O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (SIACSA) mantém a greve de seis dias dos Bombeiros Municipais de São Vicente, prevista para os dias 13 a 18, e anuncia uma concentração em frente ao quartel dos bombeiros no primeiro dia da paralisação. O sindicato admite, contudo, reavaliar a decisão caso a Câmara Municipal apresente propostas concretas para resolver as reivindicações dos profissionais.
O coordenador do SIACSA em São Vicente, Heidy Ganeto, informou que a Direção-Geral do Trabalho convocou o sindicato para uma reunião na próxima segunda-feira, 9 de novembro, às 09h00, com o objetivo de abordar as reivindicações pendentes dos bombeiros municipais.
Segundo este responsável sindical, até ao momento, não houve uma resposta satisfatória da Câmara Municipal de São Vicente à esta convocatória da DGT. “Espero que haja propostas para as reivindicações, mas, enquanto não houver um entendimento, não vamos suspender a greve”, afirmou.
Ganeto explicou que a realização da reunião não significa que a paralisação será automaticamente suspensa, uma vez que o sindicato aguarda repostas precisas por parte da autarquia. “Se a Câmara levar respostas concretas e decisivas é que a greve poderá ser suspensa. Caso contrário, a greve mantém-se”.
O dirigente sindical manifestou ainda reservas quanto à capacidade de a autarquia cumprir os compromissos assumidos em negociações anteriores, apontando a falta de resultados ao longo dos últimos anos. “Em orçamentos anteriores e em anos anteriores, a Câmara apresentou algumas propostas para resolver os problemas, mas não as resolveu”, salientou.
Quanto às formas de protesto, Heidy Ganeto confirmou a realização de uma concentração em frente ao quartel dos bombeiros, marcada para o dia 13 de novembro, às 08h00, coincidindo com o início da greve.
A paralisação deverá prolongar-se até 18 de novembro, caso não haja um entendimento entre o sindicato e a CMSV.
Ronice Fortes (Estagiário)







