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OMS quer vacina para todos os países e prepara-se para investigar origem da Covid-19 na China

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta sexta-feira (8) que países que fazem parte da aliança Covax parem de fazer acordos bilaterais com fabricantes de vacinas contra a Covid-19, para que todo o mundo possa ter acesso à imunização de forma equitativa. Segundo o responsável da OMS, isso aumenta potencialmente o preço para todos e significa que as pessoas de alto risco nos países mais pobres e marginalizados não recebem a vacina. “No futuro, quero ver os fabricantes priorizando o fornecimento e a implementação por meio da Covax“, disse Tedros, que pediu aos países que compraram doses extras para as liberarem para a Covax “imediatamente”.

Segundo o diretor-geral, 42 países já começaram a vacinação – 36 de alta renda e 7 de renda média. “O nacionalismo da vacina prejudica a todos nós e é autodestrutivo. Nenhum país é excepcional e deve cortar a fila e vacinar toda a sua população enquanto alguns ficam sem a vacina”.

Tedros disse que o mecanismo Covax e os países estão prontos para receber a vacina. A aliança Covax vai disponibilizar ao menos 2 bilhões de doses de vacinas até o fim de 2021 e 92 países pobres deverão ter acesso a 1,3 bilhão de doses ainda no primeiro semestre. 

China aguarda missão da OMS a Wuhan

Entretanto, a China garantiu neste sábado (9) que está finalizando os preparativos para receber a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investigará em Wuhan a origem da Covid-19. A afirmação das autoridades chinesas ocorreu depois de o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ter afirmado que estava “muito decepcionado” com Pequim por não ter finalizado as permissões necessárias para a chegada da equipe de especialistas da organização a Wuhan.

“Assim que esses especialistas concluírem os procedimentos e confirmarem o plano, iremos a Wuhan para acompanhar as investigações”, afirmou o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Zeng Yixin.

Dias antes, as autoridades chinesas negaram confirmar os detalhes da viagem, num gesto que mostra o incômodo do regime chinês com o tema. O país tenta se desvencilhar da responsabilidade pela pandemia, que já deixou quase 2 milhões de mortos no mundo.

C/ Globo.com

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