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Subsídio aos artesãos do Carnaval em SV: Ligoc satisfeita com adesão dos grupos

A Liga Independente dos Grupos de Carnaval de São Vicente já concluiu o cadastro dos fazedores do Carnaval na chamada ilha do Monte Cara, que deverão beneficiar de um subsídio financeiro por causa das dificuldades decorrentes do cancelamento dos desfiles devido a pandemia da Covid-19. Este deverá agora ser remetido para o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC). Apesar de alguma dificuldade em localizar os artesãos nesta altura, o presidente da Ligoc diz-se satisfeito com o nível de adesão dos grupos, responsáveis pela inscrição dos beneficiários. A próxima etapa, anuncia Marco Bento, será a realização de um fórum, que estava pendente deste processo.

O processo de criação de um cadastro dos fazedores do Carnaval, de acordo com o presidente da Liga, foi solicitado pelo ministro Abraão Vicente, que prometeu conceder um subsídio financeiro aos muitos trabalhadores que ficaram afetados pela pandemia e o consequente adiamento do show do Carnaval. “Todos os grupos oficiais de São Vicente estiveram presentes na reunião com o ministro e, mesmo assim, reforçamos o contacto posteriormente. Cada grupo teria de apresentar uma lista no máximo com 30 candidatos. Tivemos alguma dificuldade em localizar os fazedores do Carnaval por ser fora de época. Mas, felizmente, conseguimos fechar o processo”, informa.

Cada grupo carnavalesco, diz, deveria inscrever até 30 artesãos. Nem todos aderiram, mas mesmo por grupos, o número de inscritos foi satisfatório.  “Agora segue uma segunda fase com a realização em breve de um fórum, que está agendado para depois da conclusão deste processo de cadastro dos fazedores do Carnaval. Acredito que deverá acontecer logo após o envio deste processo para o MCIC”, pontua o presidente da Ligoc, que se mostra satisfeito com o nível de participação. “É verdade que nem todos os grupos aderiram. Contactamos os presidentes de cada grémio, que deveriam indicar os seus artesãos. Por causa disso, tivemos de adiar a conclusão do cadastro. Inicialmente a data prevista era 30 de junho, mas foi prorrogada até 17 de julho”, acrescenta Marco Bento.

O presidente do Escola de Samba Tropical, David Leite, confirma que o seu grupo decidiu responder positivamente ao pedido do MCIC, que solicitou a inscrição de 30 artistas do carnaval, entre costureiras, artesãos e outros. “Inscrevemos apenas 20 artesãos com vínculo laboral com a Escola de Samba porque sabemos que estamos a trabalhar com dinheiro público. Mas também trabalhamos com artistas contratados e que pontualmente prestam serviço ao grupo e têm outros rendimentos. Entendemos que é justo apoiar estes artistas porque foram efectivamente prejudicados pela pandemia.”

Igual entendimento tem o presidente do Monte Sossego, António “Patcha” Duarte, que diz ter inscrito 30 artistas, mas poderiam ser muito mais. “Entendemos que é justo este apoio financeiro disponibilizado pelo MCIC. O momento é adverso para todos e pensamos que esta é uma forma de minimizar o sofrimento que as pessoas têm tido nesta pandemia. Neste contexto, tem toda a lógica aproveitar esta oportunidade que o ministério está a oferecer aos grupos para reduzir os problemas dos seus artesãos”, diz Patcha, apesar de admitir algum desacordo com a forma de se fazer isso.

Foi impossível chegar à fala com os presidentes dos grupos carnavalescos Cruzeiros do Norte e do Flores do Mindelo. Já o Vindos do Oriente, Lili Freitas, recusou prestar qualquer informação sobre este dossier.

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