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Piscina oceânica retirada da praia da Lajinha: Futura localização ainda em estudo

A piscina oceânica foi desmontada ontem de manhã da praia da Lajinha por um grupo de trabalhadores. As peças, conforme apurou o Mindelinsite, foram levadas para o parque de contentores da Enapor, no Porto Grande, onde ficarão guardadas.

A retirada da piscina flutuante do mar – assim como a remoção do bar de suporte instalado no miradouro da Lajinha – já era aguardada, depois de o ministro do Mar ter adiantado essa informação num encontro com a Comissão para a Valorização da Matiota, em finais de abril.

Em nota enviada a este jornal, o Ministério do Mar relembra que o ministro Abraão Vicente já tinha dito que a piscina seria retirada do mar para verificação do estado das peças e manutenção. Após este procedimento, acrescenta, a estrutura será colocada num espaço ainda em estudo para servir as formações no domínio do mar, em particular a aprendizagem da natação, “com maior segurança e menos desgaste”.

Neste sentido, prossegue a nota, a EMAR está a fazer os esforços para proceder à manutenção da piscina com maior brevidade possível e organizar um modelo de gestão sustentável da estrutura, aberto à sociedade.

A futura localização da piscina será alvo de análise entre as diversas autoridades e a própria sociedade civil mindelense, após estudos, assegura o Ministério do Mar, que não indicou, no entanto, a data para a remoção do bar.

A instalação do bar e da piscina na praia da Lajinha esteve sempre envolta em polémica. As críticas aumentaram de intensidade nas redes sociais quando a gestão do bar resolveu ocupar a maior parte da área do miradouro com cadeiras e mesas e que faziam publicidade de uma bebida alcoólica.

Na sequência, o Ministério do Mar, liderado por Paulo Veiga, e o parceiro privado Lin Jie anunciaram a assinatura de um termo de compromisso no qual passaria a constar a delimitação física atribuída ao bar. O espaço passou a ter disponível para uso cerca de 150 dos quase 860 metros quadrados do miradouro. Outra medida anunciada e que desagradou muita gente foi o facto de o bar passar a vender bebidas alcoólicas a partir das 18 horas, quando inicialmente foi dito que estas seriam proibidas.

A piscina foi inaugurada no dia 1 de agosto pelo então ministro Paulo Veiga, mas sem estar completa. Na altura faltava colocar o fundo de segurança nas partes destinadas às crianças, o que voltou a reacender as críticas. Veiga assegurou que essa situação seria resolvida e que a gestão técnica da piscina estaria a cargo da tutela, em parceria com a Direcção-Geral da Economia Marítima e do Instituto Marítimo e Portuário.

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