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Buraco negro pode ser visto pela primeira vez esta quarta-feira

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BO enorme buraco negro que existe na nossa galáxia pode ser visto, esta quarta-feira, pela primeira vez. É um “marco histórico” que pode ser dividido em duas conquistas, uma científica e uma tecnológica, explica o coordenador da Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves.

O especialista, que falava a TSF, revela que está em causa um “consórcio de oito radiotelescópios dispersos um bocadinho por todo o mundo”, desde os Estados Unidos a França, mas também Dinamarca, Antártida e Espanha, que vai permitir ver o “Monstro Celeste”, conhecido cientificamente por Sagitário A. O projeto Telescópio Event Horizont (EHT, em inglês) vai permitir validar a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein.

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É um trabalho “em uníssono” que tem um objetivo: “Criar uma imagem.” Para tal, é necessário que haja uma “capacidade tecnológica e uma precisão absolutamente extraordinária”. “O que estamos a falar, em concreto, é de uma imagem dada no comprimento de onda do rádio, em que nos vai tentar mostrar com a maior resolução possível o que acontece nas imediações, nas proximidades do buraco negro”, justifica Miguel Gonçalves.

O especialista realça que o Sagitário A é “o monstro que habita o coração da via láctea”, uma zona “extraordinariamente densa que consegue ter a massa de quatro milhões de vezes a massa do sol”.

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Até agora, o que havia era “todo um conjunto fortíssimo de indícios da existência desse buraco negro”, nomeadamente através do “comportamento da órbita de algumas estrelas nessas proximidades, em que essa era afetada claramente por esse buraco negro”, mas o projeto do EHT pretende ir mais longe.

Gonçalves defende que “a expectativa para hoje é perceber o que se passa nas imediações do buraco negro”, apontando este conjunto de radiotelescópios para que haja “uma imagem o mais coerente possível do que é esse mostro do buraco negro”.

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Desde 2012 que uma parceria internacional, com mais de 200 pessoas, está a estudar tudo o que existe em volta dos buracos negros e, para esta quarta-feira, está prometida a revelação de um resultado considerado inovador.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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