O professor Alcindo Lopes quer institucionalizar a iniciativa inclusão família escola, após o sucesso de uma aula especial ministrada para alunos 7º do ano da Escola Secundária Jorge Barbosa em São Vicente. Sobre o tema “Separação dos componentes de uma mistura”, participaram desta aula, na mesma sala, 22 pais e encarregados de educação ao lado de 24 alunos, todos ativos e participativos.
A aula teve a duração de um tempo lectivo normal, ou seja, cerca de 50 minutos e teve como principal objectivo aproximar as famílias da escola e dos seus educandos, motivar e mudar comportamentos, explicou este docente. “Foi uma oportunidade para mostrar que as ciências – no caso física e química – não estão apenas nos livros didáticos. Fazem parte do nosso quotidiano”, frisou.
Acredita Alcindo Lopes que, ao conversar sobre métodos como filtração, decantação, evaporação e destilação, os pais e encarregados de educação possam identificar e reconhecer estas práticas nas suas atividades diárias. Por exemplo, quando estão a preparar os alimentos, a organizar matérias em casas,
A iniciativa, prossegue, batizada com o nome “Inclusão Escola-Família” busca estreitar laços entre a instituição e as famílias, demonstrando que a educação é uma responsabilidade compartilhada. E o resultado, destaca este docente, foi positivo, citando em jeito de exemplo a participação ativa dos pais. “Foi emocionante de ver e trouxe um olhar novo e rico para a aprendizagem dos nossos alunos”, sublinhou.
No decorrer da aula, de acordo com Lopes, entregou os testes aos alunos e, na mesma hora, um dos alunos queria mostrar a nota aos encarregados da educação, ao que foi advertida para esperar chegar em casa para partilhar a notícia. Este era, aliás, outro objectivo preconizado com esta atividade.
“Queremos que, de forma espontânea, os alunos passem a partilhar a sua evolução escolar, independentemente do aproveitamento, e também que os seus responsáveis passem a acompanhar e a cobrar, por isso a escolha do nome inclusão escola-família”, assegurou, mostrando-se particularmente satisfeito com a reação dos discentes e dos encarregados de educação.
“Foi uma experiência espectacular. Os pais ficaram satisfeitos e pediram para repetir. E os alunos idem. Estão mais ativos e empenhados. Por isso, queremos institucionalizar esta iniciativa. Outros pais nos procuraram e mostraram interesse em participar ”, disse, observando que, há dois anos, fez algo similar – almoço-convívio e troca de ideias-, que marcou os alunos e mudaram o comportamento.
Desta vez, frisou, foi mais consistente porque contou com apoio total da direção da escola, que fez questão de estar presente na aula.







