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Americanos escolhem novo presidente sob medo de fraude, atraso e violência

Os americanos escolhem esta terça-feira o novo presidente, sob medo de fraude, atraso e violência nestas eleições consideradas históricas, crucial e dominada pela pandemia da Covid-19 e em que a democracia parece estar em risco. Mas mais de 95 milhões de pessoas votaram antecipadamente.

Os prédios da capital amanheceram cobertos por tapumes de madeira. Parte das tábuas já protegiam vidraças na região desde que o movimento Black Lives Matter ocupou as ruas de mais de cem cidades ao redor do país a partir de junho de 2020. Mas a maioria das barricadas foi recém-instalada e traduz o temor de que as eleições presidenciais descambem para actos de violência e saques, especialmente nos arredores da Casa Branca.

De tão cobertos, alguns edifícios comerciais pareciam lacrados, salvo por pequenas placas de “ainda estamos funcionando”. Não é assim que a América se prepara para os pleitos a cada quatro anos. Os tapumes, conforme vários analistas e jornalistas americanos, mostram que os americanos não se veem diante de uma eleição convencional. 

De acordo com o historiador Bruce Schulman, diretor do Instituto de Política Americana, ligado à Universidade de Boston, essa é possivelmente a disputa presidencial mais tensa pela qual os americanos passaram desde 1864, quando a reeleição de Abraham Lincoln foi confirmada em meio à guerra civil americana, que resultou na morte de 620 mil americanos.

Outra prova disso é o montante de votos dados antecipadamente em 2020: até a noite de segunda-feira cerca de 100 milhões de cidadãos já tinham expressado sua escolha entre o candidato democrata Joe Biden ou o republicano Donald Trump, que concorre à reeleição.

O número é um recorde e equivale a quase 75% do total de votos contabilizados em 2016. Nos EUA, comparecer às urnas não é obrigatório.

C/ Agências

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