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EuroAtlantic avalia eventual “parceria estratégica” com TACV e CV Sky no processo de transformação da aviação cabo-verdiana

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Uma delegação da EuroAtlantic Airways encontra-se na cidade da Praia a aprofundar contactos com as autoridades cabo-verdianas e com as empresas públicas do setor da aviação, visando uma eventual parceria estratégica com a TACV e a CVSky.

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Uma delegação da companhia portuguesa encontra-se na cidade da Praia para uma série de reuniões de trabalho e para um processo de avaliação e due diligence destinado a permitir um conhecimento mais aprofundado da realidade operacional, financeira, comercial e organizacional das empresas cabo-verdianas. Nesta fase, segundo informações recolhidas pelo Mindel Insite, não existe ainda um modelo de parceria previamente definido. O objetivo dos trabalhos em curso é precisamente avaliar diferentes possibilidades de cooperação e determinar em que áreas a experiência e as capacidades da EuroAtlantic poderão acrescentar valor ao processo de transformação do setor aéreo cabo-verdiano.

Entre as matérias suscetíveis de análise encontram-se a operação aérea, a frota, a rede e os mercados, a manutenção, a formação, a eficiência operacional, a cooperação comercial e diferentes modalidades de disponibilização e operação de aeronaves, incluindo soluções do tipo ACMI — Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance —, bem como operações charter e outras formas de cooperação técnica e comercial. A avaliação deverá igualmente ter em conta o posicionamento geográfico de Cabo Verde e o potencial do país para desenvolver uma plataforma de conectividade no Atlântico, articulando de forma mais eficiente os mercados da Europa, África, América do Norte e América do Sul.

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Neste contexto, uma eventual parceria com a EuroAtlantic não está a ser analisada apenas na perspetiva das necessidades imediatas da TACV ou da CVSky. O processo insere-se numa reflexão mais ampla sobre a transformação do ecossistema nacional de aviação, que passa pela adequação da frota à procura, maior eficiência operacional, reforço da conectividade internacional e doméstica e criação de condições para que as empresas do sector possam operar de forma progressivamente mais sustentável.

A estratégia em avaliação parte do princípio de que Cabo Verde necessita de colocar a aeronave adequada na rota certa, com a capacidade e frequência adequadas à procura de cada mercado. Isto implica distinguir as necessidades das ligações interilhas de menor densidade das exigências das rotas internacionais e procurar, para cada segmento, soluções operacionais e económicas apropriadas.

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As reuniões atualmente em curso deverão, por isso, ser entendidas como uma etapa de avaliação e estruturação de cenários, e não como a existência de uma solução previamente acordada, segundo fonte do nosso jornal. Qualquer evolução para uma parceria concreta, diz, dependerá dos resultados da due diligence, da consistência económica e operacional do modelo que venha a ser proposto e da sua compatibilidade com os objetivos estratégicos definidos para o setor.

O Governo tem vindo, paralelamente, a analisar diferentes possibilidades de cooperação com operadores e parceiros internacionais, procurando identificar modelos capazes de trazer conhecimento, capacidade operacional, acesso a mercados e disciplina empresarial, preservando simultaneamente os interesses estratégicos de Cabo Verde. A abordagem pretende, assim, ultrapassar a lógica de soluções isoladas para uma companhia ou para uma rota específica.

O objetivo mais amplo, de acordo com o apurado pela nossa reportagem, é construir um sistema de aviação mais integrado, eficiente e sustentável, capaz de responder às necessidades de mobilidade dos cabo-verdianos, apoiar o turismo e a economia, servir a diáspora e reforçar a posição de Cabo Verde como plataforma atlântica de conectividade.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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