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OMCV-SV retoma formações com mais encargos, menos inscritos e novas medidas de restrição

A Organização das Mulheres de Cabo tVerde retomou esta semana o plano de atividade com sessões formativas e de capacitação em condições diferentes. A redução do número de inscritos trouxe outros encargos para a organização que passa a arcar com mais responsabilidades, além do álcool-gel e da máscara, que são acessórios indispensáveis para a realização dos cursos.

“Os custos para a OMCV aumentaram por conta do dever de aquisição de novos materiais, como  o álcool-gel que temos que ter em cada formação, da máscara que disponibilizamos aos formandos, quando estes esquecem as suas em casa e dos materiais necessários para cada acção. A mais-valia continua sendo os formadores, pois alguns aceitam trabalhar em regime de voluntariado e outros por uma pequena gratificação e dos inscritos que comparticipam com uma simbólica quantia” explica a delegada da OMCV em São Vicente.

De Santa Catarina, na ilha de Santiago, veio o artista Beto Diogo que ministra um curso pela segunda vez na OMCV-S. Vicente. A primeira foi março, cuja acção incluiu uma formação na cadeia da Ribeirinha e a exposição do resultado da formação. No entanto nem todo o plano foi executado devido a pandemia. “Ainda não se tinha declarado estado de emergência, mas as pessoas já estavam apreensivas com o risco de se contaminarem, por isso alguns desistiram a meio do percurso. Desta vez esperamos concluir a atividade” acrescenta.

Cozinha e Restauração foi outra formação retomada, assim como as de Corte e Costura e Educação Financeira. Apesar do número crescente  da procura, a situação atual exige que a capacidade dos ambientes de formação seja reduzida e que as turmas sejam divididas em dois períodos, de manhã e à tarde.

A delegada Fátima Balbina destaca o apoio dos parceiros que ajudaram a remodelar as novas salas de formação, como a Atlantida Imobiliária com o trabalho de carpintaria que ficou pela metade do preço; o empreiteiro Marcelino Delgado e a Enacol que fizeram a instalação de gás de forma gratuita.

Fátima Balbina vê esses apoios como um “sopro de ânimo” tendo em conta o papel desta ONG no processo de redução do desemprego e colocação no mercado de profissionais capacitados e empreendedores. A maioria dos formados está neste momento a trabalhar por conta de outrem.

Sidneia Newton

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