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Mindelact apresenta 16 peças de 4 países em 4 dias

A 26ª edição do festival internacional de teatro Mindelact, que acontece de 12 a 15 de Novembro, traz dezasseis espetáculos de quatro países diferentes. Além de das 12 peças que o público poderá assistir de forma presencial, haverá uma apresentação de outros quatro via digital, com apresentação em direto e representações de Cabo Verde, Portugal, Brasil e Espanha.

“Estamos a tentar recursos para também projetar online os espetáculos com público, como uma forma de fazer com que cheguem a mais pessoas, uma vez que será reduzida a capacidade das salas”, assegura João Branco, presidente da Associação Mindelact.

Nesta edição, marcada pela pandemia que preocupa muitos países, a organização certifica que será “segura e saudável”. Para isso, o Centro Cultural do Mindelo receberá uma assistência de apenas 110 pessoas e o Alaim de 50.

A redução do número de dias está relacionada com a desistência de alguns grupos que ja tinham confirmado presença, mas também pelo corte no orçamento pelo governo.

Numa altura em que Branco diz ser difícil para os artistas, que foram os primeiros a confinarem e os últimos a voltar à “normalidade”, este evento será um “manifesto à resistência,  um esforço, um atrevimento”, com responsabilidade.

Da sua estadia num festival de teatro em Portugal garante que pôde observar como organizar um espetáculo, com todos os cuidados e restrições, para adaptar ao Mindelact. Não haverá distribuição de folhetos, como era habitual, os bilhetes serão digitais e os pagamentos via cartão multibanco.

Para a segurança, de acordo com Tony Tavares, curador do CCM, haverá adaptação na entrada das pessoas, que deixa de ser na porta habitual e na saída também, alem de outras medidas adotadas por esta estrutura para impedir riscos de contágio.

Aliás, garante Janaina Alves que o intuito é impedir que as salas de espetáculo sejam lugares de contágio e que caso contrário, as portas serão encerradas.

Das dezasseis peças que serão apresentadas de 12 a 15 de Novembro, diz a organização que a maioria é nacional. Caso por exemplo da peça Once upon a time in Ribeira Bote, do jovem Yannick Fortes.

Sidneia Newton

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