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CMSV proíbe cerimónias fúnebres no cemitério e instrui agentes de limpeza pública

A Câmara de S. Vicente decidiu proibir cerimónias fúnebres no cemitério assim como a concentração de pessoas dentro do espaço, enquanto durarem as medidas de combate à propagação do novo coronavírus, em Cabo Verde. Segundo a vereadora Carla Monteiro, na sequência de um encontro com as três agências funerárias ficou determinado que o transporte das urnas passará a ser efectuado pelo pessoal dessas empresas e que, chegando ao cemitério, serão carregadas pelos coveiros. Isto para impedir a tradição de serem os familiares e amigos a levar o caixão nos últimos cem metros. Esta prática passa a ser proibida.

“As agências têm de passar a cumprir o horário de funcionamento do cemitério – a urna deve chegar o mais tardar às 17 horas – e evitar o encontro de dois funerais, o que aumenta a concentração de pessoas”, acrescenta a responsável pelo Pelouro do Ambiente, que deu ainda indicações para o reforço da higiene no cemitério. Além disso, acrescenta, o espaço passará a ter apenas uma porta aberta para aumentar o controlo do acesso de pessoas.

Estas medidas estão inseridas num leque maior e que visam reforçar o combate à propagação desse vírus mortal, que já infectou quatro pessoas – três na Boa Vista e uma na Praia – e provocou a morte de um cidadão inglês na chamada ilha das dunas. Neste sentido, mais de 150 trabalhadores ligados à área do saneamento da Câmara de S. Vicente já foram alvo de sessões de esclarecimento sobre as medidas de prevenção ao Covid-19 e receberam novos equipamentos de protecção individual obrigatório, em particular luvas, fardas e máscaras com filtro. Essa acção, desenvolvida em parceria com a Delegacia de Saúde, abrangeu pessoal ligado à limpeza pública, às sentinas e fontanários, cemitério e lixeira municipal. Estes funcionários foram esclarecidos sobre o comportamento que devem adoptar para segurança própria e do resto da população mindelense. Segundo Monteiro, de um modo geral demonstraram estar dispostos a fazer a sua parte.

“O controlo da aplicação dessas medidas será feito em primeiro lugar pelos responsáveis desses serviços. A indicação clara é que os funcionários são obrigados a usar equipamentos de protecção. Por isso facultamos esses materiais de uso individual e já encomendamos mais álcool-gel à Emprofac”, salienta Carla Monteiro.

A vereadora apela também à população para ajudar nessa luta, amarrando da melhor forma as bolsas de lixo e que as entreguem aos carros de recolha, em vez de as deixarem na rua à espera da chegada do pessoal de limpeza urbana. O pedido é estendido ao comércio e às clínicas.

Para Carla Monteiro, os mindelenses estão a tentar cumprir as regras, evitando a aglomeração de pessoas, algo que está patente no fraco movimento registado neste momento na cidade, na periferia e até mesmo na praia da Lajinha, que tem estado deserta.

Kim-Zé Brito

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