ano para a ilha Brava repassar a coroa ao actual vencedor do concurso. Tendo em conta a experiência com o prémio, Steven Rocha diz que fez questão de frisar no evento na ilha Brava que os vencedores não poderiam ir estudar logo neste ano porque as candidaturas já estavam encerradas. E deixou bem claro que a bolsa atribuída na edição deste ano é de outra instituição de ensino.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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