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Faleceu Carlos Afonso, o comunicador de voz rouca, potente e de fina dição

Faleceu ontem na cidade do Mindelo o locutor Carlos Afonso, uma das vozes mais potentes e suaves da história da rádio em Cabo Verde. A notícia foi dada pelo colega Fonseca Soares, para quem Afonso era “a voz” da rádio dos velhos tempos. Para Soares, o amigo era um “radialista puro”, que começou a sua aventura no mundo da comunicação ainda na tenra idade. Afonso, acrescenta, encontrou o “bichinho da rádio” em casa, visto que o pai chegou a instalar uma das primeiras emissoras experimentais – a Rádio Pedro Afonso.

“Começou pelo Rádio Clube do Mindelo, onde se destacava logo pela bela e potente voz, mais uma dicção irrepreensível. No pós-independência integra a Rádio Voz de S. Vicente, depois a Rádio Nacional, destacando-se como um dos melhores relatores do país, impondo uma marca de qualidade nas Tardes Desportivas Nacionais…”, salienta o jornalista da RCV, destacando, deste modo, os relatos que Afonso costumava fazer dos jogos de futebol. Aliás, diz, Carlos Afonso, que nasceu a 10 de dezembro de 1956, manteve sempre a ligação com o programa desportivo da RCV, “até não poder mais”.

Carlos Afonso, nas palavras do colega de estrada Fernando Carrilho à agência Inforpress, era competente em todas as matérias, por isso a sua morte é uma grande perda para a audiência e para toda a área da comunicação. Ele que descreve o malogrado como dono de uma voz rouca, contagiante com uma dição espectacular e que fazia uma narração sem mácula.

O locutor estava doente e chegou a ser homenageado pelo contributo dado ao mundo da rádio no estádio Adérito Sena, onde compareceu na sua cadeira de roda eléctrica.

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