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Vigilantes prontos para greve nacional se Governo não resolver pendência sobre preço indicativo

Os vigilantes da Silmac, Sepricav e Sonasa estão prontos para fazer mais uma greve nos dias 26 e 27 de Outubro nas ilhas de S. Vicente, Santiago, Sal e Boa Vista, com o suporte do sindicato SIACSA, se o Governo não resolver até lá a pendência sobre o preço indicativo de referência. Em causa uma “morosidade excessiva” do Governo e das empresas em solucionar essa questão, que deve regular a concorrência desleal no sector. A assinatura do documento estava prevista para o passado dia 2 de Outubro, mas não aconteceu, o que tirou a paciência desses profissionais inscritos no SIACSA. Para este sindicato, a greve é uma saída forçada já que a situação vem se arrastando desde 2014.

Apesar da decisão, os vigilantes estão dispostos a suspender a paralização se o problema do preço indicativo for resolvido em conjunto pelos ministérios das Finanças, Administração Interna e do Trabalho. Aliás está prevista uma reunião já na próxima terça pelo que mantêm a esperança numa saída em breve. “Os vigilantes são das classes profissionais mais maltratadas em Cabo Verde pelas autoridades e empresas”, afirma Heidi Ganeto, dirigente do SIACSA em S. Vicente. Para este sindicalista, os problemas da classe continuam à espera de serem solucionados apesar das manifestações e greves, mas estes continuam decididos a lutar pelos seus direitos até quando for preciso.

Cientes que o Governo pode sempre activar a requisição civil, Gilberto Lima, líder do sindicato, avisou na cidade da Praia que os vigilantes vão desrespeitar essa medida. Conforme Lima isso vai acontecer porque recentemente um outro sindicato convocou uma paralização laboral e o Executivo não agiu dessa forma. 

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