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Índia bate novo recorde mundial de casos diários de Covid-19

A Índia registrou esta quinta-feira, 6 de maio, um novo recorde mundial de casos diários de Covid-19 – mais de 412 mil – e também o maior número de mortes do país (3.980), segundo dados oficiais do governo. Os números do Ministério da Saúde elevam o total de infectados naquele país para mais de 21,1 milhões e o de óbitos, para mais de 230 mil. Esta situação ganha relevância porque a India é o maior produtor mundial de vacinas, incluindo da Covid-19.

Segundo dados do “Our World in Data, projecto ligado à Universidade de Oxford, o país foi responsável por 49% dos casos e 28% das mortes registradas no planeta nas últimas 24 horas. Mas especialistas consideram que os números oficiais estão muito abaixo da realidade e que o pior cenário ainda vai acontecer dentro de algumas semanas.

A explosão de casos na India provocou o colapso dos hospitais, que enfrentam falta de leitos, remédios e oxigênio. Crematórios não conseguem atender ao volume de corpos. Muitas pessoas morrem em casa ou na porta dos hospitais, à espera de um leito ou oxigênio. Parentes precisam pagar pelos insumos médicos e até pela lenha da cremação.

Diversas cidades têm feito cremações em massa e o número de cerimônias sob os protocolos da Covid-19 são muito maiores do que o de vítimas dos balanços oficiais do governo.

Falhas do governo

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi tem sofrido duras críticas por se negar a decretar um lockdown e ter liberado festivais religiosos e comícios eleitorais, que reuniram multidões. Em meio à segunda onda no país, várias regiões, incluindo a capital Nova Délhi e o estado mais populoso Maharashtra, adotaram medidas de restrição.

Este colapso sanitário ocorre após o governo ter comemorado precocemente o “fim da pandemia” e não ter agido para minimizar o impacto da segunda onda do vírus. Em janeiro, Modi afirmou no Fórum Econômico Mundial de Davos que “a Índia foi bem-sucedida em salvar tantas vidas, nós salvamos a humanidade toda de uma grande tragédia”. Dois meses depois, em março, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, declarou que o país estava na “fase final” da pandemia. Vardhan também chegou a dizer que o país estava mais bem preparado para enfrentar a segunda onda.

C/G1.com

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