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Alaim vai passar experiência organizativa e dar formação em artes cénicas na Guiné-Bissau

A Alaim e a organização Vida formalizaram esta manhã um acordo de parceria que vai possibilitar a implementação do projecto Ur-Gente na Guiné-Bissau, consubstanciado num plano formativo e criativo no domínio das artes cénicas. Para o efeito, Janaína Alves Branco – directora da Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo – e o encenador João Branco são esperados em Bissau já no dia 27, onde irão partilhar durante 10 dias a experiência da criação da Alaim em S. Vicente e dar formação nos domínios do teatro infantil, encenação e preparo dos actores. Além disso, Janaína Branco vai apurar as necessidades de arranque de “Ur-Gente” na Guiné e a sua continuidade após 2024, data limite para o financiamento desse projecto no âmbito da Procultura.

Segundo Carolina Rodrigues, membro da direção da ONG Vida, existente em Bissau há 25 anos, o projecto Ur-Gente é uma “grande aventura”, por ser a primeira vez que a organização trabalha na área do teatro e das artes cénicas. “Ur-Gente pretende ser um centro de artes cénicas, o primeiro em Bissau, e decidimos reunir uma boa equipa de parceiros. Lançamos, neste sentido, um convite à Alaim, pois já tinha referências do trabalho que a Alaim vinha desenvolvendo e a Janaína aceitou”, disse a coordenadora do referido projecto, que espera, no fundo, ver uma reprodução da Alaim na Guiné-Bissau.

A iniciativa conta, entretanto, com outros parceiros, como o GTO – Grupo de Teatro do Oprimido (Bissau) – e a Companhia de Música Teatral (Portugal). Estas entidades, adianta Carolina Rodrigues, vão coexistir em torno do projecto até 2024, com o objectivo de fazer de “Ur-Gente” um centro com qualidade para acolher artistas e propiciar a formação em artes cénicas.

O projecto, acrescenta essa fonte, tem como principais vertentes a formação, a programação cultural regular e a criação de um espaço com equipamentos técnicos e recursos humanos qualificados. O mesmo, diz, foi escrito e pensado na Guiné-Bissau para servir este país e uma das suas grandes metas é criar um festival internacional de teatro em 2024, inspirado no Mindelact.

Janaína Branco frisa que a Alaim entra no projecto por causa do trabalho artístico realizado na cidade do Mindelo e como referência ao nível da funcionalidade do espaço. Um dos desafios, diz, é ver como manter o projecto em funcionamento após 2024. Desde já, segundo Janaína Branco, têm como preocupação encontrar um espaço seguro para “Ur-Gente” e criar uma agenda cultural dinâmica na Guiné-Bissau. Acrescenta a directora da Alaim que o projecto contempla a atribuição de uma bolsa de formação para um artista cabo-verdiano na Guiné, e vice-versa.

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