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Comissão Europeia considera inaceitável uso de ´malwere` para espionar jornalistas, dissidentes, activistas e políticos críticos

A presidente da Comissão Europeia considerou que o caso de espionagem através de um ‘spyware’ inserido no telemóvel é “totalmente inaceitável”. Ursula von der Leyen reagia a denúncia feita no domingo por um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais.

Dissidentes políticos europeus, activistas de direitos humanos e jornalistas estão entre milhares de pessoas em todo o mundo sendo espionados por este malware desenvolvido por uma empresa israelita e vendido a regimes autoritários, afirmou a investigação da mídia.

O ‘spyware’ em questão permite aceder a mensagens, fotografias, contactos e a chamadas telefónicas, através do smartphone. Cerca de 50 mil contactos terão sido visado, incluído, pelo menos 180 jornalistas, 600 políticos, 85 ativistas de direitos humanos e 65 líderes empresariais

Ursula von der Leyen considerou totalmente inaceitável esta prática, caso for confirmado. “Temos de confirmar. Mas se for verdade, é totalmente inaceitável”, disse von der Leyen, realçando que “a liberdade de imprensa é um valor central da União Europeia”, afirmou.

Segundo a denuncia do consórcio, jornalistas foram supostamente espionados na Hungria e na França e as revelações geraram pedidos de investigação. A investigação do Projeto Pegasus, divulgada ontem é baseada em uma lista de mais de 50 mil números de telefones que podem ser alvos do malware do Grupo NSO, com sede em Israel, e vazou para a organização sem fins lucrativos de Paris, histórias proibidas e grupo de direitos humanos Anistia Internacional.

O malware infecta telefones, permitindo que a operadora acesse mensagens, fotos, e-mails e dados de localização, além de controlar secretamente os microfones e cameras. O consórcio de mídia foi capaz de identificar mais de mil indivíduos em 50 países supostamente selecionados para vigilância potencial por clientes da NSO.

C/Euronews.com

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