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Salman Rushdie já respira sem ventilador e consegue falar

O escritor britânico Salman Rushdie já respira sem ajuda de ventilador e consegue falar, revelaram o amigo e romancista Aatish Taseer, o seu agente Andrew Wylie e o presidente do centro cultural onde o autor foi atacado. Rushidie, que foi esfaqueado quando ia começar uma palestra na Chautauqua Institution, continua hospitalizado enquanto prosseguem as investigações sobre os motivos para o ataque do suspeito Hadi Matar, que entretanto se declarou inocente de tentativa de homicídio.

“Salman Rushdie sem ventilador e a falar! Continuamos com as orações em nome de todos os membros de Chautauqua Institution”, escreveu Michael Hill no Twitter. A noticia foi confirmada pelo agente Andrew Wylie à imprensa norte-americana, sem que este tenha avançado mais detalhes. Também Michael Hill, presidente da Chautauqua Institution, partilhou as melhoras de Rushdie no Twitter.

Entretanto, o suspeito do ataque ao autor do livro “Os versos satânicos”, Hadi Matar, declarou-se inocente em tribunal depois de ter sido acusado de tentativa de homicídio e agressão, com o procurador a considerar que se tratou de um crime premeditado. O suspeito apareceu no tribunal vestido com um macacão preto e branco e uma máscara facial branca e algemado.

As autoridades de Nova Iorque acusaram Hadi Matar de tentativa de homicídio e agressão e o juiz ordenou a sua detenção sem caução. O procurador Jason Schmidt alegou que Matar terá premeditado e planeado o ataque, nomeadamente obtendo um bilhete de entrada antecipado para o evento em que Salman Rushdie iria discursar e chegando um dia mais cedo com uma identificação falsa. “Este foi um ataque dirigido, não provocado, pré-planeado ao Sr. Rushdie”, disse Schmidt.

Salman Rushdie, de 75 anos, terá sofrido lesões no fígado, nos nervos de um dos braços e num olho. O escritor nasceu na Índia numa família de cultura muçulmana e estudou no Reino Unido, primeiro na Rugby School, depois na Universidade de Cambridge. Radicou-se em Inglaterra e vive desde o ano 2000 nos Estados Unidos.

C/Agências Internacionais

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