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Ministro do Desporto visita Falcões do Norte e enaltece aposta do clube nas escolas de formação

O ministro dos Desportos enalteceu esta manhã a iniciativa do Falcões do Norte de apostar num futuro próximo nos escalões de formação em andebol e basquetebol – para além do futebol, a modalidade-central do clube. Para Carlos Monteiro, esse grémio está a seguir o caminho há muito defendido em Cabo Verde para a sustentabilidade desportiva do país. 

“É com satisfação que vejo que o objetivo do Falcões do Norte é focar nos escalões de formação e abranger outras modalidades. Isto é essencial porque, se o desporto cabo-verdiano quer melhorar o seu quadro competitivo geral, tem de apostar fortemente na formação”, enfatizou Carlos Monteiro durante uma visita efectuada ao clube de Chã de Alecrim. O governante admitiu que só conhecia o Falcões de nome, de tantas vezes ouvir os relatos dos campeonatos regionais de futebol na RCV, mas disse ter ficado satisfeito com as informações sobre a trajectória e os planos do clube apresentados pelo presidente João Dias.

Da resenha da história, Carlos Monteiro ficou a saber que o Falcões foi fundado a 19 de Agosto de 1960 e que até ’68 era considerado um “clube de fralda”. Em 1978, segundo Dias, adaptou os estatutos e passou a competir nas provas oficiais, até hoje. Além disso, o ministro ficou a conhecer o empenho da direção actual em promover ações sociais, nomeadamente durante a pandemia, e o esforço de melhoria da sua sede social, que está a ser apetrechado com um novo salão-convívio. Como salientou Carlos Monteiro, clubes como o Falcões existem em todas as ilhas de Cabo Verde e devem ser reconhecidos pelo seu trabalho tanto desportivo como social.

Para João Dias foi uma honra receber a visita do Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para Juventude e Desporto, o que, nas suas palavras, demonstra aquilo que o ministério e o IDJ têm feito ultimamente em prol do sector em Cabo Verde. Segundo o presidente do Falcões, tem havido uma grande dinâmica desportiva no país, apesar das restrições impostas pela pandemia. 

“A sua presença vem trazer-nos mais motivação e responsabilidade para continuarmos a trabalhar em prol do desporto e da nossa comunidade”, assegurou João Dias, lembrando que o clube está inserido na comunidade de Chã de Alecrim. Por este motivo, no ano passado, prosseguiu, o Falcões aproveitou o seu 60. aniversário para oferecer 60 cestas básicas a famílias carenciadas da zona. Em quinze dias, graças aos donativos e dinheiro do clube aplicado, foi possível envolver nada menos que 222 agregados. Além disso, adiantou, a organização desportiva ofereceu máscaras e álcool-gel à escola do ensino básico Padre Cristiano e colaborou com as Forças Armadas na distribuição de cestas básicas em S. Vicente.

O futebol, segundo Dias, é o desporto-rei do clube, mas já teve uma equipa de andebol. No futuro, assegurou, a direção quer criar escolinhas de andebol e basquetebol – além de reatar as de futebol – e só mais tarde pensar em competir nas provas oficiais dessas modalidades. 

O Falcões, conforme o presidente, tem tido uma trajetória de crescimento paulatino, tendo conquistado todos os troféus em disputa em S. Vicente: um campeonato regional – que perdeu na secretaria, “mas ganhou em campo” – duas taças de S. Vicente, uma super taça e um torneio de abertura. Porém, lembra, o clube foi relegado para a segunda divisão em 2017, devido ao caso Ken, que envolveu a inscrição deste guarda-redes na Académica do Mindelo. Apesar da polémica descida, diz Dias, esse facto acabou por ser um ponto de viragem para o clube. “Estávamos um pouco acomodados porque nunca tínhamos descido de divisão, mas sentimos esse choque. Levou-nos a despertar”, conta o responsável do clube.

A partir dessa data, assegura João Dias, o Falcoes passou a registar um crescimento dos sócios, efectuou mais investimentos, granjeou mais patrocínios e apoios dos emigrantes e passou a ser um clube mais organizado. 

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