Sem especificar ilha, IGAE anuncia operação de combate à poluição sonora que resultou no encerramento de bares e apreensão de equipamentos sonoros. Além disso, foram encontrados menores a consumir álcool nalguns dos estabelecimentos comerciais.
A IGAE começou a orientar a sua bússola para a poluição sonora causada por estabelecimentos comerciais fora do horário normal de funcionamento, fenômeno que tem provocado o descontentamento dos cidadãos em quase todos os recantos de Cabo Verde. Segundo a agência, na semana passada levou a cabo uma fiscalização, sem especificar a ilha, que resultou no encerramento de bares e apreensão de equipamentos sonoros usados por esses espaços. Além disso, a operação, realizada com o apoio da Polícia Municipal e da Polícia Nacional, detectou a presença de menores em situação de consumo de bebidas alcoólicas nesses estabelecimentos.
A intervenção, estimulada pelas muitas queixas sobre o barulho dentro e fora dos espaços de “divertimento noturno”, visou garantir o cumprimento das regras de funcionamento dos estabelecimentos, proteger a saúde pública, assim como assegurar o direito ao descanso dos cidadãos. Descanso este perturbado semanalmente pelos decibéis dos aparelhos sonoros, gritos na rua e o ronco dos motores de carros e motos.
Perante os factos constatados durante a referida fiscalização, a IGAE apela aos operadores comerciais a cumprirem todas as regras de funcionamento dos seus estabelecimentos e pede aos encarregados de educação melhor controlo e acompanhamento dos menores.
Ultimamente, a IGAE tem realizado vistorias a locais de venda de alimentos, que culminaram no encerramento de vários espaços por manifesta falta de higiene nas cidades da Praia e do Mindelo. Na sequência, a Inspeção promoveu encontros com cerca de duas dezenas de operadores económicos fiscalizados no mês de setembro e outubro. Os mesmos, segundo a IGAE, serviram para esclarecer a importância do correto funcionamento dos estabelecimentos comerciais e dos cuidados que devem ter com os produtos que vendem.
Durante esses contactos foram abordados a questão da higiene, da conservação dos produtos, das bebidas alcoólicas falsificadas, do horário de funcionamento, do licenciamento das atividades comerciais e da importância dos seus estabelecimentos na comunidade onde estão instalados. Por sua vez, os operadores questionaram sobre a deficiente recolha do lixo comercial por parte da Câmara Municipal e das dificuldades de terem suas licenças ou renovação.







