O Tribunal da Comarca da Brava decretou a proibição de saída do país e apresentação semanal às autoridades ao ex- presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, detido na quinta-feira, 26, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção activa. As mesmas medidas de coação foram aplicadas ao ex-secretário municipal e à um empreiteiro local.
Estas informações constam de um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), publicado na sua página oficial, que refere ainda que os três arguidos estão ainda proibidos de comunicar entre si e terão de prestar caução. Sob os três arguidos pesam suspeitas da pratica de vários crimes.
Diz esta fonte que, no âmbito da investigação realizada pelo Departamento Central de Ação Penal, foram realizadas diligências de busca nas residências de três suspeitos, que culminaram na apreensão de relevantes elementos de prova, que reforçaram os indícios da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, peculato, abuso de confiança. Ainda: falsificação de documento, violação de princípios e regras de contratação pública e abuso de poder.
Por conta diss, prossegue, o Ministério Público ordenou a detenção dos três suspeitos, que foram presentes ao primeiro interrogatório judicial de arguido detido, que começou às 14h30 e terminou por volta das 21 horas. O tribunal determinou a aplicação, aos três arguidos, as seguintes medidas de coação de interdição de saída do país, apresentação periódica semanal perante as autoridades competentes. A estes juntam-se ainda as medidas de prestação de caução e proibição de contacto entre os arguidos.
As diligências realizadas contaram com a coadjuvação da Procuradoria da Comarca da Brava, bem como da Polícia Nacional, através da respectiva esquadra local., acrescenta o comunicado, realçando que o processo continua em investigação e permanece em segredo de justiça.







