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Vladimir Putin enfrenta ira de mães de soldados russos enviados para a guerra na Ucrânia

As mulheres continuam a pressionar o governo russo na tentativa de resgatarem filhos e maridos da guerra na Ucrânia. Desde que o Kremlin ordenou o recrutamento de 300 mil reservistas para a frente de batalha no passado setembro que começaram a dar sinais de claro descontentamento e resistência. Houve manifestações que provocaram a detenção de milhares de pessoas e agora os governadores regionais começaram a ter encontros com as ativistas e prometem ajudar. Já Vladimir Putin, Presidente da Rússia, planeja realizar uma sessão com as mulheres ainda nesta semana.

Com a guerra prestes a completar o nono mês, a tentativa de Vladmir Putin de proteger sua população dos custos da invasão está se esgotando e o Kremlin corre para reduzir o impacto onde ainda é possivel. As autoridades prometem dinheiro e outros benefícios para as famílias dos convocados e se comprometem a garantir que recebam assistência e equipamentos apropriados.

Houve protestos contra o envio de parentes mobilizados para a frente de combate em pelo menos 15 regiões, o maior deles acontecendo perto da fronteira com a Ucrânia, segundo dados coletados pela Verstka, mídia independente que é uma das poucas que cobrem o movimento. As demandas das famílias normalmente não são políticas, concentrando-se em garantir que seus homens recebam treinamento e equipamento adequados e recebam atendimento médico na frente de batalha.

Putin advertiu as autoridades no início deste mês para garantir que as preocupações sejam abordadas, prometendo “conversar pessoalmente com as pessoas para obter algum retorno” da situação. Os governadores de algumas regiões perto da fronteira com a Ucrânia prometeram ajudar, embora ativistas tenham dito que os resultados foram limitados até agora. Outras autoridades rejeitaram os apelos, dizendo que os soldados no front estão “vivos e bem”.

Entretanto, Putin ordenou esta quarta-feira o fornecimento de mais armamento “de qualidade” às tropas que combatem na Ucrânia. “É importante não apenas aumentar o volume e a variedade dos fornecimentos, mas também melhorar a sua qualidade, disse o líder russo durante uma reunião do Conselho Coordenador destinado a garantir as necessidades das Forças Armadas.

Putin pediu a melhoria do funcionamento do mecanismo de comunicação entre os militares, os produtores e os fabricantes, com o objetivo de introduzir correções nos pedidos quando seja necessário.

C/Globo.com e Dn.pt

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