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Explosão numa refinaria ilegal na Nigéria deixa centenas de mortes

Uma explosão ocorrido no fim-de-semana numa refinaria ilegal de petróleo no sul da Nigéria, na floresta Abaezi, deixou a região abalada com a morte de mais de cem pessoas, incluindo mulheres e crianças. A polícia procura dois suspeitos por ligação à explosão. 

De acordo com o comunicado do Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria, a explosão aconteceu depois de um incêndio na refinaria situada entre o estado de Rivers e o estado de Imo. O fogo, que teve início em duas zonas de armazenamento de combustível onde centenas de pessoas trabalhavam, provocou a morte de “centenas de homens, mulheres e crianças”. 

Dezenas de trabalhadores foram apanhados na explosão, enquanto muitos outros tentaram escapar do incêndio correndo para áreas arborizadas. Segundo a mesma fonte, os restos mortais de algumas das vítimas “ficaram queimados até ficarem irreconhecíveis”. Pelo menos 109 corpos já foram recuperados, avança a imprensa local, e uma cerimónia de enterro em massa está a ser planeada para os mortos.

As autoridades procuram dois suspeitos por ligação à explosão, avançou o comissário de informação de Imo sem, no entanto, revelar a identidade dos indivíduos. “Ainda não há detenções, mas os dois culpados estão em fuga, com a polícia agora à procura deles”, disse Declan Emelumba.

O presidente Muhammadu Buhari chamou a explosão de “catástrofe e um desastre nacional” e ordenou que as forças de segurança “intensifiquem a repressão” às refinarias ilegais que operam em partes do sul da Nigéria. 

Cerca de 30 refinarias ilegais foram encerradas na região do Delta do Níger em apenas duas semanas, disse o Departamento de Defesa da Nigéria no início do mês, altura em que anunciou a criação de uma equipa de trabalho para conter o roubo de petróleo bruto. O setor petrolífero na Nigéria – primeiro produtor de crude em África – tem sido alvo de duras críticas das comunidades locais, que denunciam os graves danos ambientais causados há anos por aquela indústria.

C/CNN

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