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Tribunal do Sal aplica prisão preventiva a 10 dos 14 suspeitos de pertencerem a uma rede de exploração sexual de menores

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O Tribunal do Sal mandou para prisão preventiva 10 dos 14 suspeitos de pertencerem a uma rede de exploração sexual de menores, detidos pela PJ e a PN no âmbito da denominada “Operação Aurora”. A intervenção foi desencadeada em simultâneo nas localidades de Santa Maria, Murdeira e Espargos no dia 26 de maio e culminou com a captura de um grupo composto por indivíduos de nacionalidade cabo-verdiana, espanhola e italiana, todos residentes na ilha turística do Sal, com idades entre os 17 e 79 anos.

A intervenção, diz comunicado da PJ, visou desmantelar uma rede criminosa que se dedicava à prática dos crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores, na forma continuada, conforme apurado no decurso da investigação conduzida por esta polícia científica. A investigação do caso teve início em julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes de natureza sexual envolvendo crianças, o que levou a PJ a desencadear diligências investigativas.

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As investigações permitiram localizar os suspeitos e identificar possíveis vítimas da rede criminosa. No decurso da investigação, a polícia científica apurou que algumas das vítimas têm menos de 14 anos de idade e que os abusos praticados pelos alegados envolvidos terão iniciado em 2023 e estendidos até à data da operação. Os delitos eram cometidos nas diferentes localidades do Sal, onde residem os suspeitos.

“Do total dos 14 detidos desta operação, quatro (4) foram alvo de mandados de busca domiciliária, revista e apreensão, permitindo a apreensão de diversos objetos com relevância probatória para a investigação, no âmbito do presente processo”, comunica a PJ, que contou com a colaboração da PN, tendo esta polícia participado na detenção dos visados.

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Os catorze suspeitos foram apresentados às autoridades judiciárias competentes, tendo o Tribunal determinado a medida de prisão preventiva para 10 arguidos. Aos quatro restantes foram aplicadas as medidas de apresentação periódica às autoridades, obrigação de permanência na ilha do Sal, interdição de saída do país e proibição de contacto com as vítimas.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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