Cultura

Júri rasga elogios aos projectos vencedores do PNA 2022: CNAD e Reabilitação de Alto de Bomba

Dois projectos de arquitectura de São Vicente, o Centro Nacional de Artesanato e Design e a Reabilitação Urbanística de Alto de Bomba foram os vencedores do  5º Prémio Nacional de Arquitectura, cuja gala foi realizado no sábado na cidade de Tarrafal de Santiago e foi presidida pelo Presidente da República José Maria Neves. Foi ainda atribuída uma menção honrosa ao Complexo Educativo de Chã das Caldeiras, um projecto do M_EIA-Instituto de Arte, Tecnologia e Cultura. O júri do concurso rasgou elogios aos projectos, que se destacaram pela originalidade e impacto.

O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design venceu na categoria “Edificios”. Trata-se de um projecto Ramos Castellano Arquitetos, cujos autores são Eloisa Ramos e Moreno Castellano. Sobre este projecto, escreveu o júri do concurso, que ‘esta obra na verdade são diversos projectos dentro de um’. “Atuar em um contexto histórico existente e sempre complexo, desafiador e de enorme responsabilidade. Mas esta demanda, felizmente encontrou mãos e mentes hábeis, precisas, sensíveis e atentas. O cuidadoso e respeitoso restauro realizado no edifício existente passou a coexistir e dialogar de forma contemporânea com a rua e o espaço público”, escreveu o júri. 

O novo edifício, prossegue, erguido e implantado no pano de fundo existente, uma empena, um fundo de lote, sombreado por um engenhoso sistema de crises compostos por materiais acessíveis e disponíveis, era como se fosse óbvio. “A arquitetura encontrou assim um termo a que damos enorme valor, pertinência. Encontramos na música um momento de enorme importância, a pausa, o silêncio. A implantação deste projecto gerou uma das mais importantes características – se não a que deveríamos estar mais atentos, o vazio. É nele que tudo acontece”, diz ainda o júri, referindo que tão importante quando os edifícios é a praça central que dialogo e media a relação entre eles e entre o conjunto e a rua. 

Sobre o projecto que venceu na categoria “Espaços Públicos”, a Reabilitação Urbanística de Alto de Bomba, a cargo de Angelo Lopes, Nuno Flores, Jakob Kling, Erickson Fortes, Elaine de Pina e Ema Barros, segundo o júri, trata de uma valorização da profissão por praticas que vão muito além do desenho e do técnico especializado.  “Os profissionais tornam-se mediadores dos diversos interesses locais, as comunidades e o poder público. Valorização de materiais, mão de obra, escuta e colaboração local também foram ferramentas fundamentais para a efetiva ativação  e apropriação do espaço público.” 

Para os avaliadores, é através desta forma de atuação de arquitetas e arquitetos que a comunidade passa a compreender que o espaço publico não é de ninguém, mas é de todos. “Atuando neste campo, arquitetos e arquitetas não apenas fazem projectos, fazem cidades. O impacto vai muito além de um individuo e da paisagem, impactam a sociedade, conclui. 

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