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MM delimita área do bar da piscina oceânica da Lajinha: Estrutura não pode vender bebidas alcoólicas até as 18 horas

O Ministério do Mar e o parceiro privado Lin Jie vão assinar um termo de compromisso no qual, segundo o ministro Paulo Veiga, vai constar a delimitação física atribuída ao bar/estrutura de apoio à piscina oceânica da Lajinha, as normas da IGAE e o horário de funcionamento do espaço determinado pela Câmara de S. Vicente. Neste âmbito, segundo Paulo Veiga, o empresário será obrigado a colocar uma vedação dentro de uma área concedida e não poderá vender bebidas alcoólicas até as 18 horas, que é o horário de encerramento da piscina ao público. Depois desta hora, diz o governante, o espaço pode funcionar como bar, tal como outras estruturas semelhantes instaladas ao longo da praia da Lajinha. Por outras palavras, o bar poderá vender bebidas alcoólicas a partir das 18 horas.

“Após o encerramento da piscina, e tendo o promotor conseguido uma licença das autoridades competentes, já que o MM não atribui licenças para bares, irá passar a funcionar como bar. Neste momento, a piscina abre de manha e fecha às 18 horas com limite de pessoas devido a pandemia”, informou Paulo Veiga esta tarde durante uma conferência de imprensa conjunta com os responsáveis do bar.

Pedido para especificar quais foram as irregularidades detectadas e que determinaram a suspensão temporária do estabelecimento, Veiga adiantou que foram duas: o uso extensivo do miradouro, sem delimitação, e colocação de cadeiras com publicidade de bebidas alcoólicas. Duas situações que provocaram duras críticas dos mindelenses nas redes sociais.

O ministro garante que o gestor do bar, que emprega neste momento 25 trabalhadores, foi obrigado a retirar as cadeiras. Entretanto, adianta o ministro, após concertação com o dono, o empresário chinês Lin Jie, o Ministério do Mar entendeu que não será um contrassenso permitir que o espaço continue a funcionar como bar depois das 18 horas. “É uma decisão, se estou certo, se estou errado não sei. Acho que estou certo. Há muita gente que concorda que estou certo. Podem discordar, mas estamos aqui para decidir e está decidido”, afirmou Veiga, clarificando que essa mudança do conceito do projecto – que foi apresentado como um espaço sem álcool e com venda de bebidas e comidas saudáveis -, o ministro esclareceu que, da conversa com o promotor, ficou claro que o espaço comercial não será viável só com sumos.

Gestão conta resolver os problemas e reabrir até sábado

Segundo Bruno Paris, todas as indicações dadas pela IGAE e o MM já estão em curso, estimando a reabertura do espaço até sábado, no máximo. Este porta-voz do investimento assegura que o bar tem todas as licenças em dia, inclusive para venda de bebidas alcoólicas.

“Sobre mesas com publicidade de uma marca de bebidas alcoólicas, por aquilo que a IGAE nos disse, a partir do momento que fizermos a delimitação física, podemos usar as mesas. Se o problema for a marca, podemos tapá-la com autocolante”, disse Bruno Paris, que fez questão de sublinhar que o bar está a funcionar de forma clara e dentro da legalidade.

A partir de agora, o bar terá disponível para uso cerca de 150 dos quase 860 metros quadrados do miradouro, conforme explicações de um técnico do IMP. Deste modo, segundo esta fonte, o público passará a dispor de espaço suficiente para fazer os seus treinos, dar um passeio ou simplementes contemplar o ambiente nessa orla marítima.

Durante o dia, o bar irá funcionar como local de apoio aos frequentadores da piscina oceânica. Uma estrutura flutuante de acesso livre, mas mediante o cumprimento de regras impostas pela situação de pandemia. Para o efeito, a piscina conta com o serviço de um gestor técnico, dois salva-vidas, dois guardas e um mergulhador, que estão sob a responsabilidade do Ministério do Mar. Outras 25 pessoas trabalham ligadas ao bar/estrutura de apoio à piscina, onde os utentes podem guardar os seus pertences ou alugar materiais para natação.

No entanto, a piscina, que foi inaugurada a 1 de agosto deste ano, ainda precisa de um fundo, pelo que não pode ser usada pelas crianças. O Ministério do Mar já encomendou o fundo e Paulo Veiga espera que tudo estejo operacional até o final deste ano, por altura da terceira edição da Cabo Verde Ocean Week.

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