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Neves nega crise política na CMSV e enfatiza que SV sairia a perder com eleições antecipadas

O autarca Augusto Neves negou esta manhã que haja uma crise política instalada na CMSV e apelidou os membros do Sokols-2017 e do MDSV de incendiários e oportunistas, após estes terem criticado a sua actuação à frente da autarquia. Confrontado com o facto de ter sido considerado um autocrata pela direção destes grupos cívicos durante uma conferência de imprensa, Neves rejeitou esse carimbo e acrescentou que sequer conhece esses movimentos. Para ele, tanto o Sokols como o Movimento para o Desenvolvimento de S. Vicente tiveram a sua oportunidade de demonstrar o seu projecto para S. Vicente durante as eleições, mas, em vez disso, preferiram esconder-se.

Para Neves, a crítica levantada por esses movimentos no contacto com a imprensa na cidade do Mindelo tem como rastilho a forma de actuação dos vereadores da UCID e do PAICV, com os quais tem estado a travar uma batalha política dentro da CMSV desde 2020. “Que tipo de vereadores são estes que, em vez de ajudarem, passam uma imagem negativa e errada de uma Câmara na comunicação social? O que pretendem eles juntando-se agora a esses oportunistas e incendiários, que ficam à espreita para falar mal da CMSV?”, indaga Augusto Neves, para quem a crise só existe na mente perversa desses “oportunistas”. Voltando a carga para os cinco vereadores da oposição, afirma que já não têm exemplo a dar à sociedade mindelense quando convidam pessoas para assistirem as sessões da assembleia municipal com o intuito de fazerem distúrbios. E agora, diz, querem reproduzir esse cenário nas reuniões camarárias.

Questionado se as eleições antecipadas não seriam a melhor via para se solucionar o impasse na CMSV, Neves refuta essa visão. Primeiro porque, diz, não existe nenhuma crise instalada na autarquia. Para ele, há apenas desentendimentos, que são normais em qualquer câmara ou governo de maioria relativa. Além disso, prossegue, o mandato já está praticamente no fim. Neste momento, adianta, já está a preparar o Orçamento para 2023, que espera ser aprovado com o contributo dos vereadores da oposição, e os próximos embates políticos são logo no ano seguinte. Neves entende que as eleições antecipadas só seriam benéficas para S. Vicente caso permitissem a execução de um novo mandato normal. Porém, adverte, se for preciso regressar de imediato às campanhas, está pronto.

Neves convocou a imprensa para responder as críticas do Sokols/MDSV e também do PAICV, quando este partido asseverou, também em conferência de imprensa, que a missão dos técnicos enviados a S. Vicente pela Direção das Finanças e o Ministério da Coesão Territorial não terá nenhum efeito administrativo, jurídico ou político. Conforme Adilson Jesus, isto ocorre porque o mandato dos dois técnicos era apenas para ouvirem os actores políticos e ainda “realizar uma ação de averiguação sobre a sessão do dia 2 de janeiro”, um dos principais pontos da discórdia entre os vereadores da UCID e do PAICV e edil Augusto Neves.

Sobre esta operaçæo, o autarca realçou que os inspectores recolheram os documentos solicitados, mantiveram encontros com ele, enquanto presidente da CMSV, os vereadores e com todos aqueles que consideraram essenciais. Agora, diz Neves, é deixa-los terminar o seu trabalho, que espera ser para breve.

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