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Caso ASA: Técnico Armando Gonçalves obrigado a pedir desculpas ao ex-director Teófilo Figueiredo e ao administrador Nuno Santos

O técnico Armando Gonçalves, ex-chefe do departamento de manutenção da ASA, foi obrigado pelo Tribunal de São Vicente a fazer um pedido de desculpas públicas ao ex-director do Aeroporto Internacional Cesária Évora, Teófilo Figueiredo, e ao administrador Nuno Santos, que acusou de serem corruptos. Após um recurso para o Tribunal da Relação de Barlavento, que confirmou a decisão da primeira instância, este técnico acabou por ficar sem opção e viu-se obrigado a retratar-se, pedindo desculpas aos dois antigos chefes pelas injúrias e calunias proferidas. 

Teófilo Figueiredo e Nuno Santos são pessoas do bem, exemplos de gestores com valores éticos e morais de invejar, pelo que, reitero, as acusações foram infundadas e inoportunas”, diz ainda Armando Gonçalves que, apesar disso, afirma estar em paz, depois da confirmação da decisão pelo Tribunal da Relação e da rejeição do recurso pelo Supremo Tribunal de Justiça. “Após o término do meu julgamento, recorri para o Tribunal da Relação de Barlavento, que continuou a dar razão a Teófilo Figueiredo e  Nuno Santos. Accionei o meu advogado para um recurso ao STJ, mas este não foi aceite. Então optei por fazer esta retratação e encerrar o caso em definitivo.”

Foi a 1 de fevereiro de 2019 que o ex-técnico da ASA lançou as acusações contra estes dois gestores, mais tarde reforçadas em uma conferência de imprensa, numa primeira reacção a um comunicado de imprensa e uma conferência de imprensa de Figueiredo. Apesar de se mostrar confiante e garantir que tinha provas irrefutáveis das suas afirmações, no julgamento Armando Gonçalves admitiu que o ataque proferido contra o ex-director foi motivado por raiva por ter sido descartado pela empresa. 

Falhada a tentativa de acordo entre as partes, Armando Gonçalves foi condenado pelo Tribunal de São Vicente, a 10 de fevereiro, a cinco anos de pena suspenso e obrigado a fazer uma retratação pública por conta das injúrias e difamações que, segundo o ex-director do AICE, Teófilo Figueiredo, tiveram repercussões na sua vida pessoal, profissional e na sua imagem pública. 

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