Veladimir Romano
(Lisboa-Fevereiro) Francisco Franco e António de Oliveira Salazar, confessos ditadores, todavia diferentes nas abordagens ultranacionalistas e do separatismo das convicções coloniais, conquanto critérios aplicados nas suas nações, tenham acontecimentos da guerra civil espanhola, diferente da qual ocorrida em território português, entre assassinatos, golpes, anarquismo, até chegar o senhor de Santa Comba Dão, determinante figura do “Estado Novo” e aqui nasceu o sistema fascista português.
Meio século depois tem população acreditando nesse Fascismo morto, mas, afinal, ele sobrevive, resiste ao tempo, reaparece com inusitada energia ou assustadora realidade nas mais recentes eleições, surpreendendo os mais distraídos sonhadores, se um dia, convencidos da “ditadura, nunca mais!”; o certo, estão por aí minando a sociedade com violência conhecida, desestabilizando emoções, vendendo mentiras, intimidando comunidades migrantes, minorias étnicas. Dolorosa realidade astuciosa dos grilhões e falso sentimento.
A dimensão do assunto é sensível, colocado de forma obsessiva com tamanha inquietante rigidez. Na Espanha, o Vox, fechado na sua redoma contaminada, ganhou relevância nas províncias (autónomas), nos parlamentos locais como nas prefeituras; o novo suspiro neonazi procurando futuro perpétuo, fluxo dos erros da política convencional, ilusão prolongada, mística, como anda fazendo o grupo português 1143, carregando rigorosa hostilidade, dando ao simbolismo (crença asceta), matriculado algarismo do compêndio histórico.
Mecanizados, prisioneiros isótropos-negacionistas da liberdade e opinião alheia; já não contam segredos, colidem fracassados, procurando motivações raivosas de regimes trágicos, impróprios, soberbos fabricantes, sugando indignação das camadas sociais ou qual aberração histórica, simbolismo do pior irracional humano cujos sintomas experimentamos no século novo, indo oito décadas da fatal derrocada nazista. Vivendo nós sociedades falidas, desgovernadas, corruptas, falsidades denotando como o sistema vai sofrendo com números da incompetência gerados em lideranças sem lucidez, justiça hipnotizada; não justifica contudo a dissolução política ofendida por aqueles que, escolhidos nos votos eleitorais, logo, a sociedade não deveria criticar quem administra, castigando parlamentares nem introduzir suicidas, antes, analisar tais empurrões colocando ordem na beira do abismo.
Acomodados ao moralismo hipócrita, o 1143 em metempsicose ao neonazismo ibérico, existe, vai para 25 anos, ideia baseada em cultura encapotando fundamentos do “Tratado de Zamora”, concluindo o nascimento de Portugal em 1140, entendido seja, “provocadores extremistas”, como diria André Gide (Prêmio Nobel de Literatura em 1947): “Non esse non qui peccamus… amare et amari dulceerat magis“; linguagem dos antípodas (Não somos nós que pecamos… amar e ser amado era mais doce fruir) incapazes de se administrarem com precisão porventura ao desfavorável mundo do enorme infortúnio, perturbador, egoísta, débil, absorto pela existência imprópria… este 1143 não passa de um absconso, genuíno e aberrante insulto à nossa Democracia.
in podcast Global Press44, países, 27 línguas,4 continentes. “Minorias Étnicas Ativas” Direito Pela Informação, Inclusão e Mobilidade. “Vila da Utopia”, secção “Mundo”. Minas Gerais, Brasil.







