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Lajinha palco do lançamento oficial da “Ocean Race”: Organização com enorme expectativa sobre a escala dos marinheiros no Porto Grande

A praia da Lajinha foi ontem à tarde palco do lançamento oficial da “Ocean Race 2022-23”, considerada a corrida de vela mais rigorosa e um dos grandes ícones desportivos do mundo, que irá fazer escala pela primeira vez em Cabo Verde, precisamente na cidade portuária do Mindelo. Numa cerimónia marcada pela presença do Director-Geral da prova, foi acionada a contagem decrescente desse evento desportivo, que irá arrancar da Espanha, em Alicante, rumo ao Porto Grande, primeira paragem das equipas, em janeiro de 2023.

Johan Salen deu as boas-vindas à ilha de S. Vicente em nome da “família Ocean Race”, ele que vê muitas semelhanças entre o facto de Cabo Verde ser um país com 99% mar e a Ocean Race, uma prova que envolve profissionais que se dedicam a 100 por cento aos oceanos. Segundo Salen, desde que a prova foi estreada em 1973 vem conhecendo progressos assinaláveis, sendo um dos eventos desportivos que mais tem tirado proveito da tecnologia moderna. “A primeira edição foi em 1973 e foi mais uma aventura do que uma competição. Um enorme teste para os participantes, que nem sabiam em que posição estavam até terminarem a corrida. Hoje os marinheiros são autênticos profissionais que passam a vida a navegar e a treinar, que utilizam a comunicação via satélite”, compara Johan Salén, ele que já competiu nessa corrida e agora está no comando da organização. Como enfatiza, uma equipa composta por 40 pessoas de várias nacionalidades está a trabalhar arduamente para garantir o sucesso da Ocean Race.

A inclusão da baía do Porto Grande na rota da prova teve o dedo de David Choate e Caroline Strouss, membros da empresa norte-americana Conventures, que trabalha na organização de grandes eventos e parceira da Ocean Race. Segundo Choate, visitou Mindelo pela primeira vez em 2019 e ficou impressionado com a cidade. Para ele, a urbe é espectacular, apropriada para receber uma escala da prova.

“Trabalhamos para garantir o desenvolvimento económico e a criação de oportunidades económicas para as cidades acolhedoras do evento. Esta é uma oportunidade singular para Cabo Verde e estou ciente de que esta ilha/cidade está preparada para acolher as equipas”, considera Choate, lembrando que a Ocean Race é das provas que mais atrai a atenção da imprensa internacional, da televisão aos websites noticiosos, o que potencia a promoção dos destinos do circuito. Além disso são postados milhares de vídeos durante a corrida.

Discursando em crioulo, o edil Augusto Neves dedicou parte da sua mensagem para primeiro agradecer o empenho do ainda ministro do Mar em promover eventos ligados ao mar na ilha de S. Vicente. Na opinião de Augusto Neves nunca na sua história recente a ilha viu tantas actividades como agora relacionadas com o oceano e que estimulam o contacto do cabo-verdiano com a parte marítima. “Temos a história do nosso Porto Grande, dos nossos pescadores e dos nossos emigrantes, mas Paulo Veiga veio revolucionar e mostrar que todo o mindelense é um marinheiro. As actividades realizadas no âmbito da Ocean Week mostra-nos que todos podemos nadar e fazer do mar nossa grande riqueza”, diz o autarca.

Em relação a Ocean Race, Neves agradeceu a escolha de Mindelo para receber a escala da corrida e a confiança que a organização depositou na capacidade de trabalho dos cabo-verdianos. A expectativa do edil é que essa escala seja a primeira das várias vezes que a ilha de S. Vicente vai estar no percurso dos competidores que participam na Ocean Race.

Esta é a primeira vez que Cabo Verde é incluído nesse circuito, sendo também o primeiro país da costa oeste africana a receber uma escala dessa famosa corrida.

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