A Associação Cabo-verdiana de Luta contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG) inicia esta terça-feira, 22, na Praia, o III curso de formação de Mulheres Multiplicadoras da Cidadania (MMC), no âmbito do projeto “Fla Sim pa Mudjer”. A cerimónia de abertura aconteceu na Sala dos Munícipes da Câmara Municipal da Praia, e foi presidida pela ministra da Família, no quadro da parceria entre a ACLCVBG e o Ministério da Família.
Desenvolvido em parceria com a organização brasileira Themis e financiado nesta III edição pelo African Women’s Development Fund (AWDF), o projeto pretende reforçar o conhecimento das mulheres sobre os seus direitos, melhorar o acesso à Justiça e contribuir para a prevenção e resposta a situações de violência baseada no género, informa esta associação em comunicado.
O programa, sublinha, é dirigido a mulheres líderes comunitárias e potenciais líderes e será implementado em duas etapas: uma primeira fase de formação em diferentes áreas do Direito e uma segunda dedicada à intervenção comunitária. Tem uma carga horária de 98 horas e incluirá workshops, trabalhos de grupo, visitas institucionais a serviços e órgãos envolvidos no combate à VBG e a elaboração de um Plano de Ação Comunitária.
As sessões decorrerão às quartas-feiras, entre setembro e dezembro de 2026, com a participação voluntária de facilitadores especializados. Os formandos serão certificados através da parceria estabelecida com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), acrescenta indicando que, ao longo dos últimos três anos, a ACLCVBG, em parceria com a Themis, já realizou duas edições do curso de Mulheres Multiplicadoras da Cidadania.
E o objectivo continua a ser o mesmo: dotar as participantes de ferramentas para exercerem os seus direitos, recorrerem aos mecanismos de acesso à Justiça e desempenharem um papel ativo na prevenção da violência e na promoção da igualdade de género nas suas comunidades.
Defende a organização, o conhecimento dos direitos legais constitui um instrumento essencial para o empoderamento das mulheres, o acesso à Justiça, a prevenção da violência doméstica, a proteção contra a discriminação e o reforço da autonomia económica e da capacidade de intervenção comunitária.







