Satisfeito com as obras de remodelação do CCM, ministro da Cultura prevê reabertura do espaço ainda em junho

O ministro da Cultura “inspecionou” esta manhã as obras de remodelação do Centro Cultural do Mindelo, iniciadas em fevereiro deste ano, e anunciou a eventualidade de o espaço reabrir as portas ao público mindelense ainda no decorrer de junho, com o projecto Micadinaia. Após uma visita guiada, Augusto Veiga assumiu estar satisfeito com o resultado da intervenção feita pela empreiteira, mas salientou que ainda são precisos alguns reajustes finais.
“Sim, a obra está muito próxima daquilo que pretendíamos. Vamos ter aqui amanhã uma delegação da ICV – Infraestruturas de Cabo Verde -, vamos passar as nossas preocupações, mas será pouca coisa. Na generalidade estamos satisfeitos com o trabalho entregue porque foi a primeira vez que tivemos uma obra de tamanha envergadura no CCM”, reforçou o ministro, quando questionado se a qualidade da remodelação condizia com a sua expectativa. Reforçou, aliás, que esta é também a sua opinião no tocante à sala de espectáculos. Esta área, diz, ficou com um “acabamento diferente”, dotada de um piso flutuante, o que não existia antes. O próximo passo, prosseguiu, será instalar os equipamentos sonoros e de iluminação, o que vai dar mais liberdade de trabalho à direção do CCM.

Jornalistas presentes detectaram, no entanto, alguns pontos em que a qualidade do acabamento é questionável e acabaram por confrontar Augusto Veiga com essa apreciação. “Bom, esta é a vossa sensação. Devemos deixar quem realmente trabalha a parte técnica fazer a sua avaliação e aguardar. Deveriam estar aqui hoje, mas não puderam por uma questão de voo, mas acreditamos que durante esta semana teremos todas as indicações técnicas do trabalho feito e o que foi contratualizado”, reagiu Veiga, referindo-se à delegação técnica da ICV. A partir desta avaliação, que terá um relatório, haverá luz verde para a retoma do funcionamento do CCM.
Os 29 mil contos orçamentados, sublinha o ministro, foram aplicados em intervenções no tecto, nas paredes, na construção de casas-de-banho e de novos camarins e ainda no pátio interior. Uma “remodelação profunda como nunca tinha acontecido no CCM”, obras estas que gozam de uma garantia contratual de dois anos, segundo o governante. Caso houver a necessidade de ajustes ou manutenção no edifício durante este período, serão assumidos pela empresa contratada.
Tudo aponta para a reabertura do CCM entre na terceira semana de junho, o mais tardar, com o regresso do projecto Micadinaia, que, segundo Augusto Veiga, conseguiu um financiamento privado.






