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Paulo Veiga chama atenção das ilhas para “ameaça” de Janira Almada: “Veia centralizadora”

O ministro da Economia Marítima chamou ontem a atenção das diversas ilhas para a possibilidade de Janira Hoppfer Almada voltar a centralizar todos os ministérios na Cidade da Praia se um dia vencer as eleições Legislativas. Segundo Paulo Veiga, essa “ameaça” ficou velada quando a líder do PAICV questionou os “ganhos” que a instalação do ministério teve para a ilha de S. Vicente na sequência da visita que efectuou à fábrica Frescomar. 

No contacto com a imprensa depois de um encontro com a direção da empresa – que está a despedir trabalhadores devido ao atraso na renovação do Acordo de Derrogação das Normas de Origens entre Cabo Verde e a União Europeia – Janira Almada criticou a “falta de planificação do Governo”, que, nas suas palavras, reflecte-se no entrave registado nesse dossier. Na sequência, a líder tambarina acrescentou que o facto de se ter trazido o Ministério da Economia Marítima para S. Vicente não se traduziu ainda em nenhum ganho para a ilha.

“Estranha-me muito que tenha dito isso. O meu entendimento é que deixou uma ameaça velada e chamo a atenção da Brava, Fogo, Maio, Sal, Boa Vista, S. Vicente, S. Nicolau, Sto Antão e Santiago Norte. Se algum dia Janira Almada chegar ao poder vai voltar a ter todos os ministérios na Capital debaixo do seu comando porque ela é uma pessoa centralizadora”, comenta Paulo Veiga, para quem a responsável desse partido da oposição deu mostras dessa sua veia centralizadora ao negar aprovar a Regionalização. “E agora vem criticar a colocação de um ministério fora da Capital.”

Segundo Veiga, todos reconhecem os benefícios que foi ter o MEM na cidade do Mindelo. A seu ver, pudera que todas as ilhas tivessem em casa um ministério do sector mais importante para o seu desenvolvimento, como acontece com S. Vicente, ilha com os maiores investimentos no sector marítimo-portuário. 

Paulo Veiga afirma que a pandemia veio provar que é possível haver um trabalho concertado entre as estruturas governamentais à distância. “Assisto aos conselhos de ministros daqui de S. Vicente pelas plataformas digitais e posso adiantar que a presença do ministério aqui não aumentou as despesas”, realça o ministro, sublinhando que, na sua opinião, o processo de descentralização dos ministérios e instituições deve continuar, pois todos os cabo-verdianos merecem ter o poder mais perto de si.

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